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Diocese de Osasco

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Voz do Pastor › 14/02/2019

Visitar é estreitar os laços de fraternidade e comunhão

Estamos bem próximos da celebração dos 30 anos da Diocese de Osasco. A data do decreto de São João Paulo II é 15 de março, porém a instalação definitiva se deu em 1º de maio. Nossa tradicional romaria ao Santuário de Aparecida terá, neste ano, o brilho especial de coroar um ano jubilar. O ano precedente, 2018, contou com diversas iniciativas para preparar a festa do jubileu, entre elas as Visitas Pastorais, realizadas em todas as matrizes paroquiais. De abril a dezembro todas as matrizes paroquiais foram visitadas pelo bispo diocesano. Todos os párocos e secretarias paroquiais receberam o bispo. O clero regional celebrou junto com o bispo na abertura e encerramento da visita, e em outros momentos escolhidos. Os grupos mais importantes de evangelização, os conselhos, pastorais e movimentos tiveram oportunidade de encontrar e dialogar com o bispo, com proximidade e liberdade. Gostaria de pontuar alguns aspectos em vista da continuidade do nosso trabalho diocesano, colhendo os frutos desse intenso itinerário realizado.

Visitar fortalece a comunhão

É certo que nos tempos de hoje temos grande facilidade nas comunicações. O telefone, a internet, as reuniões e planejamentos, tudo isso ajuda a estarmos unidos e informados sobre a vida paroquial. Mas a visita do bispo sendo acolhido com alegria, podendo falar diretamente com as lideranças, com os padres, com os leigos, é insubstituível. As visitas foram preparadas com muita expectativa e dedicação; e o povo, mesmo em horas inadequadas, se esforçou por estar presente, participar e mostrar sua alegria. Do diálogo formal, das apresentações preparadas, passava-se aos lanches e conversas informais, não raro com “selfies” e risos. Também as dificuldades apareciam no diálogo, nas queixas, no relato das carências. Há muito que caminhar, compreender e esperar. Mas no geral as visitas fizeram crescer os laços de comunhão, o que me parece ser o fruto mais importante.

Primeira assembleia da Região Itapevi, em abril de 2018.

 

Nove regiões, maior proximidade

A visita foi realizada por regiões pastorais. Este foi um passo positivo que permanecerá para sempre. Desde a primeiro esboço das visitas, foi pensado que deveriam ser por grupos de paróquias. Eram seis as regiões pastorais, algumas muito grandes, e por isso se pensou em repartir as regiões maiores somente para a visita. Porém a nova divisão foi logo acolhida como formação de três novas regiões pastorais e, consequentemente a eleição de novos coordenadores, equipes executivas e representantes das diversas atividades pastorais como novas regiões. As visitas pastorais ofereceram ocasião para solidificar esse novo quadro, incentivar o planejamento regional e criar mais interação entre as regiões e a coordenação diocesana. É possível ver já os frutos dessa nova configuração.

Secretarias, administração, planejamento pastoral

O tempo dedicado a cada Paróquia, necessariamente breve para que todas fossem visitadas no mesmo ano, exigiu e vai exigir um pouco mais de trabalho prévio e posterior às visitas: os atendentes paroquiais participaram, por região, dos encontros com o chanceler do bispado. Receberam orientações e tiraram dúvidas. Mas ainda persistem muitos pontos a serem ajustados. Isso deverá acontecer aos poucos. Há livros de Registro que precisam ser completados, Livro Tombo com grandes lacunas, pendências que podem ou não ser sanadas. Na parte administrativa muito se caminhou e conseguimos hoje maior exatidão e presteza nas informações. Nesse ponto, as exigências da nova legislação do governo, que pareciam absurdas, tiveram um efeito benéfico. Ouvi várias vezes, de padres e de leigos, que “a Igreja estava virando uma empresa, com tantas exigências”. Hoje os próprios padres, atendentes e conselhos paroquiais já percebem que esse esforço compensa, e acaba sendo vantajoso também no sentido da comunhão eclesial. Também o planejamento pastoral das paróquias foi uma ferramenta útil e necessária. Temos ainda que aperfeiçoar esses recursos, porém, os passos dados foram importantes.

A Igreja em estado de missão

Em cada região, um dia foi dedicado a uma jornada missionária. Missionários inscritos anteriormente, preparados pelo COMIDI, saíam de manhã pelas casas, visitando uma área previamente escolhida e preparada, levando a Palavra, a bênção, a atenção fraterna. Voltavam no fim da tarde cansados, porém, felizes, relatando os prodígios realizados na missão. Para muitos, foi esta a primeira experiência missionária. Daí a surpresa do povo por ser uma missão “católica” e os relatos da boa acolhida, mesmo em casas de evangélicos e não crentes. Em todas as regiões ficou registrado o desejo de repetir a experiência em outras áreas, e esse é o desejo mesmo da Igreja: que estejamos em permanente estado de missão.

Crianças da Casa Jesus Amor, em Alumínio, homenageiam D. João.

Olhando para o futuro

As visitas pastorais ocorrem a cada cinco anos, é norma canônica. Porém a modalidade pode ser variada e adaptada à realidade presente. Qual será, pois, a continuidade que daremos e como obter melhores frutos das sementes lançadas. Podemos recomeçar as visitas, contemplando mais as comunidades que não foram visitadas, revendo os pontos que ficaram pendentes, focando alguns pontos específicos como a vida pastoral, reformas e manutenção, iniciativas regionais. São ideias a ser desenvolvidas junto com a preparação do novo Plano Diocesano de Pastoral, que começa a ser elaborado a partir das novas diretrizes da CNBB.

Ideias não faltam, necessidades também não. Que o Senhor nos dê constância e ânimo na caminhada.

Dom João Bosco, ofm
Bispo Diocesano de Osasco

 

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