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Diocese de Osasco

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Diocesanas, Notícias, Pastorais › 17/05/2017

Pastoral Familiar e o acompanhamento às famílias em situações especias

 

Setor Casos Especiais – Pastoral Familiar

Estamos estudando a estrutura da Pastoral Familiar, organizada em três Setores. Nesta edição, veremos o Setor dos Casos Especiais. Este setor,  busca orientar e acompanhar as famílias em situações especiais de feridas e fragilidades.

O Diretório da Pastoral Familiar, refletindo sobre alguns objetivos destas Pastoral, destaca a importância de acolher toda e qualquer realidade familiar. Para isto, será necessário sempre penetrar a realidade da pequena “igreja doméstica” que é a família (Diretório da Pastoral Familiar 461). Pastoralmente,  a Igreja é chamada a dar, com frequência, uma atenção especial às diferentes situações de conflito que, no matrimônio e na família constituem desafios em nosso tempo.

Existem diversas desafios a enfrentar na Pastoral Familiar neste Setor. O Diretório da Pastoral Familiar dos nn. 380 – 443 destaca algumas realidades a ser destacadas: 1. uniões de fato (chamada convivência sem um vínculo civil ou religioso); 2. separação mantendo a fidelidade ao vínculo conjugal; 3. matrimônio canônico precedido por um divórcio civil; 4. Casados na Igreja, divorciados civilmente e novamente unidos pelo casamento civil; 5. Católicos unidos apenas no civil; 6.  crianças e famílias em situação de risco pessoal e social; 7. crianças e adolescentes desprotegidos ou em perigo; 8. Os idosos, as vezes abandonados e esquecidos; 9. famílias de migrantes. Estes são alguns desafios para a Igreja, e outros surgem constantemente nesta sociedade que parece viver uma mudança de época no que diz respeito aos valores essenciais da família.

A exortação Amoris laetitia irá tratar das situações especiais nos nn. 231- 258. Diante de uma pastoral assim complexa, com tantos desafios, a atitude da Igreja será aquela de acompanhar, discernir e integrar estas famílias nos seus diversos desafios. A exortação apostólica nos fala que no desafio das crises, o casal deve crescer no aprendizado, amadurecimento e na comunicação. Na maioria das vezes a reconciliação é sempre possível, mas as vezes  esta relação matrimonial, infelizmente, pode romper-se através de um divórcio. Trata-se, claro de uma atitude extrema, depois que se tenham demonstrado vãs todas as tentativas razoáveis (AL 241).

Os padres sinodais disseram ser indispensável um discernimento particular para acompanhar pastoralmente os separados, divorciados, ou abandonados. As pessoas abandonadas, ou separadas sem culpa própria será necessário acompanhar com uma pastoral da reconciliação e da mediação, através de centros de escuta especializados que devem se estabelecer nas dioceses (AL 242). Em relação as pessoas divorciadas que vivem uma nova união, deve-se faze-las sentir que não estão,0 excomungadas, “cuidar delas não é, para a comunidade cristã, um enfraquecimento da sua fé e do seu testemunho sobre a indissolubilidade do matrimônio; antes, ela exprime precisamente neste cuidado a sua caridade (AL 243). Outra atitude pastoral será aquela  de tornar acessíveis os procedimentos para reconhecimento dos casos de nulidade. “Por conseguinte, será necessário colocar à disposição das pessoas separadas ou dos casais em crise um serviço de informação, aconselhamento e mediação, ligado a pastoral familiar, que possa também acolher as pessoas tendo em vista a investigação preliminar do processo matrimonial (AL 244).

Das diversas situações complexas a Amoris laetitia destaca as famílias monoparentais. Seriam mães ou pais biológicos que por diversas situações tiveram de cuidar de seus filhos sozinhos. “Seja qual for a causa, o progenitor que vive com a criança deve encontrar apoio e conforto nas outras famílias que formam a comunidade cristã, bem como nos organismos pastorais paroquiais. Além disso, estas famílias sai muitas vezes afligidas pela gravidade dos problemas econômicos, pela incerteza dum trabalho precário, pela dificuldade de manter os filhos, pela falta duma casa” (AL 252).

As diversas situações de conflito, demonstram a atual revolução comportamental da sociedade, que muitas vezes atingem as finalidades e propriedade do matrimônio (fidelidade, abertura à vida, educação dos filhos etc…).

Diante destes desafios, será essencial a formação de agentes para acompanhar estes casos.  A Comissão para a Vida e a Família publicou o “Guia de orientação para os Casos Especiais”. Além disto, no mês de junho teremos em nossa diocese de Osasco uma semana de formação sobre os 3 Setores, que será feita nas 6 regiões pastorais. Outro desafio será uma conversão pastoral. Nossas paroquias precisam preparar-se, e formar-se para acompanhar as famílias feridas no seus diversos desafios.

Muitas vezes, as trevas parecem ser maiores que a luz, principalmente na evangelização da famílias. Mas, na fé sabemos que a força do Ressuscitado nos acompanha e fortalece. Nesta esperança e certeza continuemos semeando o bem nesta evangelização e promoção da família como base da nossa sociedade.

Pe. Carlos Eduardo de Souza Roque
Doutor em Teologia Espiritual e Assessor Diocesano da Pastoral Familiar

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