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Diocese de Osasco

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Diocesanas, Notícias, Pastorais › 11/08/2016

Exortação Apostólica Amoris Laetitia e a Ação Pastoral a ser enfrentada

 

Nesta nossa série de estudo da Exortação Apostólica Amoris laetitia, podemos perceber a importância dos temas abordados. O capítulo II da Exortação aponta as várias realidades e desafios que enfrentamos nas famílias hoje. Tais desafios constituem, para nossas dioceses e paróquias, não uma atitude de “lamentações autodefensivas”, mas deve suscitar em nós uma criatividade pastoral e missionária para anunciarmos o evangelho da família em nossa sociedade. Nesta linha, a Exortação traçará algumas ações no Capítulo VI que refletiremos brevemente neste espaço.

  1. Ponto de partida: Centralidade da família na sociedade civil e na Igreja. Em nossa ação pastoral, precisamos entender que o bem da família é decisivo para o futuro do mundo e da Igreja (cf. AL 31). De fato, as famílias cristãs são verdadeiras igrejas domésticas e dão testemunho jubiloso do sacramento do matrimônio. Precisamos nos tornar semeadores da boa nova da família. A Igreja deve chegar a todas as famílias, buscando acompanhá-las e ajudá-las a superar as dificuldades. Isto exige da pastoral familiar um verdadeiro empenho evangelizador e catequético do núcleo familiar (cf. AL 200). “A Pastoral familiar deve fazer experimentar que o Evangelho da família é uma resposta às expectativas mais profundas da pessoa humana: a sua dignidade e plena realização na reciprocidade, na comunhão e na fecundidade” (AL 201).
  2. A Paróquia: família de famílias. A paróquia nesta ação pastoral concreta dará um contributo essencial. Na paróquia são harmonizadas as pequenas comunidades, movimentos e associações. A paróquia deve ser o lugar de acolhida das famílias. Sua estrutura deve buscar ajudar a formar as famílias e acompanhá-las nos momentos alegres e difíceis. Momentos de celebração do matrimônio, mas também dos primeiros anos da vida matrimonial, e nos desafios da vida quotidiana, também no desafio da educação dos filhos, acompanhar as crianças, jovens, idosos, etc… Neste sentido, será necessário que os presbíteros sejam bem formados para acolherem as famílias em suas alegrias e dificuldades. A Exortação chamará a atenção para a formação dos seminaristas em relação ao papel de uma pastoral familiar bem estruturada. A formação dos leigos da pastoral familiar deverá contar com a ajuda de várias outras áreas (psicólogos, médicos, advogados etc.) que possam contribuir no acompanhamento e ajuda às famílias na paróquia.
  3. Preparação para a vida matrimonial. Diante dos desafios da sociedade atual, a Exortação destaca um caráter preventivo em relação ao matrimônio. Isto significa educar as futuras gerações, e mostrar-lhes a beleza e riqueza do sacramento do matrimônio. Acompanhar os jovens namorados, os noivos, sem esquecer-se de ajudá-los a viver bem o momento da celebração do matrimônio. Será necessário que as paróquias possam traçar estratégias para uma preparação de noivos mais eficaz, com conteúdo e acolhedora. Para isto, temos o subsidio da Pastoral familiar Nacional que oferece roteiros de preparação. Outras paróquias realizam encontro de namorados. Nossa ação pastoral precisa chegar também nas crianças e adolescentes mostrando-lhes o valor de uma família.
  4. Acompanhamento de jovens casais nos primeiros anos de vida matrimonial. Os primeiros anos de vida matrimonial são decisivos, pois os casais terão de aprender na vida a dois: o diálogo, o afeto, companheirismo, aceitar-se e suportar-se. Aprende-se cada dia, que o amor não é somente sentimento ou atração física. A vida matrimonial deve crescer através de um “sim” dos cônjuges que é um itinerário para o resto da vida. O casal recebeu a graça de Deus para amadurecerem juntos na vida familiar superando obstáculos e dificuldades. Neste acompanhamento dos jovens casais as paróquias podem ter iniciativas diversas. Será necessária a ajuda de casais mais experientes, os movimentos e associações também podem colaborar. Iniciativas como visitas, retiros, tarde de espiritualidade poderiam ajudar. Aconselho aqui um subsidio de um casal de nossa Diocese (André e Rita) que há alguns anos trabalham nesta linha: “Encontro para novos casais” volume I e II, editora Paulinas.
  5. Acompanhar as famílias nas suas diversas situações de feridas e crises. Qualquer família pode enfrentar momentos difíceis e de crise: educação dos filhos, ou a relação do casal, a perda de um ente querido, a cura das feridas e o desafio do perdão, divórcios, famílias com jovens dependentes de droga ou outros vícios, etc.. Existem, às vezes, diversas situações especiais e difíceis. A Exortação é clara na tríplice atitude pastoral de acompanhar, discernir e integrar. Algumas iniciativas neste sentido poderiam auxiliar as pessoas em certas dificuldades com ajudas especializadas. Além da presença do sacerdote que auxilia no aconselhamento, sabemos de iniciativas em paróquias onde existem equipes de aconselhamento de casais. São muitos desafios e precisamos unir nossas forças para acompanhar as famílias feridas e em crise.

Neste espaço de estudo das ações pastorais propostas pela Exortação, não esgotamos as iniciativas que podem ser realizadas. São apenas alguns traços principais. Diante de desafios tão grandes que as famílias enfrentam, pedimos ao Espírito Santo, que inspire nossas paróquias a serem dóceis na evangelização das famílias. Muitas iniciativas podem ser realizadas. Mas precisamos unir nossas forças. Teremos em Agosto, a “Semana Nacional da família”, um momento propício para oração e formação das famílias.

Pedimos pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, que nossa Pastoral familiar possa crescer e amadurecer cada dia neste trabalho árduo e necessário às famílias.

pe carlos eduardo

 

 

 

Pe. Carlos Eduardo de Souza Roque é Assessor Diocesano 
da Pastoral Familiar e Doutor em Teologia Espiritual

 

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