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Relato: Meu 1º tapete de Corpus Christi

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Devido às chuvas dos últimos dias e, principalmente hoje, dia de Corpus Christi, a tradicional Procissão não aconteceu nas ruas de Vargem Grande Paulista. Ao longo de muitos anos foi assim: os paroquianos se levantavam ao nascer do sol e se encontravam em frente à Paróquia Frei Galvão para se unirem às comunidades, pastorais e movimentos para desenharem os coloridos tapetes nas ruas por onde, levado pelas mãos do Sacerdote, passaria o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Roberto de Campos Damião - PasCom Paroquial

Esse ano seria para muitos de nós, membros da PasCom, o primeiro tapete que enfeitaríamos para o Senhor Jesus passar. A grande ansiedade e expectativa para esse dia se acabou logo ao amanhecer de hoje, quando fomos avisados do cancelamento da Procissão. Então, eis o grande questionamento, por qual razão o Senhor do Tempo não quis passear pelas ruas enfeitadas de nossa cidade?

O questionamento é pertinente e vale a pena se aprofundar nele, pois Deus está falando conosco. Afinal, aquele que faz do Pão o seu Corpo e do Vinho o seu Sangue, não seria capaz de conceder-nos um dia de sol para que Ele mesmo fosse homenageado? É evidente que sim. Deus é Deus e tudo pode fazer. A resposta a esse questionamento veio durante a missa da tarde, onde Jesus, pela voz do Padre Emerson Borgonovi nos convidava a fazer dentro de nós um lindo tapete para que Jesus pudesse passar e ficar nas nossas vidas.

Ora, a Procissão com os tapetes de Corpus Christi só acontece uma vez ao ano e é bem possível que, em muitos dos anos anteriores, Jesus tenha passado pelas ruas sem que O tenhamos deixado passar pelos nossos corações. Sendo assim, começamos a entender o mistério que hoje celebramos. Jesus quer, antes de tudo, o nosso coração, a nossa vida. De nada vale ornar e enfeitar as ruas se as avenidas de nossas vidas não estiverem ornadas com as pérolas da caridade e do amor.

Lembrei-me do ano passado, quando a Procissão começou na Paróquia de Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças e atravessou a cidade até a nossa Paróquia Frei Galvão. Foi maravilhoso ver as duas paróquias unidas em Procissão atrás do Santíssimo Sacramento. Nesse ano, não seria assim. Cada paróquia faria a procissão em seu próprio território paroquial.

Na Paróquia Frei Galvão, as tintas que marcam os quadros no chão e traçam a rota por onde Jesus passaria foram demarcados ao lado da calçada e não no centro da rua, onde normalmente se faz. Quando um Rei deixa seu trono e sai em Procissão pelas ruas é natural que caminhe no centro e que todas as atenções se voltem a Ele.

A conclusão a que chegamos? Jesus Cristo não quis caminhar pelos tapetes enfeitados, não quis passar ao lado de nossas ruas. Pelo contrário, quer estar no centro, no centro de tudo. Afinal, Ele é Deus!

Jesus, sim, nos atraiu para si, para a sua Igreja. Atraiu a nós, seus amigos, para falar que Ele prefere passear pelas ruas de nossas vidas, nos curando, amando e santificando, a cada um de nós. É esse o tapete que lhe agrada: um paroquiano que O visite constantemente no Santíssimo Sacramento, presente em todos os dias, em todas as Igrejas da Terra e que tenha a vida ornada com as joias do amor e da misericórdia.

Roberto de Campos Damião - PasCom Paroquial


 
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