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Diocese de Osasco

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Diocesanas, Notícias › 24/10/2016

Dom Luizinho, o idealizador da Missão Pemba

 

Luiz Fernando Lisboa nasceu no dia 23 de dezembro de 1955 em Valença – RJ, filho de Francisco Lopes Pereira e Benedita de Oliveira Pereira.

Dom Luiz veio com a família para a cidade de Osasco quando tinha 9 anos. Aos 19 anos ingressou no Seminário Passionista São Gabriel, em 04 de agosto de 1975, e iniciou o noviciado em 24 de janeiro de 1976 em São Carlos – SP, tendo emitido os primeiros votos de pobreza, castidade e obediência em 22 de janeiro de 1977.

Em 18 de dezembro de 1982 fez a profissão perpétua. No dia 19 de abril de 1983 recebeu o sacramento da Ordem, na Igreja Matriz Santo Antônio, hoje Catedral de Osasco, no dia 10 de dezembro de 1983. Também, foi diretor dos estudantes de Teologia e assessor provincial para a formação de 1989 a 1992 e vigário paroquial em Osasco – SP, entre 1992 e 1997, passando pela Paróquia Imaculada Conceição do Km 18 e Comunidade Santa Maria Goretti. Um dos destaques de sua passagem por Osasco foi a participação ativa na organização e coordenação do Centro de Defesa dos Direitos Humanos. Ainda como padre trabalhou por oito anos na Diocese de Pemba, o fato de já conhecer bem a realidade local, pode ter sido um dos motivos que levou o Papa Francisco a nomeá-lo como bispo de Pemba em 2013.

A missa solene de ordenação episcopal de Dom Luiz aconteceu no dia 24 de agosto de 2013, também, na Catedral de Osasco pelas mãos de Dom Lúcio Andrice Muandula – Bispo de Xai-Xai, tendo como co-ordenantes Dom Raymundo Damasceno Assis – cardeal arcebispo de Aparecida e Dom Ercílio Turco, na época, Bispo Diocesano de Osasco.

 

 Distância geográfica e falta de recursos são desafios da evangelização em Pemba

A diocese do norte de Moçambique

pemba-realidade-pastoral-1Uma das doze dioceses de Moçambique é a de Pemba, que abrange toda a Província de Cabo Delgado, ao norte do país na fronteira com a Tanzânia. Moçambique é um dos países mais pobres do continente africano, e o estado de Cabo Delgado é uma das regiões mais carentes do país com uma população de dois milhões de habitantes. Estima-se que 30% da população seja católica, entre 20% a 22% muçulmanos, e quase metade da sociedade local (cerca de 48% a 50%) tenham religiões tradicionais africanas. Apesar disto, e da presença de grupos extremistas o diálogo é constante.

Outro destaque que cabe a essa província, é a grande movimentação de empresas estrangeiras empenhadas na extração de gás, petróleo e de pedras preciosas e semipreciosas, o que vem melhorando as condições de vida da região. Mas que pouco tem feito para melhorar a qualidade de vida da população.

As minas a céu aberto seduzem muitas crianças, jovens e até pais de família, que abandonam suas casas na esperança de conseguirem uma vida melhor. A prostituição também leva mulheres para estes locais, o alcoolismo e as drogas são problemas sociais constantes.

A falta de capacitação da mão de obra é um grande obstáculo para o desenvolvimento, assim, grande parte das vagas de empregos são ocupadas por estrangeiros. A desigualdade social perpetua neste cenário, uma pequena parcela da população detém a riqueza, enquanto muitos não conseguem sair da extrema pobreza.

Falta segurança, postos de saúde, medicamentos e sala de aula. O consumo de água não tratada traz, além de desnutrição, muitas doenças. Os fatores climáticos também são relevantes, uma vez que, em períodos chuvosos, comunidades podem ficar meses sem acesso. Não há recursos, nem meios para a implantação de cursos e formações. É um desafio para a sociedade.

A Igreja tem vários projetos sociais ligados ao desenvolvimento, estando cada vez mais presente onde a população precisa, “Onde a Igreja é desafiada, onde há pessoas que precisam? Aí a Igreja deve estar”, disse Dom Luiz Fernando, em entrevista concedida a Pascom Diocesana ano passado. Com isso, a Igreja conquistou um merecido respeito pela atuação no país, principalmente pela promoção dos valores éticos e morais. O testemunho cristão tem deixado marcas na população.

