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A Bíblia, fundamento da evangelização

 

Se Evangelho significa Boa Nova, evangelização faz referência ao anúncio da Boa Nova. Cada um dos evangelistas acentua um aspecto da evangelização: Mateus sublinha a proclamação do reino feita por Jesus; Marcos insiste na história de Jesus como o conteúdo do evangelho; Lucas apresenta a perspectiva do anúncio do Evangelho como boa notícia para os pobres, últimos e excluídos; João fala de Jesus como Caminho, Verdade e Vida para a humanidade e da importância de ser suas testemunhas. Finalmente para Paulo Evangelho é a proclamação da notícia: Deus nos tem salvado e reconciliado na encarnação, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Paulo escreve em Gálatas: “Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho nascido de uma mulher, nascido debaixo da Lei, a fim de resgatar os que estavam debaixo da Lei, de modo que recebêssemos a adoção de filhos” (4,4). Logo, a pessoa de Jesus, seu testemunho e missão são o fundamento da missão evangelizadora da Igreja e dos cristãos. Jesus proclamou na sinagoga de Nazaré: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a Boa Notícia aos pobres” (Lc 4,18). Jesus mesmo diz: “Eu devo anunciar a Boa Noticia do Reino de Deus também a outras cidades, pois para isso é que fui enviado” (Lc 4,43). E o conteúdo essencial da evangelização está nas palavras de Jesus ao Pai… “esta é a vida eterna: Que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e aquele que tu enviaste, Jesus Cristo” (Jo 17,3).

A evangelização busca o encontro pessoal com Jesus e a adesão confiada ao Deus revelado em Jesus Cristo. Duas dimensões são necessárias: a Evangelização explicita e o amor gratuito e universal de Deus auto comunicado na pessoa de Jesus Cristo pela ação do Espírito Santo. É evangelizado aquele que reconhece em si mesmo e em tudo o que existe a ação criadora de Deus que nos criou a sua “imagem e semelhança” (Gn 1,26) e chamou-nos a uma vida sem fim. Este Deus criador é Pai que, em Cristo, nos fez a todos irmãos iguais e servidores uns dos outros.

A CNBB no documento 107: Iniciação à vida cristã evidencia no 1º capítulo como um ícone bíblico da evangelização o diálogo de Jesus com a Samaritana (Jo 4), este diálogo “nos mostra como um encontro com Jesus muda a própria vida e atinge outras vidas, porque quem descobre essa presença salvadora não a guarda para si. Vai levá-la a outros” (n. 13). Assim Jesus constituiu um grupo de discípulos para que continuassem sua missão. “Vão receber a força do Espírito Santo que descerá sobre vocês. E serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os extremos da terra”(At 1,8)

Em Pentecostes envia o Espírito Santo que os constituiu apóstolos formando sua Igreja cuja essência é evangelizar como a comunidade ideal: “eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos na comunhão, na partilha do pão e nas orações” (At 2,42). A Igreja tem recebido do Mestre a ordem de ir pelo mundo inteiro e anunciar o Evangelho, a evangelização é um dever fundamental do Povo de Deus (AG 35), por isso evangelizar é um ato eclesial.

 

Pe. Edmundo De los Santos García, MSpS

Pároco da Paróquia Cristo Rei – Itapevi

Fonte: BIO Diocesano