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Brasil, Igreja, Notícias gerais › 30/09/2014

Campanha Eleitoral 2014 na reta final

A política não pode ser ignorada. É um instrumento necessário para a organização da vida social. Por isso, o eleitor tem direito de conhecer claro e verdadeiramente quem receberá o seu voto. Saber o seu partido, o seu passado e as suas propostas. Voto consciente é dado com conhecimento.

A propaganda eleitoral e as pesquisas não cumprem com suas finalidades cidadãs de dar a conhecer perfis de candidatos, suas propostas e programas. Apresentam-se com pouca qualidade formativa. Os discursos com ataques recíprocos não são convincentes. Um não é melhor por desprestigiar o outro, sustentando inverdades e seguindo na contramão de um caminho construtivo. Um discurso depreciativo para indicar que o outro é pior vicia o cenário eleitoral e as relações construtivas entre pessoas e instituições. A autopromoção pela via da desqualificação do outro não contribui para o exercício da cidadania. As incontáveis promessas e mecanismos buscam conquistar a simpatia dos eleitores. Precisa-se mudar esse cenário vergonhoso de exclusão social e solucionar os problemas graves que se arrastam no Brasil.

A política deve ser compreendida como uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum. Nas eleições de 2014, estão em jogo os cargos de Presidente da República, um Senador por Estado, Deputados Federais, Governador do Estado e Deputados Estaduais, dando-nos a oportunidade de aperfeiçoar a democracia através do voto consciente e livre contra a corrupção e a favor da honestidade. Isso, sim, garante à sociedade o seu direito de exercer democraticamente o poder político, melhorando a representação.

É importante reafirmarmos que há esperança. Condenar todo abuso do poder econômico nas campanhas eleitorais e a compra de votos. Dizer não à corrupção. Participar na edificação do bem comum, escolher bons governantes e legisladores e acompanhar o exercício de seus mandatos.

 O político precisa ter credibilidade para representar o povo, governar, legislar e administrar o patrimônio e o dinheiro público. Deve ser comprometido com o bem comum e não, apenas, com interesses privados ou de grupos restritos. O exercício do poder político é um serviço ao povo e ao País. Programa e partido sejam a favor da justiça, do pleno respeito pela vida humana, à família, segundo o plano de Deus, e aos princípios da própria fé e moral.

A política partidária é um espaço nobre de atuação dos cristãos leigos, que podem exercer seu direito e dever de cidadania, orientados pelos princípios da fé cristã. Não usar os templos, lugares de culto e eventos religiosos para a propaganda eleitoral partidária. Deve-se valorizar a liberdade de consciência e as escolhas autônomas dos cidadãos. A religião não é ‘cabresto político’, nem as comunidades eclesiais ‘currais eleitorais’.

Não basta apenas escolher um nome. O voto tem conseqüências. Não votar nulo nem deixar de comparecer às urnas. As eleições garantem o exercício nobre da cidadania. Nesta reta final da Campanha Eleitoral, não mude sua opinião em razão de pesquisas eleitorais nem em troca de favores. Acreditemos num mundo justo e solidário. Somos corresponsáveis pelo presente e futuro do nosso País e de nossos irmãos e irmãs.

Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena 
Bispo de Guarabira (PB)

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