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Diocesanas, Notícias › 14/08/2016

Vocação Matrimonial: um chamado de Deus ao amor e à comunhão

 

“A vocação matrimonial é um chamado de Deus ao amor e à comunhão”, Pe. Luiz Rogério 

 

“Sede santos, assim como o vosso Pai celeste é santo” (Mt 5,48). Todos os filhos de Deus são chamados à vida de santidade, porém cada um recebe uma vocação específica, uns são chamados à vocação sacerdotal, outros à vocação religiosa, outros à vocação matrimonial.

Como derramamento do seu amor, Deus criou o homem e a mulher também vocacionados ao amor e à comunhão, cuja maior decorrência é a família, a obra preferida de Deus. A vocação matrimonial está inscrita na natureza humana criada por Deus. Homem e mulher são chamados a estabelecer uma aliança com o Senhor: “Maridos, amai vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (Ef 5,25). O matrimônio é uma resposta de fé e amor ao chamado de Deus aos homens e mulheres – “… um homem deixa seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, e eles se tornam uma só carne” (Gn 2,24) – afim de que vivam o amor conjugal como sinal do amor entre Cristo e a Igreja. O amor recíproco entre o homem e a mulher transfigura-se em imagem do amor absoluto e imperecível de Deus por seus filhos.

pe luiz rogerioEm consequência à vocação matrimonial, homem e mulher exercem suas vocações da paternidade e maternidade, em que colaboram com o Criador na geração dos filhos – “Sede fecundos, multiplicai-vos…” (Gn1,28). Como presente de Deus, a nova vida é acolhida na família. Também colaboram com a sua educação, os pais têm a missão de serem evangelizadores da própria família, e espontaneamente se tornam sinais para que outras famílias se aproximem da pessoa de Jesus Cristo. A maior herança que os pais podem dar aos seus filhos é iniciá-los na vida cristã. Sobre o Batismo, Santo Agostinho afirma que: “as mães que levam seus filhos cooperam no parto santo”. No lar cristão é onde os filhos recebem os primeiros ensinamentos sobre os assuntos da fé e também sobre as virtudes humanas. “Cada família é um tijolo que constrói a sociedade” (Papa Francisco). O sacramento do matrimônio derrama sobre os esposos a graça para se tornarem igreja doméstica e fermento para a nova sociedade, muitas vezes marcada pelo secularismo e indiferentismo religioso.

É preciso ajudar os batizados a descobrir o valor e a riqueza do matrimônio. Jesus tem tanto carinho pelo matrimônio que seu primeiro milagre é realizado numa festa de casamento, transformando a água em vinho nas Bodas de Caná. A opção pelo matrimônio demonstra a decisão concreta de transformar dois caminhos em um só, de atravessarem juntos todas as provações e momentos difíceis, de dar um “sim” generoso, incondicional, sem reservas. O propósito de se casar, formando uma nova família, deve ser concluído após um profundo discernimento vocacional, o período do namoro é de fundamental importância para melhor conhecer a quem se deseja compartilhar a vida e viver a integralidade desse amor. A decisão de unirem-se em matrimônio não deve ser algo precipitado, todavia também não deve ser demasiadamente adiada. Deus, através de Seu Santo Espírito e da intercessão da Sagrada Família de Nazaré, ajude a cada um de seus filhos a discernir sobre o seu chamado.

 

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