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Diocese de Osasco

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BIO, Destaques, Diocesanas, Notícias › 18/10/2019

São João Paulo II, o “Apóstolo da Misericórdia”

São João Paulo II foi aclamado copadroeiro da Diocese de Osasco na 15ª Romaria ao Santuário de Aparecida, ocasião em que se comemorou o Jubileu de 30 anos da instalação da Diocese de Osasco, no dia 01 de maio de 2019.

O testemunho dos santos, o testemunho de São João Paulo II

 O 2º prefácio para missas de memórias dos santos louva a Deus que, “pelo testemunho admirável dos Santos, aumentais e fortaleceis sempre a vossa Igreja e nos dais provas evidentes do vosso amor. O exemplo dos Santos nos estimula e a sua intercessão nos ajuda a celebrar os mistérios da salvação”. Os santos, aos testemunharem com a vida que Deus se revela aos seres humanos e os salva por seu muito amor, colaboram e convidam os fiéis a unirem-se ao Senhor também pelo amor, sempre recordando seu plano salvífico.

Testemunha fiel desse amor de Deus é São João Paulo II, papa que marcou a conclusão do século XX, pastoreando a Igreja no início do 3º milênio, período em que criou a diocese de Osasco – junto com outras 3 dioceses do estado de São Paulo- pela bula pontifícia Coram Ipsimet, em 15 de março de 1989, confiando a nova Igreja Particular ao pastoreio de Dom Francisco Manuel Vieira.

 

Na comemoração dos 30 anos a diocese ganha um copadroeiro

Por ocasião das comemorações dos 30 anos de criação da Diocese, a Catedral de Santo Antônio recebeu, no dia 08 de março de 2019, um grande número de diocesanos (clérigos, consagrados e fiéis leigos), unidos ao Bispo Diocesano Dom Frei João Bosco, para aclamar São João Paulo II como co-padroeiro da Igreja jubilar.

O testemunho dos santos é de salutar importância para a vida cristã, pois estes já contemplam a Deus no céu, de tal modo que nós, que ainda peregrinamos sobre a Terra devemos tomar deles seus exemplos, sobretudo porque souberam em sua vida cotidiana buscar a presença do Senhor, sendo seres humanos passíveis de tudo quanto é humano, as paixões, sofrimentos e tentações, mas diante dessas contaram sempre com o auxílio da graça de Deus.

Exemplos de vida totalmente entregue a Deus, os santos devem ser venerados, pois, ao venerá-los, reconhecemos que tudo o que de bom fizeram foi por obra de Deus. Também podemos invocá-los como intercessores, a fim de alcançarmos as graças de que precisamos, já que membros do Corpo de Cristo não fazem outra coisa senão unir nossos pedidos ao corpo místico de Cristo. A imitação das virtudes de um santo deve ser o principal motivo de uma devoção sadia, visto que os santos buscaram imitar a Jesus Cristo.

 

Missa de Comemoração dos 30 anos da instalaçao da Diocese de Osasco. Crédito: Pascom Catedral

São João Paulo II: um santo do nosso tempo

 Acolher São João Paulo II como co-padroeiro impele a nós diocesanos, que já temos por esse santo Papa especial carinho, a venerar, invocar e imitar ainda mais o exemplo de tão ilustre servo do Senhor, a quem nós, os brasileiros, chamamos carinhosamente de “João de Deus”. A fim de aumentar nossa devoção, nos aproximemos agora de alguns episódios da vida de nosso co-padroeiro: Karol Józef Wojtyla ou Lolek (como era chamado pelos amigos). Nasceu em 18 de maio de 1920, na cidade de Wandowice, Polônia, distante 50 KM da capital Cracóvia, filho de Emilia e Karol Wojtyla. Ainda aos nove anos Lolek perdeu sua mãe, que já sofria com a frágil saúde. Diante da morte da mãe, o pai Wojtyla, peregrinando com os filhos a um santuário mariano, os fez lembrar que “a Virgem Maria cuidaria deles até o dia em que pudessem estar juntos da mãe no céu”. Talvez essa recomendação do pai tenha marcado toda a vida de São João Paulo II, dado que seu pontificado foi marcado pela presença de Nossa Senhora. Com uma vida marcada pelo sofrimento, perdeu também seu irmão, Edmund, vítima de uma doença infectocontagiosa, contraída enquanto cuidava de doentes no hospital em que trabalhava.

Na juventude, Karol pôde testemunhar a invasão dos nazistas à Polônia, sendo obrigado a fugir dos bombardeios que ressoaram em sua vida, sobretudo quando ensinava o caminho para paz já quando papa. Mesmo em meio aos perigos não deixava de ir à Missa, bem como honrar com sua atividade profissional, o jovem Karol trabalhava de carregador de calcário triturado e assentando trilhos em uma pedreira. Uma característica desse período de sua vida foi o amor ao teatro (símbolo do heroísmo e resistência do povo polonês, tão marcado e pisoteado por nações vizinhas), em meio à dura realidade de guerra, o que trazia a si e ao seu povo era a esperança de dias melhores.

A vocação ao sacerdócio emergiu em meio a dedicação de Karol ao teatro, sendo percebida por outros. O espírito de sacrifício com o qual seu povo enfrentou as constantes ameaças, o fez perceber a essência do sacerdócio cristão. Decidido por responder ao chamado de Deus, teve que enfrentar as dificuldades de ser formado para tal, já que o regime nazista não queria o aumento do clero. Neste período, um terço do clero polaco foi assassinado. Os seminaristas clandestinos descobertos ganhavam o mesmo fim. As contrariedades para chegar ao ministério não impediram Wojtyla de ser ordenado, o que aconteceu em 1º de novembro de 1946, diante de um pequeno número de familiares. Sua vida sacerdotal foi marcada de intensos trabalhos e estudos, bem como a presença junto aos jovens, dos quais sempre foi próximo. Bispo e depois feito cardeal, sempre serviu à Igreja com imenso amor e abnegação, chegando ao papado em outubro de 1978.

João Paulo II, hoje são João Paulo II, é para a Igreja Católica e, em especial a nós diocesanos de Osasco, exemplo de virtude e amor a Deus, à Igreja e ao próximo. Que sua intercessão nos ajude a trilhar o caminho da vontade do Senhor.

 

Seminarista Jefferson Bezerra de Almeida – 3º ano de Teologia

 

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