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Formação Permanente: Solenidade de Pentecostes

Foto: Óleo sobre tela por Jean li Restout (1692-1768, France)

“Sucederá nos últimos dias, diz Deus, que derramarei do meu Espírito sobre toda carne. Sim, sobre meus servos e minhas servas derramarei do meu Espírito” (At 2, 17-18).

Passados cinquenta dias depois da Páscoa, a promessa de Deus se realizou. Após a Ascensão de Cristo aos céus para reinar à direita de Deus Pai, o Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos e Nossa Senhora, quando estavam reunidos naquele mesmo lugar, o Cenáculo em Jerusalém. Aconteceu no dia de Pentecostes, que era uma das festas judaicas, antes chamada “Festa da Colheita”, onde os judeus ofereciam as primícias do pão feito com o trigo da nova colheita. Pentecostes significava também festa da renovação da Aliança: os Dez Mandamentos entregues a Moisés sobre o monte Sinai.

No livro dos Atos dos Apóstolos, especificamente nos primeiros versículos do capítulo segundo, temos o grandioso relato da manifestação do Espírito Santo, que, como um “vendaval impetuoso” (At 2, 2), desce sobre aqueles que estavam reunidos no Cenáculo. A partir daquela força extraordinária do céu, o medo que prendia os apóstolos, passa a não mais existir, e “então, línguas como de fogo, que se repartiam e que pousaram sobre cada um deles” (At 2, 3), fazendo-os “ficarem repletos do Espírito Santo” (At 2, 4), deu a coragem necessária e os carismas para assim anunciar Cristo Ressuscitado. E Pedro, o primeiro sumo pontífice, impulsionado pelo Espírito Santo, realiza o seu discurso: anuncia a Boa-Nova e faz o convite à conversão. E aqueles que aderiam a fé em Cristo Jesus eram batizados. Naquele mesmo dia foram cerca de três mil pessoas.

Entretanto, o dia de Pentecostes, foi muito mais do que os nossos olhos enxergam nos textos bíblicos: apenas como uma manifestação de dons e carismas. Neste dia, fim das sete semanas pascais, a Páscoa de Cristo “se realiza na efusão do Espírito Santo, que é manifestado, dado e comunicado como Pessoa Divina” (CIC 731), ou seja, neste dia é revelada plenamente a Santíssima Trindade.

Com a subida de Cristo e a vinda do Espírito Santo, o Reino anunciado por Jesus está aberto aos que creem Nele. Por sua vinda – algo que não cessa – o Espírito Santo faz o mundo entrar nos ‘últimos tempos’, o tempo da Igreja, o Reino já recebido em herança, mais ainda não consumado (CIC 732).

E ao celebrarmos a Solenidade de Pentecostes, que se inicia com a vigília no sábado, temos a oportunidade de viver esse mistério manifestado na Igreja. O dia de Pentecostes é um tempo oportuno que temos para renovarmos o nosso propósito de nos abrir aos dons do Espírito Santo. Pois, os dons, especificamente os sete dons, são necessários para a vida cristã, para o nosso caminho de salvação. É através destes dons que temos a graça de receber os sinais de Deus. Entretanto, se faz necessário uma vida reta, uma vida virtuosa; assim como tantos santos tiveram por meio da ação do Espírito Santo. E esse mesmo Espírito com os seus dons nos dá força para abraçar a nossa cruz.

Seminarista Victor Mascarenhas – 1° Teologia

Fonte: BIO - Boletim Informativo de Osasco