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Diocesanas, Notícias › 09/05/2017

Ano jubilar da Renovação Carismática Católica: 50 anos de graça

 

O final de semana de 17 a 19 de Fevereiro de 1967, também conhecido como final de semana de Duquesne (Pittsburgh, Pensylvania, EUA), marca o surgimento da Renovação Carismática Católica (RCC) e que rapidamente se espalhou por todos os continentes.

No início da década de 1970, a RCC se fazia presente no Brasil e pela metade desta mesma década já presente em Osasco. Atualmente o movimento tem mais de 20.000 (vinte mil) grupos de oração espalhados pelo Brasil e mais de 180 (cento e oitenta) na Diocese de Osasco.

O ano jubilar, que indica júbilo e alegria, tem essa característica de alegrar-se na presença de Deus pelas maravilhas realizadas nestes últimos 50 anos, celebrar os grandes feitos de Deus e ao mesmo tempo lançar um olhar sob o presente, agora iluminado por esses anos de discernimento e amadurecimento, para lançar planos para os tempos vindouros.

Durante este período, muitos frutos podem ser destacados: um culto renovado ao Deus Espírito, os carismas como realidades essenciais na vida Igreja, colaborou de forma ativa no desejo do Concílio Vaticano II na renovação da Igreja, o empenho no diálogo ecumênico com outras denominações cristãs.

Na vida dos fiéis, os frutos do Espírito Santo, graças a sua pertença a Igreja Católica pela RCC foram ainda mais nítidos: conversão interior radical e transformação profunda da vida, compreensão e aceitação dos mistérios de Deus e seu plano de salvação, novo compromisso pessoal com Cristo, gosto pela oração pessoal e comunitária, amor ardente à Palavra de Deus, busca viva dos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia, amor verdadeiro e autêntico à Igreja e às suas instituições e ao Santo Padre, entrega generosa ao serviço dos irmãos nas Comunidades Eclesiais, força divina para dar testemunho de Jesus em todas as partes: família, trabalho, comunidades, sociedade, politica, etc.

Um ponto que vale a pena ressaltar como fruto maduro da caminhada da Renovação Carismática são as diversas formas de agregações e movimentos sensíveis a ação do Espírito Santo: milhares de comunidades de Vida e/ou Aliança espalhadas pelo mundo afora são um exemplo claro dessa vitalidade do Espírito. No Brasil, além de expressões como Canção Nova e Shalom, as mais conhecidas, milhares estão espalhadas pelo território nacional e atuando nas mais diversas ações sociais. Estas novas comunidades se tornaram rapidamente um oásis para muitos fiéis que podem viver o seguimento a Jesus de forma mais próxima e plena.

O empenho do movimento na formação de seus membros através de uma formação completa e permanente, a motivação para a descoberta de sua vocação, sem excluir a vocação sacerdotal e religiosa, tem ajudado de forma concreta muitos jovens a se realizarem plenamente e também contribuído com muitas ordens religiosas e seminários no florescer há muito tempo não visto de novas vocações.

Além disso, a Renovação Carismática Católica despertou nos fiéis um forte desejo de evangelização por meios de todos os setores, principalmente utilizando os meios de comunicação: rádio, jornais, revistas, televisão e WEB (incluindo todas as redes sociais). Por esses e tantos outros motivos, há muito que celebrar neste ano jubilar.

É também um tempo propício de renovação espiritual para se viver com intensidade e empenho a vontade de Deus e esta vontade pode ser conhecida, de modo especial, pela fala de todos os Papas a respeito da Renovação Carismática Católica. É o ano da graça para reafirmar a identidade carismática, que tem seu fundamento no batismo no Espírito Santo e seus desdobramentos e viver plenamente a vontade de Deus, respondendo as necessidades de tantos homens e mulheres que precisam pelo Espírito Santo declarar que Jesus é o Senhor.

Um exemplo claro de como a RCC vem conquistando seu espaço, é o testemunho que o Papa Francisco deu aos participantes do 37º Encontro Nacional da Renovação em 01 de Junho de 2014 no Estádio Olímpico, onde declarou que no início não gostava muito da Renovação Carismática e a compara a uma escola de samba. Depois como Assistente Espiritual da Renovação, nomeado pela Conferência Episcopal, declarou que mudou sua opinião e vê a Renovação como uma corrente de graça para toda a Igreja, como uma grande orquestra, necessária para a harmonia da música, ou seja, da Igreja. Vê a Renovação Carismática como uma grande força para o anúncio do Evangelho, na alegria do Espírito Santo.

Nesta mesma ocasião, o santo padre, disse esperar que a Renovação Carismática partilhasse dessa graça que é o batismo no Espírito Santo, com toda a Igreja. Recordou que o fundamento da Renovação é a adoração a Deus, procurando a santidade na nova vida do Espírito Santo e sendo dispensadores da graça de Deus numa Igreja em estado permanente de saída.

Jovens que participavam do retiro em Duquesne (Pittsburgh, Pensylvania, EUA – 1967)

Um rápido olhar nestes 50 anos da Renovação, vemos claramente o cumprimento da oração São João XXIII que pedia “digne-se o Divino Espírito escutar da forma mais consoladora a oração que sobe a Ele de todas as partes da terra. Que Ele renove em nosso tempo os prodígios como de um novo Pentecostes”. Depois o cumprimento da oração de Paulo VI, em 1974, “Oxalá o Senhor aumente ainda mais a chuva de carismas para tornar fecunda, formosa e maravilhosa a Igreja, e capaz de impor-se até à atenção e ao estupor do mundo profano, do mundo laicizante.” Esses dois pedidos também podem ser celebrados como frutos dos 50 anos da Renovação sobre a face da terra.

O papel da RCC que celebramos continua sendo o mesmo que a fez surgir na Igreja, que de acordo com as palavras de São João Paulo II, pedindo aos membros da Renovação Carismática para que “nesse tempo, ávido de esperança, fazei com que o Espírito Santo seja conhecido e amado. Assim, ajudareis a fazer que tome forma àquela cultura do Pentecostes, a única que pode fecundar a civilização do amor e da convivência entre os povos. Com insistência fervorosa, não vos canseis de invocar: ‘Vem, ó Espírito Santo! Vem! Vem!’”.

“Vida longa aos carismáticos” (São João Paulo II) é o que desejamos a toda a Renovação Carismática Católica nesse ano jubilar.

Célio Mendes Pereira – Comunidade Kénosis

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