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Diocese de Osasco

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Jubileu das Famílias: Família e o Ano da Misericórdia

 

Na festa da Imaculada Conceição da Virgem Maria, dia 08 de dezembro de 2015, o Papa Francisco abriu solenemente a Porta Santa da Basílica de São Pedro, dando início ao Ano Santo da Misericórdia, ocasião em que somos exortados a sermos misericordiosos, como o Pai é misericordioso conosco (cf. Lc 6,36).

O ambiente familiar é um dos mais privilegiados para vivermos de maneira concreta a misericórdia entre seus membros, onde o marido se doa para a esposa e vice-versa e ambos se doam pelos filhos. Pais e filhos são impulsionados a agir com misericórdia diante das fragilidades uns dos outros: perdoar sempre e recomeçar.

“A misericórdia de Deus não é uma ideia abstrata, mas uma realidade concreta que Ele revela o seu amor como o de um pai e de uma mãe que se comovem pelo próprio filho até ao mais íntimo de suas vísceras (Misericordiae Vultus, 6).” Na Sagrada Escritura, Deus utiliza as imagens do pai e da mãe quando deseja falar da misericórdia que tem por nós, seus filhos amados. “Pode a mãe se esquecer do seu neném? Pode ela deixar de ter amor pelo filho de suas entranhas? Ainda que ela se esqueça, eu não me esquecerei de você” (Is 49, 15).

A palavra misericórdia é formada a partir dos termos miséria e coração. O coração é o núcleo do pensamento, onde se tomam as decisões mais íntimas. A misericórdia é a dinâmica interior de um amor visceral, proveniente das entranhas, que do mais íntimo nos impulsiona a nos aproximar dos outros, sobretudo os que mais precisam. Nos remete ao amor de uma mãe que deseja amar, proteger, cuidar, perdoar, doar-se totalmente ao seu filho. Deus se apresenta como a imagem dessa mãe que toma o filho em seus braços, que o ama incondicionalmente e gratuitamente, mesmo quando esse filho é tão pequeno, incapaz, limitado, repleto de fragilidades, tão miserável.

“Ele ainda estava longe, quando seu pai o viu. Encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se ao pescoço dele e o beijou com ternura” (Lc 15, 20). Na parábola do filho pródigo, em Lc 15, 11-32, é possível ver a compaixão com que o pai misericordioso se relaciona com seus dois filhos, acolhendo o mais novo que retorna à sua casa e dialogando com o mais velho que não compreende o gesto do pai para com seu irmão.

A misericórdia é uma disposição interior que vai sendo amadurecida com a convivência com Jesus Cristo, é o amor proveniente do mais íntimo concretizado em gestos. São João Paulo II afirma: “A família que reza unida, permanece unida”. A meditação da Palavra de Deus em família, a oração do Santo Rosário, a participação nas Santas Missas preservam a espiritualidade no lar, e impulsionam a exercerem a caridade, as obras de misericórdia.

Convidamos todas as famílias de nossa Diocese para o Jubileu das Famílias na Romaria Diocesana ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, no dia 07 de maio de 2016, ocasião em que elevaremos os nossos louvores e agradecimentos a Deus pelo dom da vida e pelas graças concedidas às nossas famílias e suplicaremos a intercessão da Santíssima Virgem, a Rainha das famílias, junto ao seu Divino Filho por todos nós.

 

Pe. Luiz Rogério Gemi
Pastoral Familiar Diocesana
Vigário Paroquial da Catedral de Santo Antônio

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