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Maria, modelo de discípula para os leigos

Foto: Imagem Internet

O Ano Nacional do Laicato encerrou-se na Solenidade de Cristo Rei do Universo, no dia 25 de novembro. Concluindo nossas reflexões acerca do papel dos leigos na Igreja e na sociedade, falaremos hoje sobre Nossa Senhora, servidora e discípula de Jesus. 

Para compreendermos, em toda a sua grandeza e dignidade, a natureza e missão dos cristãos leigos, podemos dirigir o nosso olhar para Maria. Nela encontramos a máxima realização da existência cristã. Por sua fé e obediência à vontade de Deus e por sua constante meditação e prática da Palavra, ela é a discípula mais perfeita do Senhor. Mulher livre, forte e discípula de Jesus, Maria foi o verdadeiro sujeito na comunidade cristã. Maria é a figura da Igreja. Ela precede todos os caminhos rumo à santidade. Na sua pessoa, a Igreja já atingiu a perfeição. Em Maria, mulher leiga, santa, Mãe de Deus, os fiéis leigos encontram razões teológicas para a compreensão de sua identidade e dignidade no povo de Deus. Maria é membro supereminente e de todo singular da Igreja, como seu tipo e modelo excelente na fé e na caridade (EG, 285-286).

Os cristãos leigos, homens e mulheres, são chamados antes de tudo à santidade. Se nem todos são chamados ao mesmo caminho, ministérios e trabalhos, todos, no entanto, são chamados à santidade. Os cristãos leigos se santificam de forma peculiar na sua inserção nas realidades temporais, na sua participação nas atividades terrenas. Santificam-se no cotidiano, na vida familiar, profissional e social.

É para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5,1). O cristão leigo é verdadeiro sujeito na medida em que cresce na consciência de sua dignidade de batizado. O cristão leigo também cresce em sua consciência de sujeito quando descobre que sua liberdade, autonomia e racionalidade não são apenas características de cada ser humano maduro (EG, 287).

Os cristãos leigos são embaixadores de Cristo. E participam do pleno direito na missão da Igreja e tem um lugar insubstituível no anúncio e serviço do Evangelho. Para uma adequada formação de verdadeiros sujeitos maduros e corresponsáveis para a missão, é necessário que a liberdade e autonomia se desenvolvam não no fechamento ou na indiferença, mas na abertura solidária aos outros e às suas realidades.

No âmbito da Igreja há muitos espaços nos quais os cristãos leigos exercem o seu ser e seu agir cristão. Assim como Deus é Um na diversidade das três pessoas, também a Igreja é unidade na diversidade. O mesmo Espírito divino que garante a comunhão na mesma fé e no mesmo amor, em um só Senhor e em um só Batismo (Ef 4,5), suscita também a diversidade de dons, carismas e serviços e ministérios no interior da Igreja. A diversidade de dons suscitada pelo Espírito possibilita respostas criativas aos desafios de cada momento histórico.

Por fim, a atuação cristã dos leigos no social e no político não deve ser considerada ministério, mas serviço cristão ao mundo na perspectiva do Reino assim como Maria o fez, servidora do Reino. A participação consciente e decisiva dos cristãos em movimentos sociais, entidades de classe (sindicatos), partidos políticos, conselhos de políticas públicas e outros, sempre à luz da Doutrina Social da Igreja, nos caminhos da Palavra. Um dos grandes desafios que a Igreja tem pela frente, nesta geração, é promover, em todos os fiéis, o sentido de responsabilidade pessoal pela missão da Igreja e torná-los capazes de cumpri-la como discípulos missionários, sendo fermento do Evangelho no nosso mundo.

Diácono Diego Medeiros

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Fonte: http://www.diocesedeosasco.com.br/banca