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Ano do Laicato: Leigo, vocação de anunciar e santificar!

Foto: A Pastoral da Criança, com a ajuda de voluntários, atua na comunidade dando orientação e acompanhamento às famílias sobre nutrição e ações básicas de saúde. CREDITO Ir. Leticia, MJS

A Igreja vive dessa magnífica vocação: a vocação leiga é expressão de Cristo ao próximo, por meio do Sacramento do Batismo, impulsionada pela graça do Espírito Santo. Nesse sentido, não se pode “fechar” os olhos, é preciso, antes, abri-los para enxergar os leigos como protagonistas da ação dos frutos da evangelização. É com eles que a Igreja parte para sua sublime missão de levar Jesus Cristo “a todos os povos”. Basta ouvir a voz da Igreja Cf. LG, 51, dizendo que o conjunto dos fiéis é chamado por Deus a contribuir, do interior, à maneira de fermento, para a santificação do mundo, por meio do cumprimento do próprio dever, guiados pelo espírito evangélico.

Além disso, São Paulo escrevendo aos Romanos nos fala: “em Cristo somos um único corpo” (Rm 12, 4-5), é, portanto, nessa unidade entre os ministros ordenados e os leigos que vamos, de fato, atingir o objetivo do anúncio do Evangelho. A vocação leiga é a base da Igreja, nela mostra suas ações de fé, de fraternidade e temporalidade, convidando a ser palavras vivas no mundo e a fazê-lo de maneira eficaz.

A grande forma de evangelizar, então, é abraçar a vocação, de modo a ser portador da palavra, levando a Igreja ao diálogo. O catecismo apresenta uma grande diretriz sobre a vocação leiga: “Os fiéis leigos estão na linha mais avançada da vida da Igreja: graças a eles a Igreja é o princípio vital da sociedade humana. Por isso, especialmente, eles devem ter uma consciência sempre mais clara, não somente de pertencerem à Igreja, mas de ser Igreja, isto é, a comunidade dos fiéis na terra sob a direção do chefe comum, o Papa, e os bispos em comunhão com ele. Isso é a Igreja” (Cf. CCC, § 899).

É essa comunhão que une e faz Igreja plena em Jesus. A vocação leiga é ser Igreja, viver pela Igreja e viver com a Igreja. E, como Igreja, deve-se olhar para as exigências sociais que os cercam, enxergar onde elas estão e descobrir o novo que nasce para, com a graça de Deus, tornar o rosto de Cristo visível aqui na terra.

Afinal, hoje a sociedade necessita de cristãos leigos que amem o que fazem e que levem suas experiências com Cristo a todos à sua volta. Falta alegria no que se faz! Mostrar a vocação de leigo, que é ser amor de Deus ao próximo, fará transparecer a face de Jesus à sociedade, levando a verdade e a justiça na política, na educação, na saúde, ou seja, em todo lugar, sendo verdadeiramente sal e luz.

Não dá para ficar indiferente às injustiças e não levar à comunidade a esperança do amor que brota e que vem de Cristo. O mundo está à frente! E de acordo com a missão de batizados, têm-se os fundamentos a serem utilizados: a Sagrada Palavra de Deus, a verdade e o amor em vista de um mundo melhor, uma sociedade justa e uma Igreja mais Santa.

De tal modo ainda, o Santo Padre, o Papa Francisco, nos exorta na Evangelii Gaudium: Saí para evangelizar, a Igreja clama por vós! Sair para ir ao encontro do outro, o que atrai e une em Cristo Jesus, pois: “os leigos exercem sua missão profética também pela evangelização, isto é, pelo anúncio de Cristo Jesus feito por meio do testemunho de vida e pela palavra; nos leigos, esta evangelização adquire características específicas e eficácia peculiar, pelo fato de se realizar nas condições comuns do século” (Cf. CCC, § 905).

De fato, a própria vocação é viver o Batismo para o caminho da santificação, é anunciar e colaborar com uma civilização do amor, na responsabilidade de povo de Deus, fiel aos seus ensinamentos. De tal maneira que não há vocação inferior, todas são para a busca da salvação e da santificação. Por isso, a vocação leiga é ser a face de Cristo no meio da humanidade. E que cada um abrace o seu apostolado para brotar em verdadeiras e frutuosas vocações, uma vez que todos são chamados à santidade!

Afinal, hoje o que precisa dos cristãos leigos?

A amar o que fazem e levar o testemunho das experiências de fé! Entender a vocação batismal, que é o anúncio e o apostolado, ser amor de Deus ao próximo, transparecer o rosto de Cristo nos ambientes que o cercam, levando a verdade e a justiça na política, na educação, na saúde, na família, ou seja, em todo lugar, sendo verdadeiramente sal e luz. Não dá para ficar indiferente e sim levar a fé, esperança e amor nas periferias existenciais. O mundo está à frente! E de acordo com a missão de batizados, têm-se os fundamentos a serem utilizados: a Palavra, verdade e o amor em vista de uma sociedade melhor, e justa e uma Igreja mais santa. Portanto, deixamos uma pergunta para meditar em suas orações e ação. Entendendo que o leigo tem sua identidade no múnus batismal, o que estamos fazendo no nosso apostolado? Estamos anunciando a verdade do evangelho juntamente com a Igreja? Como leigo estou exercendo o meu papel de santificar? O que tenho feito na busca da santidade?

Seminarista Diego Medeiros

Fonte: BIO - Boletim Informativo de Osasco