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Diocesanas, Notícias › 28/10/2016

Ano Mariano: Maria Santíssima, a primeira e a mais perfeita discípula de Jesus Cristo

 

Em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem milagrosa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a Igreja no Brasil celebra o Ano Jubilar Mariano, de 12 de outubro de 2016 a 11 de outubro de 2017. Trata-se de um ano de graça, em que elevamos os nossos agradecimentos a Deus por tudo que Ele fez por nós, por intermédio da Santíssima Virgem, Rainha e padroeira do Brasil.

Em meados de outubro de 1717, três pescadores – Domingos, João e Filipe – encontram no Rio Paraíba a imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor negra e machucada, como os escravos, os pobres e sofredores daquele tempo. Nas aparições de Nossa Senhora, percebe-se a sua preocupação em direcionar o Povo de Deus ao seu Filho Jesus. Assim como Maria gera Jesus para a humanidade, em Aparecida ela também tem essa missão, de apresentar o Evangelho ao povo brasileiro, se compadece dos sofredores. O povo cristão vê em Maria a capacidade de comunicar a alegria originada da esperança, mesmo que em meio aos desafios da vida. Naquela imagem de terracota de aproximadamente 40 cm, estava um sinal da proteção e da bênção da Santa Mãe de Deus, a Virgem Maria.

Na Sagrada Escritura, Maria testemunha em sua vida os sinais que a identificam como discípula de seu Filho. Seu comportamento e suas atitudes sempre se referem a Jesus. Desde o momento da anunciação, na humilde casa de Nazaré, quando o arcanjo São Gabriel diz: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1,28), Maria responde com um “Sim” generoso e incondicional: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra!” (Lc 1,38). Toda a vida da Santíssima Virgem é um convite ao discipulado, lembrança atuante de seu Filho. Nas Bodas de Caná da Galileia, quando vem a faltar o vinho, ela intercede junto ao seu divino Filho e diz aos discípulos: “Fazei tudo aquilo que Ele vos disser” (Jo 2,5), encorajando-os a seguirem sempre o Senhor.

É a mulher do serviço, da missão, que assim que recebe a notícia que Isabel, sua parenta, também está grávida sai apressadamente para socorrê-la em suas necessidades. A Virgem Maria guia sua vida pelo Evangelho. Ela reproduz em sua fala o projeto de Jesus. Quando Ela canta o Magnificat, ecoa o projeto de vida do Senhor. É plena discípula, pois compreende que o intento de Jesus é continuado pela Igreja. Unida aos apóstolos, Maria age como Igreja que se origina para continuar a missão de Jesus, ela mantém o grupo unido à espera do Espírito Santo em Pentecostes, “… perseveravam na oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus…” (At 1,14).

É a mulher que está de pé junto à cruz de seu Filho, a Virgem Dolorosa, mesmo com o coração dilacerado de dor, cumprindo-se a profecia do velho Simeão que uma espada de dor haveria de transpassar-lhe a alma. Ela não se desespera, mas confia em Deus. No Calvário, onde Jesus se doa totalmente, derrama seu sangue por amor a cada um de nós, Ele faz a grande consagração da humanidade à Virgem Maria: “Mulher, eis aí o teu filho” (Jo 19,26) e ao discípulo amado, representando a cada um de nós: “Eis aí tua mãe” (Jo 19,27). Ela toma o seu divino Filho nos braços na sexta-feira da paixão, mas se alegra três dias depois com a Ressurreição do fruto de seu ventre. Ao longo de sua vida, nem sempre entende os desígnios de Deus, porém guarda-os em seu coração. Ela aprende com os fatos da vida, acolhe de maneira ativa a Palavra em seu coração, produzindo frutos na fé. Maria é exaltada não apenas por sua maternidade física, mas porque ouve a Palavra de Deus e a coloca em prática – “Felizes antes são os que ouvem a Palavra de Deus e a praticam” (Lc 11,28). A Santíssima Virgem viveu intimamente com o Senhor e cooperou de maneira singular na obra de salvação.

Na Tradição da Igreja, através dos quatro dogmas marianos: Maternidade Divina, Virgindade Perpétua, Imaculada Conceição e Assunção, Maria demonstra que ao encarnar a Palavra de Deus, o discípulo é capaz de gerar a vida. Maria ensina os fiéis a viverem num caminho de pureza, reconhecendo o valor da castidade, conduzindo-os a um amor maior ao Senhor e aos irmãos. A Imaculada é para os cristãos um auxílio na resistência ao pecado e um incentivo a viverem como redimidos por Cristo. A Assunção destaca o poder de Cristo sobre a criação e declara o destino sobrenatural e a dignidade do corpo humano, chamado pelo Senhor a tornar-se instrumento de santidade e a participar na sua glória. Maria entrou na glória, porque ouviu o seu Filho. A exemplo de Maria, o cristão aprende a descobrir o valor do próprio corpo e a preservá-lo como templo de Deus, na expectativa da Ressurreição.

Maria é Mãe dos cristãos na fé e o seu perfil devocional deve ser cultivado de modo que a relação com ela deve estar viva, uma vez que ela está mais próxima de Jesus e também de nós. Maria possui um papel singular na obra da salvação. Há uma profunda relação entre Ela e a Igreja. O Concílio Vaticano II apresenta Maria como membro da Igreja. Ela é membro supereminente e singular, todavia é também membro dessa Igreja. Maria supera sua dimensão histórica e abre-se a dimensão universal da humanidade. Desde o início da Igreja, na comunidade primitiva, Maria anima os fiéis com sua presença e seu testemunho de vida. Maria ensina os seres humanos a viverem em comunhão e unidade, promovendo a paz.

Nossa Senhora é vista como a realização plena da nova humanidade, que responde ao chamado de Deus, tornando-se uma forma de esperança para todos os seres humanos. Ela antecedeu a entrada de Jesus Cristo na história da humanidade e a partir do mistério da Encarnação é que a história da humanidade ingressou na plenitude dos tempos – “Quando, porém, chegou à plenitude dos tempos, enviou Deus o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei, para resgatar os que estavam sob a Lei, a fim de que recebêssemos a adoção filial. E porque sois filhos, enviou Deus aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: ‘Abba’, Pai! De modo que já não és escravo, mas filho. E se és filho, és também herdeiro, graças a Deus” (Gl 4,4-7).

A Virgem Maria exorta o seu povo a confiar plenamente em Deus, pois ela mesma vive a esperança em sua vida, é filha amada e amparada por Ele. Ela sempre conservou a esperança no cumprimento das promessas messiânicas de Jesus, mesmo nos momentos mais críticos de sua vida. Maria ensina a confiar e esperar em Deus, abandonando-se às promessas do Senhor. Ensina, também, a sair em missão em busca dos que sofrem por estarem longe do caminho proposto por seu Filho ou ainda aqueles que sofrem por dependerem de outros que ainda não acolheram o Evangelho, a Boa Nova de seu Filho Jesus.

 

 

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