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Diocese de Osasco

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Diocesanas, Notícias › 23/10/2017

Solenidade de Todos os Santos

 

A Igreja celebra no dia primeiro de novembro a solenidade de todos os Santos, daqueles que cumprem o desejo de Deus mesmo – “A vontade de Deus é esta: a vossa santificação” – 1 Ts. 4,3. Este desejo de Deus é extensivo à toda a humanidade, porém, poucos de nós conhecemos em essência o que significa ser santo, e deixamos de almejar esta realidade para nós por ignorância. O que é, então, a santidade?

Olhando para as Escrituras e para os escritos dos grandes santos da Igreja, podemos definir esta belíssima realidade em quatro pontos essenciais:

1. A santidade é a nossa configuração com a pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo. Este processo pelo qual nós vamos nos tornando cada vez mais semelhantes a Ele. Trata-se de um caminho progressivo de desembaraço das criaturas para unir-se cada vez mais ao Criador pelo caminho oferecido por Jesus. Sendo assim, este caminho de “cristificação” leva em consideração a obediência à voz de Deus, a abertura para a penitência, contrariando as próprias vontades e acolhendo a vontade do Pai, tal como Jesus realizou em sua vida terrena. A configuração ao Cristo não se faz sem a oração, sem a escuta atenta do próprio Senhor que fala ao nosso coração e nos indica o caminho de como agir em cada situação de nossas vidas.

2. A santidade é a perfeição da caridade, do amor. O primeiro mandamento da lei é precisamente “amar a Deus sobre todas as coisas”. A santidade nada mais é do que a perfeição heroica da vivência deste mandamento. Nós somos capazes de amar a Deus sobre todas as coisas porque tal amor não é originado em nós mesmos. Podemos amar a Deus assim porque, ao olharmos para a cruz vemos que lá Ele amou a cada um de nós individualmente sobre todas as coisas, entregando-se por nós, pela nossa salvação, amando-nos com seu amor eterno e infinito. Porque somos muito amados, somos capazes de amar e, portanto, por este mesmo amor, somos capazes de nos unirmos a Deus em todas as obras de nossas vidas, preparando-nos para a união mais íntima e suprema do céu.

3. A santidade é a vivência cada vez mais plena e experimental do mistério inefável da presença da Trindade em nós. Desde o momento de nosso santo Batismo, Deus mesmo veio morar conosco, tornando-se nosso Pai e Amigo, com o qual podemos ter a maior de todas as intimidades. Desde o nosso interior, Deus se torna nosso impulsionador e motivador em nossa vida sobrenatural e podemos verdadeiramente senti-lo e nos entreter com Ele. A Trindade Santíssima realiza as suas divinas operações em nossa alma tal como faz desde toda a eternidade no céu. Desta forma, podemos exclamar com Santa Elizabeth da Trindade: “o céu é Deus, e em minha alma ele está”.

4. A santidade, enfim, é a perfeita identificação e conformidade de nossa vontade com a vontade de Deus, como diz Santa Teresa D’Ávila. Não é fácil viver inteiramente esta conformidade, porém, tal dita não é impossível. Deus jamais nos pede algo que esteja além de nossas forças. Aqui é absolutamente imprescindível a mortificação de nossa vontade por meio de penitências, seja elas as que escolhemos e, sobretudo as que nos são enviadas por Deus, pois, as cruzes não escolhidas são as mais eficazes para nos purgar de nossos pecados, defeitos e más inclinações. Nossa vontade rebelde vai se aproximando à vontade de Deus pela oração e, obviamente, pela adequada assistência aos sacramentos, que vai aumentando nossa vida na graça e nos fortalecendo para repelirmos os ataques das tentações.

De tudo que se falou vale a pena lembrar que, embora existam múltiplas definições para a santidade, trata-se de algo acessível para todos e que, em última análise, nos remete para uma união mais íntima com Deus. No momento de nosso batismo, todos fomos chamados universalmente para sermos santos. A santidade não é, portanto, uma tarefa para uns poucos iluminados. É missão de todo e qualquer cristão batizado. Celebrar a solenidade de todos os santos é enxergar naqueles que já estão na glória do céu a concretização deste chamado que o Senhor faz para toda a Igreja e ter certeza de que contamos com a sua intercessão para nós também alcançarmos a nossa meta.

Pe. Daniel Bispo da Cruz
Paróquia Cristo Rei – Osasco

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