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BIO, Destaques, Notícias › 05/09/2019

Caridade, expressão do amor a Deus e ao próximo

Missa em Ação de Graças pela canonização de Madre Teresa, no Vaticano, em 2016. Foto:Daniel Ibáñez/ACI Prensa

A caridade é a mais sublime virtude dentre todas as virtudes! Ora, veremos neste texto o motivo pelo qual essa afirmação está correta e por que devemos considerá-la em nossa vida de católicos.

Primeiramente, o que é a caridade? Encontramos a resposta no Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1822: “A caridade é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas, por si mesmo, e a nosso próximo como a nós mesmos, por amor a Deus”. Assim, a caridade é o Amor genuíno, não é mercenário, muito menos egoísta, é o desejo de fazer tudo o que Deus pede, simplesmente porque Ele quer. E esse Amor se manifesta no amor concreto para com o próximo, pois se o nosso amor a Deus é sincero e verdadeiro, consequentemente amaremos os que Ele ama, isto é, todas as almas que Ele criou e pelas quais Cristo morreu.

Por isso, quando o Senhor no evangelho de Mateus diz: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, o nosso “próximo” é real, as palavras de Jesus não consistem apenas em uma indagação metafórica, mas em um ensinamento que deve ser vivido.

Encontra-se esse aspecto na vida de São Vicente de Paulo, santo cuja memória é celebrada no dia 27 de setembro. São Vicente, se fez servo dos outros, principalmente dos mais pobres. Esse grande santo entendeu o verdadeiro significado da caridade e a colocou em prática, mostrando que “a caridade assegura e purifica nossa capacidade humana de amar, elevando-a à perfeição sobrenatural do amor divino”. Vicente foi ordenado padre aos 19 anos e desde sempre tinha compaixão pelo próximo, sua vida foi sempre em torno dos excluídos, não media esforços para dar-lhes a mínima dignidade.

Os desdobramentos da caridade de São Vicente de Paulo resultaram na Companhia das Filhas da Caridade, em 1633, a primeira congregação com vida apostólica, pois, antes, as freiras viviam apenas em clausura, mas com o surgimento da congregação, puderam fazer-se, enfim, servas dos pobres. Também Antoine Frédéric Ozanam, inspirado na vida e no exemplo de Vicente, organizou o movimento leigo para auxiliar quem mais necessitava, a Sociedade São Vicente de Paulo, os Vicentinos, em 23 de abril de 1833.

São Vicente de Paula. Imagem: Internet

Voltemos nossa atenção para outra santa da Igreja, Madre Tereza de Calcutá, sua memória é também celebrada no mês de setembro, dia 05. A santa é o rosto e modelo da caridade, pois, como é de conhecimento de muitos, ela não mediu esforços para cuidar de todos os enfermos, cochos, leprosos, dentre outras pessoas necessitadas de Calcutá. Com certeza, suas obras eram realizadas com muito amor a Deus, um amor tão grande, que a levou a prometer que não recusaria coisa alguma a Ele. Porém, nos diz seus escritos, que houve um período de sua vida em que passou por uma escuridão espiritual, durante essa fase, a santa afirma que, além de buscar refúgio na oração, encontrou força ajudando o próximo, por amor a Deus, ou seja, amando ela foi amada, isso porque a Caridade tudo suporta.

Por fim, não se pode reduzir a caridade apenas a ações humanitárias, assim como os santos citados acima, onde seu principal desejo como cristão, consistia em auxiliar o outro, especialmente em sua salvação eterna, por meio da oração. Ora, amar o próximo, sobretudo, é desejar o céu para o mesmo, assim como desejamos para nós.

 

Seminarista José Junior – 1º Ano de Teologia

Teste

Por Teste

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