Projeto Missionário em Pemba: espaço de comunhão e missão

A Diocese de Pemba foi fundada em 1957 e já teve sete bispos e administradores apostólicos. O brasileiro e conhecido da Diocese de Osasco, Dom Luiz Fernando Lisboa, é o 7º bispo a pastorear a região, que tem dois milhões de habitantes e está dividida em quatro regiões episcopais, com 22 paróquia e cerca de 900 comunidades.

A falta de padres na Diocese de Pemba, em Moçambique, está longe de ser o único problema da região, mas com certeza é um dos mais preocupantes. Em uma área de 82,6 mil quilômetros quadrados, equivalente ao país de Portugal e cerca de duas vezes o estado do Rio de Janeiro, apenas vinte e quatro padres, sendo sete estrangeiros, são responsáveis pelas vinte e duas paróquias e mais de novecentas comunidades que estão no vasto território diocesano. Ou seja, um único sacerdote pode chegar a ter cento e cinquentas comunidades. Há paróquias que ficam cerca de 450km da Catedral Diocesana, quase a distância entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. As dificuldades de acesso são grandes e, além disso, faltam meios, como carros, para que os padres possam acessar a determinadas regiões. Em épocas chuvosas comunidades ficam cerca de quatro meses sem acesso.

 

pemba

As paróquias só não são compostas por menos comunidades exatamente pela falta de missionários, que possam assumir essas paróquias. O trabalho pastoral normalmente é realizado por congregações religiosas que enviam missionários até o local, mas mesmo assim não há missionários suficientes para suprir tamanha carência. Assim, o envio de padres e agentes de pastoral é essencial para que a evangelização aconteça.

Apesar de poucos padres, o clero é bem atuante e empenhado em servir. Os leigos e religiosas, com destaque para as congregações religiosas femininas, assumem o papel de protagonistas na animação e coordenação em muitas comunidades, atuando na catequese, na liturgia e nas atividades sociais.

O respeito e a riqueza local são abundantes, nas celebrações litúrgicas a alegria da fé é expressa através do canto e da dança, aspectos essenciais na cultura moçambicana. Apesar da língua oficial ser o português, eles utilizam mais de cinco línguas na região, o que dificulta o material utilizado na evangelização. “É impressionante a alegria da experiência de fé dos cristãos que escutaram e escutam o Evangelho e tentam traduzi-lo em sua vida de acordo com expressões da própria língua, da própria cultura, das suas tradições e de seus valores mais profundos dentro dos contextos e desafios sociais, políticos e econômicos em que vivem”, diz o projeto elaborado pela Comissão Missionária.

Embora as diferenças culturais, dificuldades financeiras e sociais sejam grandes obstáculos para a missão, a finalidade da ação apostólica é fazer com que missionários evangelizem com empenho para tornar Jesus Cristo conhecido e amado, principalmente por meio das comissões ativas para evangelização. São elas para o triênio 2015-2017: Jovens, Vocação e adolescentes, Liturgia, Ecumenismo e Diálogo inter-religioso, Catequese e Infância missionária, Caritas, Saúde e Pastoral Carcerária, Educação e Pastoral Universitária, Família e Mulher, Justiça e Paz, Comunicação e Meio ambiente, Deslocados, Imigrantes, Refugiados e Turismo, Inculturação e Traduções, Dízimo, Bíblia, Missão e Secretariado Permanente de Pastoral.

rv-dom-luizinhoPara a missão o bispo da Diocese de Pemba faz o convite lembrando o Ano Jubilar da Misericórdia: “Misericórdia da presença, estarmos ali com eles é uma maneira de sermos misericordiosos, por isso busco mais missionários” e complementa “estar junto, participar de suas dores, suas alegrias, estar com eles. Que eles percebam que sintam a presença de Deus, que Deus não os abandonou. Misericórdia também no sentido de que, possamos dizer a eles que eles têm muitos dons, muitas possibilidades, que devem desenvolver os dons que tem, então isso é uma maneira de ser misericordioso”, disse Dom Luiz Fernando, em entrevista a Rádio Vaticano.

 

O bispo também lembra “a África não é só pobreza. É neste continente que se encontram os vestígios mais antigos da humanidade. O povo é forte e culturalmente rico e com uma história apreciável. A terra é riquíssima em recursos naturais e a Igreja tem grandes santos e doutores, além de milhares de mártires”, disse no 4º Simpósio de Missiologia, ocorrido em Fevereiro de 2015.

Ajudando o projeto também é possível se tornar um missionário. A África nos espera!

 

 

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