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Brasil, Igreja, Notícias gerais › 13/05/2019

57ª Assembleia Geral da CNBB foi concluída em 10 maio, em Aparecida

A 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) teve seu encerramento na manhã desta sexta-feira, (10), após 10 dias de intensos trabalhos para cerca de 400 bispos de todo o país.

A agenda final teve início com a Santa Missa, às 7h30, no Santuário Nacional de Aparecida,e seguiu com uma cerimônia de encerramento no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida. A cerimônia deu posse à nova presidência da CNBB e também aos 12 novos presidentes das comissões episcopais pastorais.

Quem abriu o momento foi o Arcebispo de Brasília (DF), Cardeal Dom Sérgio da Rocha que, após agradecer às diversas equipes envolvidas na realização da assembleia, passou o cargo de presidente da conferência ao Arcebispo de Belo Horizonte (MG), Dom Walmor Azevedo, entregando de maneira simbólica o Documento com as Novas Diretrizes para Ação Evangelizadora na Igreja (2019-2023).

Em seguida, foi a vez da transferência do cargo de vice-presidente da conferência. O Arcebispo de Salvador (BA) e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, que entregou aos novos vice-presidentes – o Arcebispo de Porto Alegre (RS), Dom Jaime Spengler e o Bispo de Roraima, Dom Mario Antônio da Silva – a nova tradução da Sagrada Escritura, como símbolo do caminho de serviço da conferência a toda a Igreja no Brasil.

Além Disso, o Bispo Auxiliar de Brasília, Dom Leonardo Steiner, presenteou e passou o cargo de secretário geral para o Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro (RJ), Dom Joel Portella, presenteando-o com o Diretório da Liturgia.

Perspectivas do Novo Presidente da CNBB

Dom Walmor indicou, em seu discurso de posse, que deseja uma Igreja cada vez mais em saída, mais missionária, corajosa e convicta de que nada há de melhor para oferecer a sociedade do que o Evangelho de Jesus Cristo. Ele agradeceu o trabalho da presidência anterior e disse que a pluralidade de ideias de todos os irmãos bispos é uma grande força de enriquecimento para o caminho da Igreja. O Arcebispo também fez saudação e referência ao caminho missionário de cada Igreja particular, a dedicação dos bispos, com o clero e o povo. “As dificuldades são muitas e quase indescritíveis, mas temos fé e vamos procurar dar respostas à sociedade”, disse.

Ao final, Dom Walmor concluiu que é hora de dar uma resposta maior à sociedade, construir a história nos quase 60 anos de CNBB, de se abrir ao diálogo. “Todos digamos juntos tudo o que for necessário para construir a beleza da colegialidade e fecundarmos a nossa fraternidade. Não tem nada mais bonito que oferecer o Evangelho de Jesus. Vamos juntos, com alegria, esforço e fidelidade, e tenho certeza de que Deus nos abençoará e a Mãe Aparecida nos protegerá nesse caminho”.

Papa enviou mensagem aos bispos

O Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni D’Aniello leu em plenária uma resposta do Papa à carta que os bispos brasileiros o enviaram, por ocasião da assembleia geral. O Santo Padre agradeceu pela manifestação de comunhão eclesial e fez votos de que iniciativas e projetos possam renovar e impulsionar a Igreja no Brasil na sua missão evangélica. “Aos pés de Nossa Senhora Aparecida, desejo a cada pastor a benção apostólica e peço que rezem por mim”, disse o Papa na resposta.

Coletiva de imprensa recebe nova presidência da CNBB

Por volta das 10h, a nova presidência se reuniu com jornalistas na Sala de Coletivas da Assembleia para seu último compromisso. No encontro, logo foi aberta a possibilidade de perguntas.

O repórter Chico Prado, da Rádio CBN de São Paulo, perguntou se a nova presidência é mais alinhada ao Papa Francisco, mais progressista e ressaltou que Dom Walmor é considerado como um homem mais moderador. Ele perguntou o que isso significa, em um momento em que o país vive retrocessos, como a flexibilização do uso de armas, cortes na educação, etc. e quis saber de que maneira a CNBB pode combater tais retrocessos.

Ivan Simas/A12

Dom Walmor respondeu que escuta com muita alegria o fato de existir um alinhamento com o Papa Francisco, um Papa que quer viver uma Igreja em saída e muito próxima das pessoas e aberta ao diálogo.

Ele citou que, apesar da avalanche de mudanças culturais, os valores do Evangelho são inegociáveis e que a CNBB que ajudar a sociedade a encontrar caminhos abertos ao diálogo com os governantes. “Temos uma contribuição essencial; esse é o caminho da história da CNBB, respeitando as instâncias e torcendo que cumpram com o seu papel. Em nossa mensagem, colocamos que não colaboramos com nenhum caminho que não seja o da paz e de ideias claras e que possam, de fato, fazer grandes modificações”.

Para Dom Joel, a reportagem da Folha de São Paulo perguntou se a CNBB vai buscar um diálogo com algumas alas do Governo ou do Congresso consideradas ‘conservadoras de direita’. Ele respondeu que ‘dialoga até mesmo com as árvores e os postes’ e que fará diálogo não apenas com exemplos como os que o jornalista citou, mas onde for preciso. “Não  vamos nos cansar de buscar a paz num mundo hoje já bastante fragmentado”.

O jornalista José Maria Mayrink, do Jornal Estado de São Paulo perguntou se existe diferença da atual presidência da CNBB em comparação com outros períodos, no que diz respeito a ser mais conservador ou progressista. Dom Jaime respondeu que existe, em primeiro lugar, a fidelidade ao Evangelho. Não existe um foco em ser conservador ou progressista. “O que existe é o desejo de responder, de uma forma eficaz, o que o tempo nos apresenta, atentos a Doutrina social e, sobretudo, ao Evangelho”.

Angélica Lima, da Rede Imaculada de Comunicação e da Rede Católica de Rádio (RCR)perguntou sobre a atualização das Diretrizes e novos desafios. Quem iniciou a resposta foi Dom Joel, que afirmou que é sempre um desafio a implantação das diretrizes. Ele explicou um aspecto interessante, que é o fato de que as diretrizes atuais têm um fio condutor que deixa cada realidade atuar dentro do seu contexto regional. Ele disse ainda que que as Diretrizes são ‘quase como uma constituição’ para a CNBB.

Dom Walmor ressaltou o desafio da cultura urbana e contemporânea, que traz grandes mudanças. “O contexto cultural pede novas respostas, tanto aos governos, quanto as instituições”. O Arcebispo também detalhou sobre caminhos e canais para dialogar com a juventude.

Dom Jaime, refletiu que a sociedade está marcada pelo cansaço e isso se apresenta em sinais impressionantes, como o drama de adolescentes que estão se auto-mutilando, jovens se suicidando e a grande violência, sobretudo nas periferias.

Aproveitando a oportunidade o Bispo de Roraima lembrou sobre o fluxo migratório, principalmente na diocese em que atua. “As diretrizes nos interpelam a verificar todos os desafios de olhar para toda a dimensão da vida humana”.

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