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Leigo: identidade, ministério e santidade!

Foto: Imagem Internet

Entendendo que o leigo é o protagonista da missão em sua vocação, o testemunho a caridade são os lugares de sua identidade, uma vez que seu testemunho de fé depende da sua própria adesão e caráter batismal, assim, ajuda a Igreja contribuindo no mundo nos âmbitos seculares, servindo a Palavra, e sendo a Palavra viva de Cristo. O leigo católico trabalha claramente a característica específica de sua vocação, sendo santificador, desempenhado com serviço, o que é um papel importante para Igreja.

Todo cristão batizado participa do múnus sacerdotal, profético e real de Cristo, o seu apostolado é na própria missão salvífica da Igreja, missão aos quais todos são destinados pelo Senhor. A vocação laical vem de acordo à santidade pessoal e seu apostolado, que é o ponto essencial da vida laical numa vocação específica, partindo-se do seio da Igreja, fazendo-se aos leigos, se compete por vocação, buscar o Reino de Deus, cuidando das coisas temporais e conduzindo-as a Deus (LG, 31).

Sendo assim, eles devem ser dedicados às suas funções, sejam estas sociais, profissionais ou familiares, atendendo assim ao chamado para contribuir dentro e fora da Igreja, sendo fermento para santificação do mundo, conduzidos pelo espírito evangélico, manifestando em sua vida e professado pelo fulgor da esperança e da caridade.

A presença eclesial em situações específicas possui sentido valioso, onde vemos os papéis invertidos, em relação a clérigos e a leigos. A evangelização do mundo só terá uma veracidade quando cada um encontrar o significado de sua atuação no mundo. Os leigos são testemunhas eficazes do evangelho em determinadas realidades, por esse motivo os leigos são chamados de modo especial a tornar presente e operante a Igreja naqueles lugares e circunstâncias onde ela não pode ser o “sal e terra”, senão, por meio deles (LG, 33).

A Igreja é luz dos povos em Cristo. Cristo é sol da “justiça”, e a Igreja reflete a luz do verdadeiro sol. A Igreja só pode ser em Cristo como sacramento, isto é, “sinal”, “instrumento”, uma Igreja formada em uma sociedade em relação. A partir do Concílio Vaticano II, o leigo deixa de ser objeto e passa a ser sujeito protagonista, de fato, há uma redefinição da própria Identidade, que marca a índole secular, que junto com seu o testemunho, interfere no próprio agir do leigo no mundo.

A abertura do Ano Nacional do Laicato foi realizada na Missa Diocesana de Cristo Rei, no Ginásio José Liberatti, em 26/11/17. Foto: Pascom Diocesana

A ação do leigo, entendeu-se que deve ser na família, posteriormente no trabalho, na política […]. É uma ação que sai de um serviço fechado em si mesmo para ir ao mundo, sendo a centralidade, o testemunho, que deve passar pela categoria do amor, que pressupõe acolhimento.

O concílio do Vaticano II recupera a palavra mistério, ou seja, a sacramentalidade da Igreja como conceitos de filiação e fraternidade. O teólogo Congar vai dizer: O que deve ser Igreja? “Igreja seja aquilo que tu és”, ou seja, ser mistério, pois a Igreja deve ser aquilo que ela é. A condição e mistério da Igreja estão ligados à sua natureza, quando trabalhamos o conceito próprio de imanência, de acordo a um conceito trinitário, a base é ser comunhão, assim como a trindade é própria da natureza da Igreja.

Entende-se o laicato, a partir da condição própria de “Povo de Deus”, sendo um processo de incorporação do ponto de vista de sua participação. Participação essa que está inserida no corpo de Cristo! É uma incorporação em Cristo. Somos ligados a Ele pelo batismo, isto é, participamos do múnus de Cristo.

A Igreja na sua realidade é chamada Igreja de Cristo, porque ela é esse precioso bem que se adquire com o sangue redentor (At 20,28). Se pertence a Cristo, é porque Ele está presente e operante dentro dela. “[…] Cristo se insere na história e no mundo como sumo sacerdote, rei e profeta da nova aliança” (LG, 34). O povo de Deus participa do seu sacerdócio, de sua missão profética, de sua função régia. Em cada cristão, em cada membro do povo de Deus, Cristo quer dar sua continuidade da sua missão (LG, 33b). Todo aquele que participa da Igreja pelo sacramento do batismo recebe esta consagração.

Foto: Pascom Diocesana

O leigo colocado em evidência no Concílio Vaticano II, há uma “Teologia do Povo de Deus”; e o pós-concílio insere uma eclesiologia de comunhão. Os leigos estão qualificados para testemunhar o evangelho, isto é, para ser Igreja no mundo em que vivem pela consagração batismal. A vocação na Igreja está relacionada pela graça recebida, e o cristão leigo sendo este testemunho vivo responsável pelo evangelho, mostra a Igreja atuando no mundo através do serviço desempenhado pelos leigos, entende-se que o mesmo está ligado à Igreja. Sendo “Igreja” uma comunidade de salvação, os leigos são protagonistas na Igreja, são sujeitos no mundo e ativos dentro do povo de Deus, sendo participação. Portanto, deixamos uma pergunta para meditar em suas orações e ação. Entendendo que o leigo tem sua identidade enquanto consagrado no batismo: Como leigo exercendo o meu ministério, tenho feito a busca da santidade, operando na Igreja e no mundo com presença batismal?

Fonte: Sem. Diego Medeiros