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Diocese de Osasco

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Diocesanas, Notícias › 16/06/2016

Os Santos Juninos

 

O mês de junho é celebrado com muito entusiasmo pelo nosso povo, pois nas famosas festas juninas, de tradição católica, em que há fogueiras, quadrilhas, comidas e brincadeiras típicas, comemoram-se os dias de Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. Conheça a história de cada um:

 

13 de junho

Santo Antônio de PáduaSanto Antônio está muito além de ser um santo casamenteiro ou daquele que nos ajuda a encontrar o perdido, ele foi a prova maior de que a fé, a esperança e a caridade, devem estar presentes em nossas vidas, não em benefício próprio, mas com vistas ao bem-estar do outro, dos nossos irmãos, daqueles que já não gritam por justiça, mas gemem pela necessidade e clamam pelo amor e pela vida, tantas vezes opressora pelos poderosos. Antônio é um santo tão querido que levou o Papa Leão XIII, no século XIX, a afirmar que Santo Antônio era o “Santo do Mundo Inteiro”, pois grande é o carinho que todos dedicam a ele, sendo considerado um dos maiores pregadores do Evangelho de Jesus Cristo, pregava inclusive para os pássaros e peixes, pois não fazia qualquer distinção entre os seres que foram criados por Deus. Batizado com o nome de Fernando Martins de Bulhões e Taveira de Azevedo, “O Santo”, como o chamam os portugueses, com 15 anos ingressou no convento de São Vicente de Fora, em Lisboa e posteriormente foi para o convento de Santa Cruz, em Coimbra, formando-se em direito e tornando-se padre agostiniano. Por sua pregação e seus escritos foi proclamado Doutor da Igreja em 1946 por Pio XII. Depois se tornou seguidor de São Francisco devido ao testemunho dos primeiros mártires da ordem Franciscana. Faleceu aos 36 anos próximo de Padova na Itália.

Santo Antônio foi sepultado no dia 17 de junho, uma terça-feira, na Igreja de Santa Maria, em Pádua, e o povo durante semanas não se afastou de sua sepultura. Daí nasce a devoção ao glorioso santo às terças-feiras.

 

24 de junho

São João Batista é o único santo, cujo nascimento e martírio, em 24 de junho e em 29 de agosto, respectivamente, São João Batista EDIÇÃO 231são evocados em duas solenidades pela nossa Igreja. Independentemente do seu parentesco com Jesus, já que suas mães, Maria e Isabel eram primas, São João teve vital importância para a Revelação de Deus, denunciando as injustiças e proclamando a vinda do Cristo que iria mudar o mundo. Uma curiosidade que nos chega pela Tradição é o acendimento de fogueiras durante as comemorações das festas juninas, principalmente no dia do Batista, pois a fogueira tem a sua origem em um trato realizado por suas mães, pois Isabel teria mandado acender uma fogueira no alto de um monte para avisar Maria que seu filho havia nascido. Com satisfação lembramos também a santidade de São João Batista que, pela sua vida e missão, foi consagrado por Jesus como o último e maior dos profetas, como relata o Evangelista São Mateus “Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João, o Batista. De fato , todos os profetas, bem como a lei, profetizaram até João. Se quiserdes compreender-me, ele é o Elias que deve voltar.” (11,11-14)

 

29 de junho

São Pedro ApóstoloSão Pedro teve o seu coração “pescado” por Jesus Cristo e se transformou no maior pescador de homens (cf. Lc 5,10-11), provando a todos que mesmo com simplicidade é possível viver de maneira honesta, servindo à Igreja e aos irmãos. Possuía uma liderança nata, mas jamais deixou que a sua posição de destaque entre os Doze, fosse motivo para se sentir maior e muito menos pretender se igualar ao Mestre. Prova maior é que ao ser condenado à morte de cruz, não se sentiu à altura de sofrer como Jesus e pediu para ser crucificado de cabeça para baixo (cf. Tradição Apostólica). São Pedro nasceu no ano 1 a.C em Betsaida, na Galileia, e morreu aos 68 anos em Roma. Para a Igreja desenvolveu um trabalho importantíssimo, consolidando juntamente com os demais apóstolos, os ensinamentos apresentados por Jesus, os quais norteiam a Igreja até os nossos dias. Pedro como legado de sua vida, que viveu ao lado de Cristo, escreveu os seus ensinamentos divididos em duas Cartas que compõem o Cânon da Igreja Católica, fazendo parte da Bíblia Sagrada.

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