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Em destaque: Paróquia São Roque

Foto: Diácono Carlos Augusto de Andrade

Diocese de Osasco – rumo aos 30 anos de evangelização

São Roque é um dos 70 municípios paulistas considerados estâncias turísticas pelo Estado de São Paulo.

Fundada na segunda metade do século XVII pelo bandeirante Pedro Vaz de Barros, mais conhecido como Vaz-Guaçu, a cidade recebeu o nome São Roque devido a devoção de seu fundador por este santo. Atraído pela região, estabeleceu-se com sua família e com, por volta de 1.200 índios, às margens dos ribeirões Carambeí e Aracaí, começou a cultivar trigo e uva, inicialmente com mão-de-obra indígena forçada. Na região habitavam por volta de 1.200 índios. Mais tarde utilizou-se de mão-de-obra de negros escravizados, e depois através dos imigrantes italianos e portugueses, assim São Roque se transformou na famosa “Terra do Vinho”.

O irmão de Pedro Vaz, Fernão Paes de Barros, também veio a se instalar em São Roque, nos mesmos moldes que seu irmão, fundando uma fazenda, denominada Sítio Casa, e uma capela (Capela de Santo Antônio), esta a servir como parada e pousada dos Bandeirantes, que desciam o Rio Tietê em busca de ouro e esmeraldas.

Em 1832, São Roque foi elevada à condição de vila e, em 1864, à categoria de município. A capela original de São Roque, bem como as igrejas barrocas que a sucederam no Largo da Matriz foram derrubadas e sistematicamente “modernizadas”, assim bem como todo o entorno paisagístico do Largo da Matriz, no qual, ao que consta, até a década de 1940, era composto de um belo conjunto arquitetônico barroco, tendo a sua volta casarões coloniais.

Ainda na época da jurisdição do Bispado do Rio de Janeiro, a capela foi elevada à condição de paróquia em 1773, o que a classifica como a décima paróquia em ordem cronológica da arquidiocese de São Paulo.

A primitiva capela de taipas durou quase dois séculos, quando, em 1837, se erigiu um novo templo de puro estilo barroco, muito semelhante à atual Matriz de Cotia. Esta construção teve um século de existência, e em 1937 iniciou-se a Nova Matriz.

A Igreja de São Roque se transformou em uma das mais belas do estado de São Paulo, graças ao seu interior magistralmente pintado e decorado pelo talento dos Irmãos Gentili. Todas as pinturas foram feitas com tinta óleo, que imprimiram um tom de arte clássica, tanto pela expressão das figuras como pela felicidade na inspiração dos tempos.

O nicho que acolhe a belíssima imagem do padroeiro é algo que deslumbra, com fundo a representar a vida peregrina de São Roque. Ainda no presbitério, encontram-se dois magníficos murais: do lado esquerdo, Elias no deserto, sendo reconfortado pelo anjo que lhe traz alimento, símbolo da Eucaristia.  Do outro lado, São Roque no cárcere recebendo forças espirituais através da Sagrada Comunhão. Completam o presbitério, anjos representando a Oração e o Sacrifício, símbolos da Divina Eucaristia e do Espírito Santo.

Encimando o arco do presbitério, a bela cena da Anunciação. O forro retrata a glória de São Roque e os símbolos das virtudes teologais: Fé, Esperança e Caridade. As paredes da nave central trazem os quatros evangelistas, a explicação do “Padre Nosso” por símbolos originais e de alta expressão, como também os sete sacramentos. Os artísticos vitrais representam as principais fases da vida de São Roque.

As imagens que adornam a igreja são todas europeias, que os paroquianos veneram e, diante delas, pedem aos santos a sua intercessão.

Hoje a paróquia de São Roque, que tem por pároco Pe. Daniel Balzan, é composta das seguintes comunidades: São Roque; Nossa Senhora Aparecida; Nossa Senhora Auxiliadora; Nossa Senhora de Fátima; Santa Luzia; Santa Quitéria; Santa Rita de Cássia; Santa Rita de Cássia (Vila Aguiar); Santa Rosália; Santo Antônio; São Benedito; São Francisco de Assis; São João Batista; São Judas Tadeu; São Pedro; Nossa Senhora das Graças; São José e São Judas Tadeu (Restinga Verde). Outrora, a paróquia abrangia também as atuais as paróquias São João Batista (São João Novo); de São Luiz Gonzaga e a do Bom Jesus e Santa Cruz.

A tradicional e grandiosa festa de São Roque se prolonga por 25 dias e é iniciada com a entrada dos Carros de Lenha, em que, ainda, se podem ver os carros de bois, as bruacas e apetrechos que o progresso relegou ao esquecimento. Seguem-se as procissões dos cavaleiros de São Jorge, de São Cristóvão. Essa bonita tradição dos carros de lenha se deu para angariar recursos para construção da igreja, quando os fazendeiros e moradores ofertavam lenhas, areia e animais.

O ponto central das festas de agosto são os dias 15 e 16, feriados municipais, com a festa de Nossa Senhora da Assunção e São Roque. A participação dos fiéis é grande e cheia de entusiasmo e fé. A novena, as procissões, as celebrações, os costumes e tradições, a quermesse e eventos beneficentes fazem da festa de São Roque uma referência para todo estado São Paulo, acolhendo fiéis de várias outras cidades.

Dentro da jurisdição paroquial se encontram algumas ordens e congregações religiosas como as Domínicas e os Carmelinas Descalços e, também, várias opções de casas de retiros, inclusive a Casa de Retiro Imaculado Coração de Maria – Ibaté da Diocese de Osasco.00

Fonte: BIO - Boletim Informativo de Osasco