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Igreja, Notícias gerais › 07/05/2019

Conchita Cabrera é declarada beata, no México

Beata Concepción Cabrera de Armida
Leiga, mística, apóstola
México, 1862-1937

Concepción Cabrera de Armida –Conchita-, declarada beata em 04 de maio de 2019, foi inspiradora da Espiritualidade da Cruz e da Família da Cruz, em nossa diocese, presente por meio das Missionárias de Jesus Sacerdote e dos Missionários do Espírito Santo. Ela foi uma mulher do seu tempo, que viveu intensamente o seu estado de vida, e fica próxima de nós como modelo de leiga, mística e apóstola. Para entendermos a sua contribuição à espiritualidade, é preciso adentrarmos no seu perfil humano-espiritual.

Ela nasceu na cidade de San Luis Potosí, México, em 08 de dezembro de 1862, numa família católica. Foi a sétima de doze filhos e batizada dois dias após o seu nascimento. Desde pequena, ela foi alegre e brincalhona, gostava de estar com seus irmãos e irmãs. Foi formada espiritualmente pelo seu tio sacerdote, o pe. Luis Gonzaga Arias. Os seus pais infundiram nela o amor pela oração.

Por causa da perseguição religiosa no México, ela conseguiu estudar na escola das Freiras da Caridade apenas seis meses. Depois, teve professores particulares em casa. A sua infância transcorreu entre a cidade e as fazendas da sua família, onde ela teve contato com a natureza e com os simples camponeses; aprendeu a tocar piano, cantar, administrar a casa, cozinhar, bordar, montar a cavalo e a semear.

Na sua juventude, Conchita gostava dos bailes, assistir ao teatro, passear. Contudo, a sua aspiração de aprofundar na vida espiritual não cessava. Ela queria conhecer sempre mais os caminhos de Deus. Escreveu em seu diário: “A voz de Deus, que era muito forte mesmo no meio dessa dispersão, me chamava para a oração e aos sacramentos”.

Aos 13 anos de idade começou o noivado com Francisco Armida, com quem se casou aos 22 anos. Ela dizia: “O noivado nunca me impediu ser mais de Deus. Me parecia tão fácil juntar as duas coisas! À noite, ao deitar-me, pensava em Francisco e depois na Eucaristia”.

Em 08 de dezembro de 1882 celebrou o sacramento do matrimônio com Francisco. Conchita compreendia que “o matrimônio é santo e a sua fecundidade é um reflexo da fecundidade de Deus”. A sua vida matrimonial terminou em 1901, quando Francisco faleceu por causa do tifo.

Conchita foi casada com Francisco Armida e mãe de 9 filhos

Como cristã, Conchita viveu profundamente a sua vocação de esposa e mãe. Ela deu testemunho de esposa e mãe fiel amorosa; cuidava dos seus nove filhos, a quem deu formação humana e cristã. Quatro de seus filhos foram casados, um foi sacerdote, uma freira e três filhos faleceram muito novos. Ela escreveu ao seu diretor espiritual: “Antes de todas as demais coisas, a minha tarefa principal é a educação dos meus filhos”.

A personalidade de Conchita foi muito rica. Nessas poucas linhas podemos apenas apresentar algumas das suas características: dona de casa, cuidadosa aos detalhes do lar, atenciosa ao seu esposo e aos seus filhos, sempre deu prioridade aos deveres da sua vocação; ela dizia frequentemente: “vã seria a minha vida se, ao querer amar a Deus, não cumprisse a minha obrigação familiar”.

Conchita foi escritora mística, escreveu, além do seu diário espiritual (“Cuenta de Conciencia”), 46 obras editadas e 26 obras inéditas. Entre os temas escritos encontramos revelações sobre a Cruz do Apostolado, símbolo da Espiritualidade da Cruz; sobre o mistério da Santíssima Trindade, o sacerdócio místico do povo de Deus, a missão de Maria no mistério da Igreja, a centralidade da Eucaristia, entre outros.

Ela foi instrumento de Deus para fundar na Igreja as cinco Obras da Cruz: Apostolado da Cruz, para todo o povo de Deus; Religiosas da Cruz do Sagrado Coração de Jesus, freiras contemplativas; Aliança de Amor com o Sagrado Coração de Jesus, para leigos; Fraternidade de Cristo Sacerdote, para sacerdotes, e Missionários do Espírito Santo, congregação religiosa masculina. Essas obras se alargam na Família da Cruz, formada por várias congregações religiosas masculinas e femininas, associações e movimentos, que se inspiram para a sua espiritualidade e missão, na herança espiritual recebida de Conchita.

Conchita faleceu em fama de santidade em 03 de março de 1937 na Cidade do México, aos 74 anos de idade.

Padre Miguel Ochoa – Missionários do Espírito Santo (MSpS) – pároco da Paróquia São José/ Itapevi

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