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Os Evangelhos da Infância

Foto: Imagem Internet

 

Lc 1-2 / Mt 1-3

Um das principais características dos evangelhos da infância é revelar a divindade de Jesus. “Eis que conceberás e darás a luz a um filho, e o chamarás com o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo” (Lc 1, 32s). Na anunciação do anjo se cumpre a grande promessa de Deus a Israel por meio dos profetas da vinda do messias.

O nascimento e a infância de Jesus nos revelam a encarnação do Verbo no seio da Virgem Maria. Ele assume a nossa humanidade para assim nos redimir. Se faz criança, pequeno, pobre e indefeso. Por isso muitos não reconheceram o Deus menino, pois esperavam um messias poderoso que com exército libertaria Israel.

Mateus inicia o relato da infância relembrando a genealogia de Jesus, atribuindo a ela o valor de sustentáculo para todos os fatos da sua vida e do seu ministério. Lucas também apresenta uma genealogia, na figura de José que é descendente de Davi, e que justifica o plano histórico-salvífico da promessa feita à Virgem Maria pelo anúncio do anjo (Lc 1,32). E isso interliga o ministério de Jesus ao do Rei Davi, no que se refere ao reinado eterno (2Sm 7,13).

É interessante notar que enquanto Mateus limita a anunciação ao relatar a aparição do anjo em sonho a José, Lucas atribui aos relatos da infância uma atenção especial, por meio da passagem da anunciação que atribui sentido aos acontecimentos da infância de Jesus e faz-nos reconhecer na Virgem Maria a escolhida por Deus. Além disso, na anunciação vemos em Maria, da mesma forma que em Abraão, uma grande fé do poder de Deus ao aceitar uma gestação plena da obra do Espírito Santo.

Em paralelo à infância de Jesus temos a figura de João Batista, um homem totalmente consagrado a Deus, como os profetas Elias e Jeremias, que ficará sob a constante guia e proteção de Deus ao exercer sua missão de preparar a vinda do Senhor.

Diante da grandiosa graça que foi o nascimento do menino Jesus, por meio da figura paterna de José, notamos a presença da providência divina que constantemente se acautelou de cuidar de Maria e de Jesus.

O nascimento de Jesus relata claramente uma grande humildade que pode ser notada pela forma e circunstâncias em que nasceu o Salvador da humanidade. Não havia alojamento e nem quem o acolhesse, nasce onde lhe é permitido, assim sendo Cristo só nasce na vida daqueles que lhe dão permissão e uma vez nascido transforma-os a sua própria imagem. E nesse contexto, Jesus é presenteado pelos reis magos, com ouro, incenso e mirra, que significa – respectivamente – realeza, divindade e humanidade.

Não se sabe muito sobre a infância de Jesus, a não ser apenas o que está contido nos primeiros capítulos dos Evangelhos segundo Mateus e Lucas. Ademais, o último relato evangélico sobre a infância de Jesus se refere à perda e o reencontro do menino Jesus no templo aos 12 anos, no qual ele impressionava a todos com a sabedoria de suas repostas.

Ao se aproximar o dia de celebrarmos o Natal do Senhor, o nosso coração se enche de alegria ao saber que Deus está no meio de nós e, constantemente, vem ao nosso encontro. E nós temos a grande graça de poder adorá-lo, como fizeram os reis magos e oferecer a nossa vida a Ele, que se dá por nós em cada Santa Missa. Que ao recebê-lo na Eucaristia, façamos do nosso coração a melhor manjedoura para Ele habitar. Feliz Natal!

 

 

Seminaristas Jhonatan Barbosa, Leonardo Loriato e Rodrigo Sousa

2° ano de Teologia – Seminário Diocesano

Fonte: BIO - Boletim Informativo de Osasco