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Identidade e dignidade da vocação laical

 

Os cristãos leigos e leigas são portadores da graça batismal, participantes do sacerdócio comum, fundado no único sacerdócio de Cristo. Nesse sacerdócio se baseia a fraternidade, a irmandade, a dignidade de todos na Igreja enquanto única família de Deus, recebem, pois, o caráter sacramental que os diferencia dos não batizados. Vivem esse sacerdócio na oferta de si mesmos ao Senhor, na participação dos sacramentos, sobretudo a Eucaristia, na vivência das virtudes, na ação evangelizadora, na constante busca de conversão e de santificação. O martírio é a consumação desse sacerdócio. “Oferecei vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: este é o vosso culto espiritual” (Rm 12,1).

O sacerdócio batismal concede direitos na igreja. Dentre outros, lembramos alguns: associar-se em movimentos de espiritualidade e de apostolado, conhecer a fé, participar dos sacramentos, manifestar-se e ser ouvidos em questões de fé, cooperar na edificação do povo de Deus, educar os filhos na fé cristã. Aos direitos acrescentam-se os deveres: participar do múnus profético, sacerdotal e real-pastoral de Cristo, colaborar com os pastores na ação evangelizadora, dar testemunho do Evangelho em todos os ambientes. Para o exercício desses direitos e deveres, nunca deveria lhes faltar a ajuda dos ministros ordenados. De fato, o documento Ecclesia in America assevera: “É necessário que os leigos se conscientizem de sua dignidade de batizados e os pastores tenham profunda estima por eles. A renovação da Igreja na América Latina não será possível sem a presença dos leigos; por isso, lhes compete, em grande parte, a responsabilidade do futuro da Igreja”. Foi para fortalecer o sacerdócio comum dos fiéis que o Senhor previu o sacerdócio ministerial, conferido a alguns batizados pelo sacramento da Ordem.

Documento 105 – Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade (2.1 – O sacerdócio Comum n. 110 e n.111)

Fonte: BIO Diocesano