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Diocesanas, Liturgia, Notícias › 05/08/2016

São João Maria Vianney, o padroeiro dos padres

 

São João Maria Vianney é um exemplo de amor e dedicação a Cristo Bom Pastor, Eterno e Sumo Sacerdote

O papa emérito Bento XVI por ocasião do encerramento do Ano Sacerdotal proferiu na homilia marcantes palavras: “o sacerdócio não é um simples “ofício”, mas sim um sacramento: Deus se vale de um homem com suas limitações para estar, através dele, presente entre os homens e atuar em seu favor. Esta audácia de Deus, que se abandona nas mãos dos seres humanos; que, embora conhecendo nossas debilidades, considera aos homens capazes de atuar e apresentar-se em seu lugar, esta audácia de Deus é realmente a maior grandeza que se oculta na palavra “sacerdócio”. Um dos santos que melhor representam estas belas palavras de Bento XVI é São João Maria Vianney, o Santo Cura d’Ars.

João Maria Vianney, nasceu no ano de 1786 em Dardilly, na França, em um período de grandes perseguições por parte da Revolução Francesa, dentre elas a limitação da pratica religiosa. Desde pequeno, mesmo sob esse contexto de perseguição contra a Igreja, João Maria sempre teve grande sensibilidade e amor pela vida religiosa. Aos treze anos fez sua primeira comunhão, aos vinte anos, após o fim da Revolução, iniciou seus estudos eclesiásticos e no dia 09 de agosto de 1815 foi ordenado sacerdote. O, então, neossacerdote fora designado para uma cidade chamada Ars, com cerca de 230 habitantes.

No caminho para sua nova paróquia, o santo pediu informação a um pequeno pastor, chamado Antônio Grive. E o menino explicou como chegar à cidade. Vianney então disse: “Você me mostrou o caminho de Ars e eu te mostrarei o caminho do céu”. Este ocorrido está registrado, na entrada da cidade, com um monumento de São João Maria apontando para o céu e olhando para o jovem pastor. Ao chegar à Ars, ele se deparou com uma região na qual a religião estava quase extinta e as tabernas e bailes imperavam na rotina dos habitantes.

Vianney quando entrou na igreja da cidade, já ciente da situação dos habitantes, proferiu profeticamente as seguintes palavras: “Esta igreja não será capaz de conter as pessoas que virão aqui”. Ele iniciou então uma grande luta espiritual, fazendo jejuns extremos e passando inúmeras horas diante do Santíssimo Sacramento e no confessionário.

Esse “método pastoral” foi bem enfatizado pelo Papa São João XXIII em uma encíclica pública por ocasião do centenário da morte do Cura d’Ars, no ano de 1959. Neste escrito, o Papa recorda a memorável resposta de Vianney para um colega padre que se queixava de não conseguir converter as pessoas de sua paróquia. Perante essas queixas, Vianney responde: “Rezaste, chorastes, gemestes, suspirastes. Mas porventura jejuastes, fizestes, dormistes sobre o chão duro, fizestes penitências corporais? Enquanto não o fizerdes, não julgueis que fizestes tudo!”

Aos poucos as heroicas ações de Vianney surtiram seu efeito para a conversão dos habitantes de Ars. Sua fama se espalhou por diversas regiões da França, de modo que, a partir de 1835 multidões de católicos viajam para confessar e pedir os conselhos do padre.

Neste mês de agosto, período no qual a igreja dedica as vocações, é indispensável lembrar da vida deste grande sacerdote, cuja festa litúrgica é celebrada no dia 04 de agosto. Olhar para a vida do Cura d’Ars é um convite para se encantar por este grande homem que dizia que “o padre só será bem compreendido no Céu. Se o compreendêssemos na terra, morreríamos não de pavor, mas de amor”.

Vianney é apontado como padroeiro dos sacerdotes por ter sido este homem completamente fiel e coerente com sua missão vocacional. Admirar o santo sacerdócio do Cura d’Ars é lembrar-se que antes de tudo, ser padre significa sacrificar-se, assim como o Sumo e Eterno Sacerdote, Nosso Senhor Jesus Cristo, um dia o fez.

Bem vistas as coisas, o que fez do Cura de Ars um santo, foi o ser enamorado de Cristo – observou Bento XVI .  “O verdadeiro segredo do seu sucesso pastoral foi o amor que nutria pelo mistério eucarístico – anunciado, celebrado e vivido – que se tornou em amor pelas ovelhas de Cristo, dos cristãos e das pessoas que procuram a Deus”. Há que não reduzir a figura de São João Maria Vianney a um exemplo, ainda que admirável, da espiritualidade devocionista do século XIX – advertiu o Papa: “É preciso, pelo contrário, captar a força profética que caracterizava a sua personalidade humana e sacerdotal e que é de altíssima atualidade. A 150 anos da morte, o testemunho do Santo Cura de Ars continua a ser um válido ensinamento para os padres e para todos nós”. Bento XVI finaliza: Imitando-o, os padres devem cultivar e fazer crescer, dia após dia, uma íntima união pessoal com Cristo e devem ensinar a todos esta união, esta amizade íntima com Cristo. “Só os enamorados de Cristo podem tocar o coração das pessoas e abri-las ao amor misericordioso do Senhor”.

A vida de São João Maria Vianney é um convite para avançar a águas mais profundas, mesmo com as inúmeras provações que o mundo impõe. Aos jovens que estão pensando e discernindo sua vocação: Coragem! Coloque-se sempre aos pés de Nosso Senhor e com toda a sinceridade de seu coração diga-lhe constantemente: “Meu Senhor, se quiseres me chamas. Se me chamas, eu vou!”

Para encerrar, neste mês vocacional, fica o convite para meditar esta exortação do Cura d’Ars: “O sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo.” Que o exemplo de Vianney possa sempre despertar uma renovação de fervor nos padres e nos jovens chamados ao sacerdócio, para que continuem a ser manifestações do amor de Cristo no mundo.

 

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