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Formação Permanente: Sínodo – os jovens, a fé e o discernimento vocacional

Foto: Internet

 

Documento Final da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos bispos

 A partir do episódio dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24,13-35), compreendeu-se a missão eclesial em relação às gerações mais jovens. Essa passagem expressa o que no Sínodo voltado para a juventude, deverá ressaltar nas Igrejas particulares, a sua relação com os jovens. O Documento Final da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos bispos – “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” – é oferecido ao Santo Padre, como também a toda a Igreja, como resultado deste Sínodo, uma vez que o caminho sinodal ainda não está finalizado e prevê uma fase de aplicação, o Documento será um roteiro para orientar os próximos passos que a Igreja é chamada a dar. A presença dos jovens representou uma novidade, por meio deles, a voz de toda uma geração ressoou no Sínodo.

O Documento Final é dividido em três partes marcadas pelo episódio de Emaús. A primeira parte intitulada “Pôs-se a caminhar com eles” (cf. Lc 24,15), a fim de reconhecerem o contexto em que os jovens estão inseridos; a segunda parte, “Os olhos deles se abriram” (cf. Lc 24,31), é interpretativa com relação ao tema do Sínodo; a terceira parte, intitulada “Naquela mesma hora, voltaram” (cf. Lc 24,33), reúne as decisões para uma conversão espiritual, pastoral e missionária sobre o tema. Diante disso, iremos propor em três publicações, a reflexão oferecida pelo Documento Final sobre o Sínodo, obedecendo respectivamente as partes que o compõe.

PARTE 1: “Pôs-se a caminhar com eles”

O Cristo ressuscitado quer trabalhar junto de cada jovem, acolhendo suas expectativas, mesmo que frustradas, e suas esperanças, mesmo que inadequadas. Jesus caminha, escuta, compartilha. O escutar, de acordo com o documento, é um encontro de liberdades que requer humildade, paciência, disposição para compreender, e exige um compromisso de elaborar respostas de uma maneira nova.

Os jovens são continuamente convidados a fazer escolhas que orientam sua existência; eles expressam o desejo de ser escutados, reconhecidos e acompanhados. O Sínodo reconhece a necessidade de preparar consagrados e leigos, homens e mulheres, qualificados para o acompanhamento dos jovens.

Diante da diversidade de contextos e culturas, geram um impacto profundo na experiência concreta que os jovens vivenciam; há contextos de exclusão e marginalização, gerada pela estrutura social e pela disponibilidade de recursos econômicos, as questões da diferença entre homens e mulheres, com seus dons peculiares, suas sensibilidades; as questões da colonização cultural, que podem arrancar dos jovens as pertenças culturais e religiosas das quais provêm, devido a globalização.

Das atividades pastorais da juventude, relatada pelo Sínodo, menciona-se a Jornada Mundial da Juventude, assim como os encontros nacionais e diocesanos – aqui menciono de modo particular a nossa comunhão com o Papa nas jornadas mundiais, a iniciativa do Setor da Juventude de nossa Diocese, em promover o “Cracóvia é aqui”, sediada em Ibiúna, e também, neste ano, o “Panamá é aqui”, nas cidades de Alumínio e Mairinque – oferecem uma experiência viva de fé e comunhão que os ajuda a enfrentar os grandes desafios da vida e a assumir, de forma responsável, o próprio lugar na sociedade e na comunidade eclesial.

Muitos relataram no Sínodo, o modo como os percursos de iniciação cristã nem sempre conseguem introduzir crianças, adolescentes e jovens à beleza da experiência da fé. A iniciação cristã é mal entendida como um curso de instrução religiosa que costuma terminar com o sacramento da confirmação.

O Documento relata sobre as novidades do ambiente digital que caracteriza o mundo contemporâneo, que pode ser também um território de solidão, manipulação, exploração e violência, até o caso extremo da dark web, a cyberbullying e a proliferação das fake news.

Uma outra característica primordial, são as relações intergeracionais e a Família, segundo o Documento, a família continua sendo o principal ponto de referência para os jovens. Sem dúvida, o aumento das separações, divórcios, segundas uniões e famílias monoparentais pode causar grandes sofrimentos e crises de identidade nos jovens. Na juventude, também se há uma busca para o mundo do trabalho, que é um meio em que os jovens expressam sua criatividade e sua capacidade de inovar.

É próprio do jovem, o pedido para serem bem acolhidos e respeitados em sua originalidade. Este mesmo jovem, demonstra buscar um sentido para sua vida, e com isso, demonstram interesse pela espiritualidade; de modo geral, busca uma participação e ser ele um protagonista da transformação a partir de suas habilidades, criatividade, assim, estão dispostos a assumir responsabilidades.

Após tal reconhecimento do contexto em que os jovens estão inseridos, reconhecimento este experimentado por Cristo junto aos discípulos de Emaús, convém partirmos para a interpretação destes fatos, do qual iremos apresentá-lo na próxima edição.

Seminarista Robison Fernandes

3º Ano de Teologia

Fonte: BIO - Boletim Informativo de Osasco