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Maria, mãe de Deus e da Igreja

 

Há uma relação profunda entre a Igreja e a Virgem Maria. É vista como membro de destaque, ocupando um lugar especial em sua doutrina, possui um papel fundamental na obra redentora de Cristo e na vida eclesial.

Maria Santíssima é vista como a figura da Igreja, porque pela sua obediência e sua fé gerou o Filho de Deus na terra. Os fiéis esforçam-se em crescer na santidade, desvencilhando-se do pecado e olhando para Maria resplandecente diante da comunidade dos cristãos como modelo de virtudes. Ela possui e transparece as exigências da fé; quando ela é exaltada e honrada, ela atrai os fiéis para Jesus.

O Povo de Deus procura em Maria um apoio para sua própria fé. A participação viva na fé de Maria determina sua presença singular na peregrinação da Igreja, como novo Povo de Deus disperso pelo mundo inteiro. A fé de Maria é a fé do Povo de Deus que está peregrinando. Sendo que é uma fé transmitida conforme o conhecimento e também o coração. Maria encontra-se sempre presente na caminhada de fé do povo em direção à luz. A Igreja deve olhar para Maria, que é sua Mãe e modelo, com o intuito de entender o significado de sua missão.

Como Virgem e Mãe, é modelo para a Igreja. Maria foi a primeira a acolher a Palavra do Senhor na Anunciação, mantendo-se fiel até as últimas consequências. A Igreja também se torna mãe quando acolhe a Palavra de Deus e pela pregação e pelo Batismo gera vida nova e imortal para seus filhos, concebidos pelo Espírito Santo e nascidos de Deus. A Igreja aprende de Maria o que é a maternidade, possui vocação maternal. A Igreja é sinal e instrumento da profunda união com Deus, pois através do Espírito Santo gera filhos da família humana para uma vida nova em Cristo. Maria está a serviço do mistério da Encarnação e a Igreja mantém-se no serviço da adoção dos filhos conforme a graça. A exemplo de Maria, que guardava e meditava no seu coração (cf. Lc 2,19.51), a Igreja conserva a fé recebida de Jesus empenhada em preservar a Palavra de Deus, sendo testemunho para todos os seres humanos.  A Santíssima Virgem conduz os fiéis para a Eucaristia, onde se torna presente o verdadeiro Corpo trazido em seu sagrado ventre. Em nome da Igreja, sentia-se parte da comunidade nascente. Ela percebeu que sua missão a conduzia à comunidade que escutava a Palavra e partilhava o pão (cf. At 2,42-47).

A vida pastoral, na espiritualidade e na doutrina da Igreja, procura em Maria auxílio, força, entusiasmo e direcionamentos para a caminhada. Maria ajuda a reconstruir as vias pastorais dos povos, retomando aspectos próprios da identidade cristã. Ela é um verdadeiro ícone do discipulado e um modelo de ação evangelizadora de libertação a serviço dos pobres, pequenos e oprimidos.

Maria Santíssima é a mais perfeita discípula de Jesus, ela é a expressão máxima do seguimento cristão. É modelo de fé (cf. Lc 1,45), de obediência aos desígnios do Senhor (cf. Lc 1,38) e de profunda meditação da Palavra e dos gestos de Jesus. Ela é a primeira entre a comunidade dos fiéis, inclusive colaborando com fortalecimento espiritual dos discípulos. É seguidora consciente do Evangelho, viveu plenamente a fé enquanto Mãe de Jesus e dos discípulos.

Maria é singular na História da Salvação, acompanhou Jesus até sua crucifixão. E nesse momento, Jesus a oferece, na pessoa de João, como mãe dos discípulos. Esperou com eles a vinda do Espírito Santo: “Perseveravam na oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a Mãe de Jesus.” (At 1,14). Portanto, ela trabalhou para o surgimento da Igreja missionária.

A Santíssima Virgem é missionária, foi à região montanhosa com o intuito de visitar Isabel – “… pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel” (Lc 1, 39-40). A Virgem Maria, enquanto discípula, não temeu as dificuldades inerentes à missão, enfrentou juntamente com seu Filho a via da cruz. A presença de Maria na comunidade foi um sinal de seu compromisso com a missão.

Maria ensina que o discípulo e missionário deve escutar a Palavra de Deus e meditar sobre ela. “Maria conservava todas estas recordações e as meditava no coração” (Lc 2,51). Deixa-se conduzir pela Palavra, fazendo que os seus pensamentos estejam em comunhão com os pensamentos de Deus e do mesmo modo ocorre com seu agir, isto é, de acordo com o Senhor. Maria é também modelo de caridade, ao perceber as necessidades de seus filhos, como fez nas Bodas de Caná (cf. Jo 2,1-12). Com sua atitude, indica que os discípulos de Jesus devem ser repletos de gestos de atenção, serviço, doação e gratuidade.

Maria Santíssima testemunha em sua vida os sinais que a identificam como discípula de seu Filho. Seu comportamento e suas atitudes sempre se referem a Jesus. A Virgem Maria guia sua vida pelo Evangelho. Ela reproduz em sua fala o projeto de Jesus. Quando Ela canta o Magnificat, ecoa o projeto de vida do Senhor. É plena discípula, pois compreende que o intento de Jesus é continuado pela Igreja. Unida aos apóstolos, Maria age como Igreja que se origina para continuar a missão de Jesus.

Com o Papa Francisco, rezemos à Maria, Mãe da Igreja: Mãe do amor, intercedei pela Igreja, da qual sois ícone puríssimo, para que ela nunca se feche nem se detenha na sua paixão por instaurar o Reino. Estrela da nova evangelização, ajudai-nos a refulgir com o testemunho da comunhão, do serviço, da fé ardente e generosa, da justiça e do amor aos pobres, para que a alegria do Evangelho chegue até os confins da terra. Amém. – Papa Francisco.

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Pe. Luiz Rogério Gemi.

Vigário Paroquial da Catedral Santo Antônio.

Fonte: BIO - Boletim Informativo de Osasco