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Santa Paulina: devotos comemoram os 17 anos de canonização da 1ª Santa Brasileira

Foto: Detalhe do Memorial Santa Paulina, no Ipiranga (SP).

“Ó Santa Paulina, que puseste toda a confiança no Pai e em Jesus e que, inspirada por Maria, decidiste ajudar o povo sofrido, nós te confiamos a Igreja que tanto amas, nossas vidas, nossas famílias, a Vida Consagrada e todo o povo de Deus”.

Ela foi beatificada em 1991 pelo Papa João Paulo II, durante sua visita ao Brasil, e canonizada em 19 de maio de 2002. Madre Paulina, a 1ª santa brasileira, foi fundadora da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.

Mulher humilde, de muita fé e grandes ideais, Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus deixou as marcas do ardor missionário, da ousadia profética, da solidariedade e da ternura, de modo especial, com os pobres e abandonados.

Várias instituições de ensino e projetos sociais frutificaram das obras de Santa Paulina e estão espalhados pelo Brasil levando a Palavra de Deus, nas áreas de educação, hospitalidade, centros de terapias e assistência social.

A trajetória de Santa Paulina em terras brasileiras

Amábile Lucia Visintainer (16/12/1865 – 9/07/1942) nasceu no norte da Itália e chegou ao Brasil com apenas 10 anos. Seus pais eram cristãos devotos e muito pobres. Foi esta precária situação financeira que motivou a família a emigrar para o Brasil, em 1875. Eles se estabeleceram no estado de Santa Catarina, em uma comunidade italiana chamada Nova Trento, adquirindo a nacionalidade brasileira.

Desde a adolescência, Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus mostrou sua intensa devoção à igreja e à caridade. Catequizou crianças e cuidou de pessoas doentes em uma pequena cabana, em terreno doado por um barão. O dia 12 de julho de 1890, então, é considerado a data de fundação da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, a primeira congregação feminina fundada no Brasil.

O apostolado das irmãs atraiu muitas vocações. Além de suas obras de caridade, também tinham uma pequena indústria de seda para superar as dificuldades econômicas.

Aos 38 anos, Madre Paulina foi convidada a se mudar para São Paulo. Estabeleceu-se no bairro do Ipiranga, onde fundou a obra “Sagrada Família” para acolher os ex-escravos e seus filhos. Em 1938, teve diabetes e o seu estado de saúde se agravou, resultando na perda de visão e na amputação do seu braço direito. Madre Paulina faleceu piedosamente em 9 de julho de 1942, aos 76 anos de idade.

Memorial Santa Paulina no bairro paulistano do Ipiranga

Sediado no bairro do Ipiranga, o Memorial Santa Paulina é dedicado as suas obras, local onde passou os últimos 24 anos de vida. O museu, abriga seus restos mortais, foi organizado na década de 1980, em comemoração ao 1º centenário da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.

Os objetos, textos e espaços ali encontrados traduzem um pouco da tradição, dos usos e costumes, devoções e personagens que marcaram a trajetória de Santa Paulina e das Irmãzinhas. Aberto para a visitação do público, o Memorial Santa Paulina conta com 10 espaços para apreciação, entre eles: “Eu vim para servir” e “Aqui morreu Santa Paulina”.

 

Santuário Santa Paulina na cidade catarinense de Nova Trento

Santuário Santa Paulina, em Nova Trento (SC).

 

Após a beatificação de Madre Paulina, em 1991, peregrinos de todo o país começaram a visitar o bairro de Vígolo, em Nova Trento, terra onde Santa Paulina começou a obra da Imaculada. Com o fluxo cada dia maior de pessoas, a criação de uma infraestrutura adequada para receber os peregrinos tornou-se uma urgência. Foi aí que as Irmãzinhas resolveram construir o Santuário, em outubro de 2003, obra que demorou exatos 924 dias para ser finalizada.

Com uma beleza arquitetônica exuberante, o Santuário está inserido em um parque ecológico muito rico em fauna e flora. O complexo oferece ao devoto uma estrutura de qualidade com restaurante, hospedagem e loja de lembranças, que possibilita, a todos aqueles que visitam o Santuário, desfrutar de momentos de muita paz e tranquilidade.

Uma Santa para o nosso tempo

Não são poucos os testemunhos de fé em torno dessa devoção. O 1º milagre, atribuído a Santa Paulina e reconhecido pela Igreja, aconteceu na cidade de Imbituba, no sul de Santa Catarina. O milagre aconteceu no Hospital São Camilo, mantido pelas irmãs da Imaculada Conceição.

Uma jovem no 7º mês de gestação, depois de ter sofrido 2 abortos espontâneos, soube que seu filho já estava morto há pelo menos 3 meses dentro de seu ventre e precisou fazer uma curetagem de urgência. Durante o difícil procedimento e já desenganada pelos médicos, as irmãs da Imaculada Conceição rezaram para Madre Paulina e tiveram seu pedido prontamente atendido. No dia seguinte, milagrosamente, seu quadro clínico foi revertido e ela estava fora de perigo.

Já o segundo milagre comprovado ocorreu com uma menina, de Rio Branco no Acre. Ela nasceu com má formação cerebral e no 5º dia de vida foi submetida, embora anêmica, a uma cirurgia. Depois de 24 horas, apresentou crises convulsivas e parada cardiorrespiratória. Foi, então, que a avó da menina rezou à Madre Paulina e ela logo se recuperou.

imagem da santinha

 A cura foi atestada pelo Santo Padre e, no dia 19 de maio de 2002, o então Papa João Paulo II canonizou Santa Paulina, reconhecendo suas virtudes em grau heroico: humildade, caridade, fé, simplicidade, vida de oração, entre outras.

Na Diocese de Osasco, a devoção a Santa Paulina também está presente. Pertencente à Paróquia Santa Edwiges, de Carapicuíba, a Comunidade Santa Paulina tem missa em homenagem à Santa, todo dia 9, às 20h.

Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, rogai por nós!

A festa de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus é celebrada no dia 9 de julho

 

Daniela Nanni – Redação BIO

Fonte: BIO - Boletim Informativo de Osasco