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A missão: por que não?

Foto: L'Osservatore Romano. Durante a assembleia da POM, o papa declarou outubro de 2019, o mês extraordinário de oração e reflexão sobre a missão.

Estimados leitores do BIO, chegamos ao último texto da série sobre a missão, já encontramos na Santíssima Trindade a fonte para todo agir missionário, também reconhecemos que a missão é parte essencial da natureza da Igreja, agora é a hora de nos questionar sobre a nossa atuação como agentes da Boa Nova.

“Ide, pois, fazei discípulos meus todos os povos” (Mt 28,19)

Quem são os destinatários deste mandato de Jesus Cristo? Quem o Senhor envia para anunciar sua obra de salvação? Quem são os agentes de dilatação do Reino de Deus neste mundo? Diante do belo testamento deixado por Jesus no final do Evangelho segundo Mateus, é realmente necessário se fazer todos os questionamentos acima listados.
O destinatário principal do mandato de Jesus é a Igreja, Esposa de Cristo, que tem o dever de anunciar, até o fim dos tempos, com seu exemplo e com a sua palavra, a fé que recebeu. De modo especial receberam essa missão os sucessores dos Apóstolos, pois neles recai o poder de ensinar com autoridade.

O Doc 105 da CNBB é o documento de estudo para o Ano do Laicato (2018-2019)

 Por sua vez, Dom Leonardo Ulrich Steiner, Secretário-Geral da CNBB, na apresentação do Documento Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade (Doc. 105), diz que “Os cristãos leigos e leigas receberam, pelo Batismo e pela Crisma, a graça de serem Igreja e, por isso, a graça de serem sal da terra e luz do mundo (Mt 5,13-14)”. O Documento 105 enfatiza que o anúncio do Evangelho a todos os povos e a todos âmbitos da vida humana é missão especial dos leigos e leigas (cf. 168), o mesmo afirma o Decreto Ad Gentes: “os leigos colaboram na obra salvífica, ao mesmo tempo como testemunhas e como instrumentos vivos” (Ag 41).

Por fim, querido leitor, é necessário fazer ressoar em seu coração o apelo de Cristo para ir anunciar o Evangelho, tomar consciência que pelos Sacramentos da Iniciação Cristã, todos são responsáveis por dar testemunho de Jesus, anunciando a chegada do Reino de Deus e convidando a conversão. Mas, uma pergunta ecoa: como ser missionário? O primeiro passo para ser realmente missionário se faz através de um encontro real e impactante com Jesus Cristo, deixando com que o amor de Deus impregne todas as áreas da vida; o segundo passo é ir ao encontro do outro. Este “ir ao encontro do outro” começa dentro da própria família, passando pelos meios sociais em que se convive (trabalho e estudo) e por fim se engajando nas diversas pastorais, movimentos e associações que existe no seio da Igreja. Como já dizia São Francisco de Assis: “Pregue o Evangelho a todo tempo. Se necessário, use palavras”, a pregação do Evangelho começa com a mudança de atitudes, pelo testemunho daquele que realmente tem em si os “mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus” (Fl 2,5).

Papa Francisco convoca para outubro de 2019: mês de oração e reflexão sobre missão Ad Gentes 

 “No espírito do ensino do Beato Paulo VI, desejo que a celebração dos 100 anos da Maximum Illud, no mês de Outubro de 2019, seja um tempo propício a fim de que a oração, o testemunho de todos os santos e mártires da missão, a reflexão bíblica e teológica, a catequese e a caridade missionária contribuam para a evangelização, antes de mais, da Igreja, por forma a ela, uma vez encontrada a frescura e o ardor do primeiro amor pelo Senhor crucificado e ressuscitado, possa evangelizar o mundo com credibilidade e eficácia evangélica.” (Discurso aos participantes da Assembleia das Pontifícias Obras Missionárias 2017)

Papa Francisco e a missão Ad Gentes

A dimensão missionária, que pertence à própria natureza da Igreja, é intrínseca a todas as formas de vida consagrada, e não pode ser negligenciada sem deixar um vazio que desfigura o carisma. A missão não é proselitismo ou mera estratégia; a missão faz parte da “gramática” da fé, é algo imprescindível para quem escuta a voz do Espírito que sussurra “vem” e “vai”. Quem segue Cristo se torna missionário e sabe que Jesus «caminha com ele, fala com ele e respira com ele. Sente Jesus vivo junto com ele no compromisso missionário» (EG,266).

Os diáconos Rafael Santana e Dênis Mendes (da esquerda para a direita) receberão o envio para a Missão em Pemba na Missa Diocesana dos Santos Óleos, no dia 28 de março, na Catedral.

A missão é ter paixão por Jesus Cristo e ao mesmo tempo paixão pelas pessoas. Quando nos colocamos em oração diante de Jesus crucificado, reconhecemos a grandeza do seu amor que nos dá dignidade e nos sustenta; e no mesmo momento percebemos que aquele amor que parte de seu coração transpassado se estende a todo o povo de Deus e a toda a humanidade; e assim sentimos também que Ele quer servir-se de nós para chegar cada vez mais perto de seu povo amado (cf. ibid., 268) e de todos aqueles que o procuram de coração sincero. No mandamento de Jesus: “ide”, existem cenários e sempre novos desafios para a missão evangelizadora da Igreja. Nela, todos são chamados a anunciar o Evangelho por meio do seu testemunho de vida; e os consagrados, especialmente, são convidados a ouvir a voz do Espírito que os chama para ir rumo às grandes periferias da missão, entre as pessoas que ainda não receberam o Evangelho. (Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões de 2015)

Assista ao vídeo do convite para a missa de envio, gravado pelos díaconos Dênis e Rafael. Clique aqui

Fonte: Diácono Dênis Mendes