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Seguindo os passos da Sagrada Família

Foto: Imagem Internet

“Abri as Escrituras e ali vereis que, quando os pais foram santos, também o foram os filhos” – Santo Cura D´Ars.

A Família de Nazaré sempre foi modelo para todas as famílias cristãs. Ela é a primeira comunidade na qual aprendemos valores, convicções e construímos nosso caráter, sinônimo de unidade, amor e fidelidade. E é nessa época, nas proximidades do Natal e de mais um ano que se finda, que somos chamados a fazer um exame de consciência do nosso papel na edificação das famílias, a fim de construir uma sociedade mais sólida, em meio a tantas enfermidades da vida moderna.

E assim esperamos, que a Sagrada Família de hoje seja a resposta em meio a tanta violência, angústias e que possa torna-se lugar santificado onde se experimenta a alegria, a união e o amor verdadeiro. Exemplos belíssimos não nos faltam e é o que veremos a seguir. Boa leitura!

 

Santa Teresinha: a alegria de viver e se santificar em família

“No convívio de um lar verdadeiramente cristão, como o da família Martin, a caridade ensinada pelos Evangelhos exala um suave e inigualável perfume”.

São Luís, as 5 filhas consagradas (entre elas, Santa Teresinha do Menino Jesus), Santa Zélia e os 4 filhos que morreram em tenra idade. Imagem: internet.

Santa Teresinha do Menino Jesus, padroeira das missões e doutora da Igreja, teve uma família privilegiada. São Luís e Santa Zélia, canonizados em 2015, custodiavam a inocência de suas cinco filhas – Maria, Paulina, Leônia, Celina e Teresinha – mantendo sempre no lar um ambiente intensamente cristão e de oração.

Foi assim, que a pequena Teresa foi sendo preparada para a missão para a qual havia sido escolhida pela Providência Divina. Ela e suas 4 irmãs, todas consagradas a Deus, foram pedras preciosas cuidadosamente trabalhadas.

Seguir o caminho trilhado por esse santo casal, longe de ser algo impossível, está ao alcance de todos que queiram abrir-se à mensagem da Sagrada Família.

4 formas de viver a santidade em família

 1.      Ouvir a Palavra de Deus

Maria ouviu a Palavra de Deus, confiou e a cumpriu. José, seu esposo, que cumpriu sua missão de esposo e pai por Deus confiada, devia conhecer e amar a Palavra de Deus.

2.      Ter uma vida de oração

Maria e José ensinaram Jesus a rezar e iam à sinagoga ouvir as Sagradas Escrituras. Também os pais e mães devem ensinar aos seus filhos a rezarem, educá-los para a fé e conduzi-los à Santa Missa.

3.      Confiar no projeto de Deus

Quando Herodes ordenou que matassem o Menino Jesus, José confiou no sonho que teve com um anjo do Senhor, no qual lhe ordenava que levasse Jesus e Maria para o Egito. Lá ficou até a morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor falara pelo profeta, com as palavras: “Do Egito chamei meu filho”.

4.      Peregrinar em família

Milhares de peregrinos vão aos santuários e Igrejas para fazer suas preces e agradecimentos. Pai, mãe e filhos devem ir, todos juntos, à casa do Senhor a fim de estarem juntos em oração.

 Fonte: Portal A12

 

 Servindo a Deus: família Lopes é exemplo de devoção

“Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor!” (Sl 122.1)

Paulo e Cristiana, com suas filhas Maria, Sara e Ana, espelham-se na Sagrada Família no dia a dia. Imagem: acervo particular.

As famílias do nosso tempo, que desejam ser sagradas, são convidadas pela Igreja a se espelharem em Jesus, Maria e José. E é essa trajetória que o casal Paulo Sérgio Lopes e Cristiana Lopes, junto com as 3 filhas, tem percorrido.

Nessa família, se experimenta os dons de Deus e a alegria de servi-Lo. Paulo é Ministro Extraordinário da Palavra e Ministro da Música, enquanto Cristiana é Ministra Extraordinária da Sagrada Comunhão. Eles são casados há 17 anos e pais de Ana (9 anos), Sara (10 anos) e Maria (12 anos), que já é Coroinha há quase 4 anos.

“Como casal, ainda participamos da Pastoral dos Noivos, oportunidade na qual falamos sobre paternidade e maternidade responsáveis. Abordamos a importância de acompanhar o desenvolvimento dos filhos, de cuidar e dar atenção ao invés de terceirizar a criação. Por experiência própria, optamos por não colocar as meninas na creche nos primeiros anos de vida e darmos toda a atenção em casa, pois prezamos muito os valores do lar. Não somos os melhores, mas à luz da palavra de Deus, pela intercessão da Sagrada Família, buscamos dar o nosso melhor em nossa casa e na comunidade”, explicou Cristiana.

A exemplo da família Lopes, há um plano de Deus, revelado desde a criação, para as famílias que envolve responsabilidade, paternidade, maternidade e filiação. Certamente, o Pai do Céu tinha algo a dizer quando assim constituiu a Família de Nazaré.

Segundo a família Lopes, é plenamente possível viver a santidade em família: “Rezar e participar dos eventos na Igreja, são valores que passamos para as nossas filhas. É importante estarmos sempre juntos vivenciando todas essas experiências. Cada dia mais somos gratos a Deus, por tamanha graça que Ele tem realizado em nosso lar”.

Com uma longa trajetória e colhendo muitos frutos, eles acreditam que “a maior vitória que se pode conquistar é ser uma família do céu, aqui na terra”. Cristiana começou a servir aos 14 anos em sua cidade natal – em Palmeiras dos índios, Alagoas – e como catequista presenciou a ordenação ao sacerdócio de um de seus alunos. Enquanto, isso, Paulo também servia nessa mesma comunidade, como coroinha

Após o casamento, Cristiana e Paulo mudaram-se para São Paulo, onde trabalharam com jovens envolvidos em diversas problemáticas, inclusive a dependência química. “Um desses jovens formou uma comunidade de aliança e hoje faz um trabalho belíssimo acolhendo moradores de rua”, completou Cristiana, que desde 2008 – junto com seu marido – serve na comunidade Santa Luzia (Jd Bandeiras), em Osasco.

“Nossa maior alegria é ver o desejo das nossas filhas em servir. Eu retornei ao trabalho somente o ano passado, para poder dar toda a atenção a elas enquanto meu marido supria as necessidades financeiras da casa, e me sinto realizada pela família que construímos juntos, com sólidos valores cristãos”, finalizou Cristiana.

Fonte: Dani Nanni – Redação BIO