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SAV: Vocação e projeto de vida

Foto: Imagem Internet

 

Ligado a toda vocação específica está o chamado “projeto de vida”. A nossa vida não é a somatória de acontecimentos desconexos que nos levaram a esse ou aquele estado. Por menor que seja a clareza dessa conexão, ela existe, pois conduzida por aquilo que me dá sentido de vida, dos valores que tenho e, certamente, pela providência divina. Se, de fato, as decisões em relação à vocação são tomadas com seriedade e não pelo acaso, o caminho da nossa vocação vai acontecendo com Deus, na resposta e disponibilidade a Ele, e, no futuro, cada um poderá montar o quebra cabeça da própria história vocacional e perceber a conexão e o encaixe das peças.

Por isso, um projeto de vida não é de modo algum desnecessário. Nos encontros vocacionais em nosso seminário diocesano solicitamos aos vocacionados que elaborem o seu e de tempo em tempo o reveja para possíveis alterações. Mas isso não serve apenas para quem quer ser padre ou freira, mas também quem percebe a vocação ao matrimônio e mesmo para os jovens na procura da profissão.

“Projeto” do latim “projecere” significa “lançar-se para frente”. Todo o projeto é justificável porque tem uma meta, um fim a ser alcançado. Ter um projeto não significa ter simplesmente desejos a ser realizados, uma vocação a viver – religiosa ou profissionalmente –, mas apresenta-se como um caminho, uma direção. Todavia, para que dê frutos, é necessária estrita observância a ele, especialmente em relação ao seu ponto de partida, mesmo que no decorrer do processo sofra variações. Acima de tudo a perseverança é a virtude aliada para o bom desempenho e progresso de todo projeto.

Não podemos levar a vida sem uma orientação, visto que a vida é um dom de Deus. Por vezes, projetos duram um período considerável, e em relação a “projeto de vida”, geralmente, a vida toda. O importante é não cair no desânimo e na desistência.

Em tempos de fluidez tomar decisões permanentes tem sido cada vez mais difícil. O subjetivismo, o relativismo, a cultura do descarte é um agravante. Além disso, o medo de não ser capaz e de ficar para trás, colocado na lata de lixo, nas incertezas e receios impedem jovens de hoje a conseguirem refletir sobre seu futuro e qual carreira seguir. Em todo caso, seja no campo religioso, seja no campo profissional ou mesmo humano-afetivo, elaborar um projeto de vida e de tomada de decisões estáveis para a vida é de grande valia e importância para toda pessoa.

Não podemos esquecer-nos do auxílio divino que nos orienta no processo de discernimento e da especial proteção da Virgem Maria, Mãe de todos os vocacionados. Ela interceda a Deus por cada um de nós.

Pe. Marcelo Fernandes de Lima
Assessor Diocesano do SAV

Fonte: BIO - Boletim Informativo de Osasco