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10 atitudes para viver com consciência e cidadania e compromisso político cristão

 

Dom João Bosco, na edição do mês de abril do jornal diocesano de Osasco, o BIO, falou sobre as 10 atitudes para viver com consciência e cidadania o compromisso cristão com a atividade política.

  1. Tanto os candidatos como as comunidades tenham consciência de que para os cristãos leigos, a vida política é um espaço da prática da caridade, chamada aqui de “bem comum”, e não um concurso ou um meio de conquistar status ou vantagens. Esta vocação se configura nas atividades exercidas antes da candidatura e se confirma no exercício mandato, na coerência de vida.
  1. Os partidos representam uma “parte” do pensamento da sociedade. Quando os candidatos surgem em nossas comunidades é necessário que tenham presente que a totalidade da comunidade dos irmãos é maior que o partido, é o espaço onde todos se encontram no amor. Quando todos se encontram em Cristo não há divisão no corpo da Igreja, que é mãe de todos, e deve acolher as diferenças em verdadeira unidade.
  1. Muito se pensou em um “partido apoiado pela Igreja”, “candidato da Igreja”, “bancada católica”, e outras versões. Isso nunca deu certo. Outros grupos cristãos o fazem, e tiram muito proveito, mas esse objetivo, para nós, não se justifica.
  1. A Igreja é uma família, onde algo une a todos e não permite que as diferenças se tornem divisões.  Quando há diversos candidatos disputando os mesmos votos, a comunidade precisa estar atenta e considerar o dom da unidade como um valor que está acima de toda diversidade. Quem nos une num só corpo é Jesus Cristo.  Nele, e no seio da Mãe  Igreja, todos os filhos de unem.
  1. A comunidade deve acompanhar os eleitos no exercício de seu mandato.  E ao candidato cabe deixar-se acompanhar em todo o tempo, e não só na proximidade das eleições seguintes.  Acompanhar não é cobrar vantagens nem favores.  É saber se o critério do bem comum continua orientando o eleito e dando frutos no decorrer do mandato. Isso será o documento mais importante para que a comunidade continue apoiando o irmão  vocacionado para a política.
  1. A nossa Igreja não adota partidos nem apresenta candidatos.  Como mãe de todos, ela acolhe a todos, cuida, alimenta, corrige com os critérios do evangelho. Todos aqueles que usam o microfone da Igreja, os padres, ministros, lideranças, todos devem respeitar esse preceito de não mostrar-se favoráveis a esta ou aquela ideologia, partido, ou candidato. Não significa que a Igreja está “em cima do muro”. Essa expressão odiosa quer dizer: não assumir posição para ter vantagem dos dois lados. A Igreja, ao contrário, se mantem livre para garantir o espaço da liberdade e a consciência de cada um dos irmãos. Qualquer uso das dependências da Igreja e salões paroquiais, ou mesmo um debate entre candidatos, pode ser realizado, desde que em condições iguais para todos os partidos ou candidatos.
  1. Deve um candidato deixar o ministério ou serviço na Igreja durante o período da campanha? Na realidade, não há incompatibilidade entre exercer um ministério leigo e ser candidato a um cargo eletivo. No entanto, a regra deve ser a prudência e o árbitro deve ser o pároco. Se um candidato deixa de exercer por um tempo alguma função de maior evidência, para não causar conflitos, ou evitar qualquer aparência de uso da Igreja a serviço da campanha, é um sinal de maturidade e respeito para com a comunidade eclesial.
  1. Os padres devem cuidar, em sua linguagem, para manter-se isentos de qualquer ligação com partidos e candidatos. Sua missão mais importante é estar a serviço da comunhão. Isso vale também para as suas manifestações em redes sociais e encontros fora dos microfones. Há muito que dizer aos fiéis, em termos de conscientização, valores da cidadania, direitos e deveres na vida política, fazendo Política maior, sem resvalar em partidarismo.
  1. Já está consolidada a consciência de que o voto não se compra, não se vende, não se troca por favores de nenhuma espécie. É lei. No entanto a tentação continua grande, e tanto mais imoral quanto mais disfarçada. A comunidade deve ser intransigente com essa prática, inclusive denunciando eventuais casos de compra de votos, quando há provas.
  1. A consciência de cada um é a última instância de decisão quanto às escolhas eleitorais. Formar a consciência dos fiéis é um dever da Igreja. A leitura atenta das cartilhas, notas e pronunciamentos oficiais da CNBB e outros materiais formativos, facilita essa conscientização. Esse material deve ser colocados à disposição dos grupos, pastorais e movimentos, na ocasião do cumprimento de nossas obrigações como cidadãos.