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Formação Permanente: Solenidade de Corpus Christi

Foto: Imagem Internet

Antes de ser entregue aos seus algozes e sofrer a paixão, passar pela morte e ressuscitar, Jesus deu de Si mesmo como alimento aos seus apóstolos: ‘“Tomai, isto é o meu corpo” (…) “Isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, que é derramado em favor de muitos”’ 25(Mc 14,22-23). O Senhor sabia de tudo que haveria de sofrer e sabia que ressuscitaria e depois deveria tomar seu lugar à direita do Pai levando consigo nossa humanidade. Desta forma, para dar-lhes garantia do seu amor, para que os seus não ficassem sozinhos, instituiu este Santíssimo Sacramento e ordenou que os seus apóstolos o tornassem perpétuo. A Eucaristia é, portanto, fruto da augusta caridade de um Deus que não mede esforços para garantir vida feliz aos que ama e de sua doação sem limites que é capaz de dar da sua própria carne como alimento aos seus filhos à semelhança de um pelicano.

Por isso, a Igreja, distribuidora dos dons de Deus, não se cansa de exaltar Aquele que é o Santíssimo Sacramento: Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado. Neste sentido, fervorosamente proclama com as palavras de São Tomás: “Terra, exulta de alegria, louva teu pastor e guia com teus hinos, tua voz!” (Sequência da missa de Corpus Christi). Celebrar o mistério Eucarístico é celebrar a maior expressão do amor de Deus por nós; amor capaz de se fazer tão pequeno para perto dos seus permanecer e lhes alimentar.

Instituída em 1264 pelo papa Urbano IV, a Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo visa prestar culto à presença real do Senhor sob as espécies consagradas. A Quinta-feira Santa lembra-nos a Instituição da Sagrada Eucaristia e o mandato da caridade expresso pelo ato de lavar os pés, contudo, faltava na Igreja uma celebração que colocasse em foco este grande mistério do Deus presente e ao mesmo tempo escondido sob as espécies do pão e do vinho, que torna partícipes da sua Páscoa os que o comungam.

Crer neste mistério significa crer no milagre da transubstanciação, ou seja, após a consagração, pão e vinho não existem mais, mas agora o que temos é o Santíssimo Corpo e sangue do Senhor, restando das ofertas somente as aparências (cor, cheiro, sabor, som, textura, etc.). Deste modo, Deus que presente está na comunhão permanece para nós oculto aos sentidos, podendo ser alcançado somente pela nossa viva fé: “A vista, o tato, o gosto sobre Vós se enganam, mas basta o ouvido para crer com firmeza.” (Hino de São Tomás: Adoro te devote)

Oculto aos sentidos, sim, mas não ausente. Ele vive e está presente entre nós. Em cada sacrário nos espera. E que esperança deve nos causar a visão daquela luz acesa!

É esta presença, que traz luz às trevas, que queremos exaltar e testemunhar ao mundo inteiro. Por este motivo, saímos às ruas seguindo o ostensório que contém o mais precioso Bem. Ele à frente sobre os tapetes, expressão do nosso amor, e nós atrás. Que alegria! Ele merece infinitamente mais.

Seminarista Hiago Willian – 1° Teologia

Fonte: BIO - Boletim Informativo de Osasco