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Diocesanas, Notícias › 11/02/2019

Em destaque: Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Ibiúna

A CRIAÇÃO DA FREGUESIA DE UNA

A freguesia de Una – ou, como no original, “Freguesia de N. Sra. das Dores de Una”, foi criada por Alvará Régio expedido por Dom João em 29 de agosto de 1811, conforme documento que obtivemos no Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo.

Antes que um templo de fé e oração fosse erigido no Vale Escuro de Una, a crença indígena já abençoava estas terras sob a adoração do sol, da lua e das estrelas. Mas há indícios de que o primeiro marco cristão fora fincado bem antes de sua fundação.

Os Bandeirantes traziam religiosos em suas expedições com a missão de catequizar os índios e, portanto, proporcionavam condições para a feitura de templos e sedes. É o caso de um convento em Araçariguama, terras de São Roque e duas capelas na Serra de São Francisco – (Capela da Penha e Capela do Pópulo), e a própria Capela de São Roque.

Mas foi na Sesmaria de Terras, pertencente ao Capitão Manoel de Oliveira Carvalho, que se instalou no Vale de Una por volta de 1710, e por ele foi construída a Capela de Nossa Senhora das Dores em 1711. A área localizada nas terras de São Roque, ficava parte na Freguesia de São Roque e parte no Vale de Una, na ocasião também terras de São Roque.

Por volta de 1780 as terras pertencentes ao Capitão Manoel de Oliveira Carvalho passaram a pertencer por herança a seu Filho Manoel de Oliveira Costa. Este mandou erigir no mesmo local e sob a mesma invocação de Nossa Senhora das Dores, uma capela maior e bem mais ampla.

Um crucifixo histórico, encontrado em uma escavação de terras, o qual consta pertencer aos antepassados do Dr. Heldivio Rosa, que vindo de Sorocaba, se fixou no Vale de Una por volta de 1750, é outro marco de fé de suma importância na trajetória religiosa, história e cultural do povo unense.

A capela destinava-se os usos religiosos de sua família, dos escravos e agregados, mas servia também aos viajantes, mascates e tropeiros, que ali assistiam missa de vez em quando e faziam suas devoções.

Essas missas eram celebradas quando da passagem de padres, pelo Vale de Una, que se dirigiam a lugares distantes, para os quais eram designados pela Santa Sé para servirem em povoados longínquos, e que dependiam das caravanas de tropeiros que rumavam para o interior das Províncias de São Paulo e Mato Grosso, bem como para as Províncias do Sul do País. As rezas e outras devoções ficavam por conta dos moradores e de frequentadores.

O povo esperava com ansiedade essas passagens e recebiam com festa os desbravadores da fé. De sorte que a Capela de Nossa Senhora das Dores tornou-se um importante ponto de parada de tropeiros e viajantes que obrigatoriamente passavam por Una.

De parada de tropeiros e desbravadores na exploração da madeira de lei, a lenha e o carvão vegetal e a pequenos agricultores, o Vilarejo tomou forma e cresceu desordenadamente. Casas esparsas em diversos pontos, mas de frente para a Capela.

Pouco tempo se passou, o Capitão Salvador Leonardo Rolim de Oliveira, religioso convicto e levado pela animação de um vilarejo de forte índole religiosa requereu ao Núncio Apostólico do Príncipe Regente, Dom João, o então Dom Matheus de Abrão Pereira, que o Vale de Una fosse reconhecido como Freguesia, já como distrito.   Em 29 de agosto de 1811, estava, portanto, fundado o Vilarejo de Una, com a denominação de “Freguesia de Nossa Senhora das Dores de Una”.

A Paróquia de Nossa Senhora das Dores de Una foi canonicamente instalada no mês de setembro de 1812, tendo como primeiro pároco o Padre Antônio Maximiano de Góes (1812 – 1824). Na instalação foi aclamada e eleita padroeira de Una, posteriormente Ibiúna. Esse é o histórico de um povo religioso, pacífico, ordeiro e voltado para o trabalho sob o manto da fé.

Padre Antônio Joaquim de Andrade assumiu a Paróquia de Nossa Senhora das Dores, em maio de 1850 – 1853 e se denominava um vigário encomendado. Nos primeiros meses de seu apostolado enfrentou dois graves e incômodos problemas. O primeiro foi o lamentável estado em que se encontrava a igreja matriz. Iniciou então, uma campanha de reconstrução e aumento da Igreja. Tendo arrecadado cerca de 1000$000 (um conto de reis), valor insuficiente para a continuidade da obra, o vigário resolveu então solicitar dos senhores Deputados da Assembleia Legislativa Provincial uma ajuda para a continuidade da obra. O segundo foi no dia 23 de agosto de 1850, quando inconformado com a discriminação, recebeu ordens para abertura do livro de registro de batismo de escravos 1850 – 1873.

Atualmente a Paróquia Nossa Senhora das Dores fica situada no centro do município de Ibiúna, tendo por pároco Pe. Benedito Aparecido Cesário. A paróquia é composta das seguintes comunidades:  Matriz Nossa Senhora das Dores; Nossa Senhora Aparecida; Nossa Senhora do Bom Parto; Nossa Senhora da Guia e Santa Catarina; Santa Cruz e São José; Santa Edwiges e Santo Expedito; Santa Lúcia; Santo Antônio e São Judas; Santo Expedito; São Dimas; Mãe Rainha; Santa Rita de Cássia; São Benedito; São Camilo de Lelis; Comunidade Nossa Senhora Aparecida (Bairro Lageadinho).

Diácono Carlos Augusto Andrade  

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