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Diocese de Osasco

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BIO, Destaques, Diocesanas, Notícias › 08/10/2019

A tradição do Santo Rosário

“O Rosário é manancial de maravilhosos frutos e depósito de toda espécie de bens” — São Luís Maria Grignion de Montfort.

Imagem de Nossa Senhora do Rosário. Crédito: Internet

São 200 orações, 200 rosas dedicadas à Virgem Santíssima. Quem reza o Santo Rosário todos os dias vai de encontro ao desejo de Nossa Senhora e a uma das mais antigas tradições da Igreja Católica.  O Santo Rosário foi apresentado ao mundo por São Domingos Gusmão (1170 – 1221) no século XIII, após um pedido de Nossa Senhora do Rosário que lhe foi feito, pois já era uma prática comum dentro dos conventos e mosteiros.

Os monges anacoretas já usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Desta forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim) completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nossos e, para a contagem, o Doutor da Igreja São Beda, o Venerável (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante.

Nas palavras de Nossa Senhora: “Quero que saiba que, a principal peça de combate, tem sido sempre o Saltério Angélico (Rosário) que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério”. Maria apareceu a São Domingos e indicou-lhe o Rosário como potente arma para a conversão.

 

Os mistérios do Rosário

O Santo Rosário é distribuído em 4 Mistérios. São eles:

Mistérios Gozosos
A encarnação do Filho de Deus
A visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel

Crédito: Iolanda Cavalcante

O nascimento do Filho de Deus
A apresentação do Senhor Jesus no Templo
A perda do Menino Jesus e o encontro no Templo

Mistérios Dolorosos
A oração de Nosso Senhor no Horto da Oliveiras
A flagelação do Senhor
A coroação de espinhos
O caminho do calvário carregando a Cruz
A crucificação e morte de Nosso Senhor

Mistérios Gloriosos
A ressurreição do Senhor
A ascensão do Senhor
A vinda do Espírito Santo
A assunção de Nossa Senhora aos Céus
A coroação da Virgem Santíssima

Mistérios Luminosos
(Acrescentado em 2002, pelo Papa São João Paulo II)
O batismo no Jordão
A auto revelação nas bodas de Caná
O anúncio do Reino de Deus convidando à conversão
A transfiguração
A instituição da Eucaristia, expressão sacramental do mistério pascal

 

Indulgências do Rosário

São João Paulo II — em sua Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae (Rosário da Virgem Maria, 37) — assinalou que “para fomentar esta projeção eclesiástica do Rosário, a Igreja quis enriquecê-lo com santas indulgências para quem o recita com as devidas disposições”. Do mesmo modo, a indulgência é concedida ao fiel que “se une devotamente à recitação dessa mesma devoção quando é feita pelo Supremo Pontífice e é transmitida através da televisão ou do rádio. Em outras circunstâncias ganha a indulgência parcial”.

São Luís Maria Grignion ficou conhecido como “Apóstolo da Virgem Maria”. Imagem Internet

Palavras do Santo sacerdote francês São Luís Maria Grignion de Montfort (1673 – 1716) sobre o Santo Rosário:
“Não é possível expressar quanto a Santíssima Virgem estima o Rosário sobre todas as demais devoções, e quão magnânimo é ao recompensar os que trabalham para pregá-lo, estabelecê-lo e cultivá-lo. Recitado enquanto são meditados os mistérios sagrados, o Rosário é manancial de maravilhosos frutos e depósito de toda espécie de bens. Por meio dele, os pecadores obtêm o perdão; as almas sedentas se saciam; os que choram acham alegria; os que são tentados, a tranquilidade; os pobres são socorridos; os religiosos, reformados; os ignorantes, instruídos; os vivos triunfam da vaidade, e as almas do purgatório (por meio de sufrágios) encontram alívio. Perseverai, portanto, nessa santa devoção, e tereis a coroa admirável preparada no Céu para a vossa fidelidade”.
MONTFORT, São Luís Maria Grignion de, Tratado Da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, Rio De Janeiro: Vozes, 28º edição.

Segundo Fábio Santos, Sodalício de Vida Cristã, “sempre devemos confiar em Nossa Senhora. Ela nos chama a percorrer a nossa vida em oração, meditando os mistérios de Nosso Senhor Jesus Cristo, rezando com nossas famílias, com nossos grupos, com as pessoas idosas e os mais necessitados. Como não reconhecer o belíssimo exemplo do Terço dos Homens? Lembremos das aparições que Maria fez e nas quais pedia-nos que rezássemos o Terço. Como dizer não à nossa Mãe do Céu? Agora nos perguntemos: é importante falar com a nossa Mãe? Eu acho que é muito importante. Todos os dias? O que o seu coração de filho lhe diz? Uma coisa é certa: se for rezar, faça-o por amor e com amor. Assim, você encontrará o Verdadeiro Amor”.

Lembre-se de que não basta carregar o Rosário no pescoço, no bolso ou na bolsa para ganhar a indulgência parcial. Ele deve ser usado na oração, para nos aproximar mais de Deus na própria vida. No entanto, é válido — segundo o Beato Paulo VI estabeleceu em sua Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina (Doutrina das indulgências, Norma 17) — que “aos fiéis que utilizam religiosamente um objeto de piedade (crucifixo, cruz, terço, escapulário, medalha), validamente abençoado por um padre, concede-se indulgência parcial”.

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

Fontes: Monfort Associação Cultural, Canção Nova, A12.

 

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