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Ano do Laicato- Leigos: atuar, testemunhar e participar!

Foto: Internet

 

O termo “leigo” não era conhecido como hoje e não havia separação ou distância entre os diferentes termos ministeriais. Ao longo da história da Igreja, percebe-se a presença laical inserida na comunidade cristã como colaboradores diretos, exercendo seu papel como “anunciadores da Palavra”, atuando nas periferias existenciais e pondo em prática o seu papel missionário.

O Concílio Vaticano II, no capítulo IV da Lumen Gentium (LG), dedicou-se em tratar sobre os leigos, discorrendo assim, um tema nunca visto antes na história dos concílios, mas compreensível no contexto da eclesiologia da época, colocando o “leigo” em evidência, mostrando que os leigos são protagonistas na Igreja. O concílio deixa em evidência este povo messiânico com a vocação à santidade própria e a do mundo inteiro, que emana do Batismo (LG, 12).

O cristão leigo, pela propagação do Evangelho, mostra a Igreja atuando no mundo. Como dirá a LG: “a santidade deve ser alcançada na vida diária, nas ocupações de todo aspecto do ser humano. O fundamento teológico de tudo isso, é além da lei da encarnação cristã, o sacerdócio comum dos fiéis”, portanto, “[…] todos os fiéis sintam-se convidados e mesmo obrigados à santidade” (LG, 86).

O leigo é o cristão batizado que se caracteriza pela índole secular de sua vida e compete a ele a missão de buscar o reino. Vive no mundo e é chamado por Deus, para que aí exerça sua própria atividade, inspirado pelo Espírito evangélico, concorrendo para a santificação do mundo, como fermento e desse modo, manifestando Cristo aos outros, com seu testemunho de vida e com o fulgor da sua fé, esperança e caridade (LG, 31).

O Concílio faz com que os leigos entendam que eles realmente são pertencentes à Igreja, na condição de filhos do Pai, resgatados por Cristo e santificados pelo Espírito que faz com que os homens sejam testemunhas de Cristo. Desse modo, podemos afirmar que é pela ação do Espírito Santo que os leigos devem tornar-se mais conscientes de sua própria responsabilidade no serviço e na missão.

O decreto “Apostolicam Autuositatem” acrescenta que os leigos devem promover e efetuar o seu trabalho para própria santificação, isto é, crescendo no caminho da santidade. Os leigos, portanto, são parte viva do movimento missionário da Igreja, e com razão o decreto lembra a importância da participação das mulheres no apostolado.

Entendendo que o leigo é consagrado e enquanto consagrado tem uma missão, sendo ele enviado para “atuar” no mundo que não é consagrado: O que você como leigo, tem feito para protagonizar sua missão na vocação laical, e testemunhar a caridade consagrando os lugares pela sua presença?

Fonte: Seminarista Diego Medeiros - Ano Pastoral