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Diocese de Osasco

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BIO, Diocesanas, Notícias › 08/07/2019

Você sabia que o matrimônio também é um caminho de santidade?

“Toda casa pode transformar-se em uma pequena igreja. Não apenas no sentido de que nela deve reinar o típico amor cristão, feito de renúncia e atenção recíproca, mas no sentido de que toda a vida familiar, em virtude da fé, está chamada a girar em torno do único Senhor: Jesus Cristo”, Papa Bento XVI, em 2007. 

Em 12 de julho comemora-se o dia de um dos mais ilustres casais católicos da história da Igreja. São Luís Martin (1823-1894) e Santa Zélia Guérin (1831-1877) são os pais de Santa Teresa de Lisieux (Santa Teresinha do Menino Jesus) e é o primeiro casal, de todos os tempos, a ser canonizado em uma mesma cerimônia.

Destacamos, a seguir, outros casais católicos que, também, despontaram como modelos de espiritualidade conjugal ao longo de toda a história. Veja, ainda, exemplos de união próspera na fé, na Diocese de Osasco.

Casais católicos que são modelos de espiritualidade conjugal

Não é de se causar estranhamento que vários casais católicos tenham sido reconhecidos pela Igreja por sua vida santa, porque o casamento é um Sacramento e não apenas uma cerimônia de união. Segundo o Papa Francisco, “o matrimônio é um grande ato de fé e de amor; e testemunha a coragem de acreditar na beleza do ato criador de Deus e de viver aquele amor que leva a ir sempre além de si mesmo”.

“Os esposos cristãos participam, como esposos, da missão da Igreja. É preciso coragem para isto! Por isso quando eu saúdo os recém-casados, digo: ‘Eis os corajosos!’, porque é preciso coragem para amar-se assim como Cristo ama a Igreja”, afirmou o Papa em suas reflexões sobre o papel da família, em 2015.

Casais católicos reconhecidos pela Igreja por suas virtudes

– São Luís Martin e Santa Zélia Guérin (pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, canonizados em 2015) – Beata Anna Maria Taiji e Domenico Taigi (casal pobre e cheio de Deus)
Santo Aurélio e Natália (companheiros mártires) Beata Rafaela Ybarra e José Villalongo (casal com coração muito grande)
Santa Margarida e Malcom Canmore (Reis da Escócia, requintada delicadeza em casal e união em todas as suas obras) Servos de Deus Takashi Nagai e Midori Moriyama (vítimas e heróis da era atômica
São Luís IX e Margarida de Provença

(Reis da França; discernimento mútuo)

Beatos Luigi e Maria Beltrame Quattrochi (primeiro casal a ser beatificado no mesmo dia, em 2001)
Santa Francisca Romana e Lorenzo de Ponziani (unidos nas obras de caridade) Jacques Maritain e Raíssa Oumansoff de Maritain (casal apaixonado pela verdade)
Santo Tomás Moro e Jane Colt (santidade vivida em família) Santa Gianna Beretta e Pietro Molla (esposa heroica e mãe a serviço da vida)

 

 

Como visto, o caminho à santidade é totalmente possível por meio da vida conjugal. Os primeiros que deram testemunho são a Santa Virgem Maria e seu esposo São José, assim como os avós de Jesus e pais de Nossa Senhora: São Joaquim e Santa Ana.

Segundo casal canonizado no mesmo dia é brasileiro

Em 2015, os pais de Santa Teresinha do Menino Jesus foram canonizados por Papa Francisco. Sua Santidade disse, na ocasião, que os novos santos “viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações das filhas, nomeadamente a de Santa Teresinha do Menino Jesus”. São Luís Martin e Santa Zélia Guérin compõem o primeiro casal a ser canonizado no mesmo dia.

No Brasil, são venerados São Manuel Rodrigues de Moura e sua esposa, mártires no Rio Grande do Norte, sendo vítimas da perseguição contra a fé católica, em 1645. Em 23 de março de 2017, o Papa Francisco aprovou os votos da Sessão Ordinária dos Cardeais e Bispos membros da Congregação para as Causas dos Santos sobre a sua canonização, com apenas um milagre; a canonização foi celebrada em 15 de outubro de 2017 juntamente com outros 28 mártires massacrados pela invasão holandesa. Como resultado, Manuel Rodrigues de Moura e sua esposa (não identificada devido ao massacre) é o segundo casal a ser canonizado no mesmo dia, bem como o primeiro em que ambos são mártires e santos.

Monumento aos mártires em São Gonçalo do Amarante, Rio Grande do Norte. ©Carla Salgueiro.

Casais que seguem o caminho da santidade na Diocese de Osasco

Os casais José Edileudo Pereira (Coordenador Diocesano da Mãe Peregrina e Fundador da Comunidade Mãe Peregrina, de Jandira) e sua esposa Deusa Fernandes Pereira; assim como Bruno Pereira da Silva e sua esposa Núbia de Souza Dias (pertencentes à Ordem Terceira do Carmo) tem muito a testemunhar sobre o caminhar na santidade.

José Edileudo teve o seu primeiro despertar para a fé católica em virtude da perseverança de sua esposa em sempre convidá-lo a participar dos Santos Terços, até o dia em que ele resolveu aceitar o chamado. A partir daí, muitas obras em conjunto tem sido realizadas desde então.

Já Bruno pertence ao Sodalício São José de Osasco e ingressou nesse ramo carmelitano junto com sua esposa Núbia. “De 2009 a 2012 eu frequentei a Opus Dei, em busca de viver a fé na vida ordinária. Após o meu casamento, eu e minha esposa procuramos continuar nessa busca, juntos. Foi quando conhecemos a Ordem Terceira do Carmo”, explicou Bruno que viu nascer o Sodalício, em Osasco, em 2016. Juntos, um sempre apoiando o outro, o casal tem se voltado cada vez mais para a vida em comunidade.

Esses casais, entre tantos outros da Diocese de Osasco, entendem que ambições e carreirismo são incompatíveis com o seguimento de Cristo. Segundo o Papa Francisco, isso acontece porque há uma grande incompatibilidade entre honras, sucesso, fama, triunfos terrenos e a lógica de Cristo crucificado.

Que todos esses casais santos, lá do Céu, velem sobre nós e nos apoiem com a sua poderosa intercessão. Amém.

Por: Daniela Nanni

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