Highslide for Wordpress Plugin

Catedral Santo Antônio: Mais de um século de histórias, bênçãos e conquistas

Foto: Vista Aérea da Igreja Matriz de Santo Antônio, em meados da década de 1960 – Cópia do Acervo: CDHO/UNIFIEO

A longa história de vida da Catedral Santo Antônio se confunde com a própria fundação da cidade de Osasco, assim como seu crescimento e evolução. Tudo começou em 1899, quando o imigrante italiano Antônio Agú estabeleceu que deveria existir uma igreja na parte mais elevada de suas terras – 15 anos após ter se estabelecido na região, para fornecer areia, telhas e tijolos para uma das mais importantes ferrovias do Estado, a Sorocabana.

Nascido em Osasco, na Itália, em 1845, um dos objetivos de Agú era atrair o capital de São Paulo para a, então, Vila Osasco. Por isso, procurou dar condições para que fosse habitada e os imigrantes recém-chegados puderam ir se instalando.

Começou, então, a se formar uma comunidade que, historicamente, sempre lutaria para definir seu próprio destino. O desenvolvimento industrial trouxe um aumento vertiginoso à população deixando uma herança que até hoje se faz sentir: multiplicaram-se os loteamentos irregulares e a população cresceu desordenadamente. Faltavam luz, água, esgoto e transporte. Além disso, os impostos arrecadados não se revertiam em benefícios para a sua população. A prefeitura da capital, preocupada somente com a área central, deixava em segundo plano os bairros da periferia.

Pedra fundamental da Igreja Matriz é instalada em 1919

Com a morte de Agú em 1909, foi sua neta, Giusephina Vianco, que acabou doando as terras onde seria erguida a igreja, em 1919 –  apenas 1 ano após a Vila de Osasco ter se tornado Distrito. Neste mesmo ano, iniciou-se a construção a partir de doações dos moradores locais. A obra, um pouco modificada do projeto original de Ernesto Bhereudt, se prolongou durante anos e provisoriamente foi instalada uma igreja na Rua Dona Primitiva Vianco.

Santo Antônio de Pádua foi escolhido como o padroeiro de Osasco, pelo então Arcebispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo e Silva, e em 1930 foi criada a Paróquia Santo Antônio.

Construção da Torre – 1999

Igreja Matriz de Santo Antônio é inaugurada em 1931

Finalmente, em março de 1931, o prédio definitivo da Igreja Matriz Santo Antônio foi inaugurado, em estilo romano, com uma enorme procissão. Poucos meses depois, a Escola Apostólica dos Padres Passionistas se instalava na Matriz, promovendo a construção de um anexo à esquerda da edificação, primeira alteração sofrida pelo prédio. Ainda na década de 1930, ergueu-se o Seminário Menor de São Gabriel.

Em 1939, Osasco já abrigava 12 mil habitantes; na década de 40 a metalurgia pesada começou a se instalar caracterizando a área como núcleo operário. Com a população crescendo vertiginosamente, novas construções foram acrescidas ao prédio original, que recebeu uma fachada diferenciada, em 1941.

Foi então, que em 1948, um grupo de moradores começou a luta pela emancipação de Osasco. A campanha foi derrotada no primeiro plebiscito realizado em 1953. Seguiram-se, então, anos de muita luta.

Osasco é emancipada em 1962 e nova Matriz é inaugurada 14 anos depois

No final da década de 1950, as autoridades da Igreja Matriz sugeriram construir um novo prédio, mais amplo e moderno, já que tinha que dispor da escadaria para acomodar todos os fiéis. Iniciou-se, então, a edificação de um Salão Paroquial. Em meados da década de 1960, a Matriz foi demolida.

Enquanto isso, um árduo trabalho foi liderado por Monsenhor Camilo, padre Passionista, e oficializou-se a posse do primeiro prefeito e da primeira câmara de vereadores em 1962.

Em 1963, o novo Salão Paroquial abrigou os serviços religiosos da Matriz Provisória de Santo Antônio durante 13 anos e, posteriormente, foi utilizado pela comunidade. Foi demolido em 1992 e em seu lugar foi construído o prédio que abriga atualmente a Cúria Diocesana.

Somente em 1976, é que a Nova Matriz foi inaugurada, sob uma arquitetura moderna. Parte dos prédios da Escola e do Seminário é preservada até hoje.

Região de Osasco ganha a sua própria Diocese em 1989 e Igreja Matriz torna-se Catedral

Em 1° de maio de 1989, a Região de Osasco foi elevada à condição de Diocese, deixando de pertencer à Arquidiocese de São Paulo, e Dom Francisco Manuel Vieira, então Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, torna-se o primeiro Bispo da nova Diocese de Osasco.

A paróquia, até então Igreja Matriz de Santo Antônio foi designada “Igreja Mãe da Diocese de Osasco”, ou seja, a Catedral de Santo Antônio.

A Missa de instalação da Diocese foi presidida por Dom Paulo Evaristo Arns e o comentarista foi o Padre Elídio Mantovani, que em 10 de dezembro de 1989 foi empossado Pároco da Catedral de Santo Antônio e Vigário Geral da Diocese de Osasco, permanecendo nesta função até o seu falecimento, em 1999.

Em 29 de junho de 1999, foi nomeado o novo Pároco e Vigário Geral, Monsenhor Claudemir José dos Santos, permanecendo na função até hoje. Nessa ocasião, iniciou-se a construção do prédio da Mitra Diocesana.

Bispos de Osasco:

1º: Dom Francisco Manuel Vieira – de 1989 a 2002 (faleceu em 2013)

2º: Dom Ercílio Turco – de 2002 a 2014 (atualmente Bispo Emérito)

3º: Dom João Bosco Barbosa de Sousa (O.F.M.) – desde 2014

Projeto – Nova Catedral

 Novas obras de revitalização tem início em 2017

A Diocese de Osasco, como um todo, apresenta características comuns em uma grande parte de seus municípios que surgiram como “cidades dormitório” para uma enorme massa anônima de migrantes, na sua maioria, que serve a capital paulista. No entanto, é marcada também por uma grande variedade cultural, racial e social.

E os números são grandiosos. Segundo dados do IBGE de 2017, Osasco tem mais de 697 mil habitantes e é o 8º maior PIB do país e o 2º do Estado de São Paulo.

Todos esses dados só reafirmam a necessidade de modernização e ampliação da Catedral, para abrigar grande quantidade de fiéis. Por isso, em 2017, iniciaram-se novas obras de revitalização com o apoio da comunidade, com previsão de entrega em 2018.

Leia também: Campanha dos Devotos de Santo Antônio. Seja um colaborador! 

Fonte: Daniela Nanni – Boletim Informativo de Osasco (BIO)