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Artigos, Liturgia › 01/11/2014

Por que a Igreja celebra todos os santos ?

 

Especialista em Escatologia afirma que, além de recordar os fiéis que estão no céu, a solenidade quer recordar o chamado de todos à santidade

Neste sábado, 1º, a Igreja celebra a solenidade de Todos os Santos. Para explicar por que esta festa foi instituída e o que ela representa, o Canção Nova em Foco, desta semana, conversa com padre Fernando Santamaria, especialista em Escatologia.

O padre explica que a vocação à santidade é universal, ou seja, não é reservada para poucos. Todos os homens e mulheres são chamados a serem santos. As pessoas que correspondem a este chamado, e que, portanto, viveram e morreram em Cristo se encontram com Ele no Reino Celeste. No Livro do Apocalipse, capítulo 20, São João afirma que é uma multidão. Porém, nem todos chegarão a ser canonizados pela Igreja; então, esta solenidade existe para recordar todos os fiéis que estão no céu.

“São esses nossos irmãos e irmãs, de diferentes estados de vida, diferentes idades, que nós acreditamos que já contemplam a face do Senhor e já estão nesta dimensão triunfante da Igreja, esses que celebramos na Solenidade de Todos os Santos. Mas essa festa existe também, para recordarmos que todos nós somos chamados ao Reino Celestial.”

Para exemplificar, padre Fernando compara a festa a um monumento histórico, erguido para recordar soldados mortos em uma guerra. Não se sabe o nome dos soldados mortos em batalha, mas o monumento é erguido para fazer memória a todos eles.

“A solenidade de todos os santos é comparável a esse ato civil. Há uma data e um marco para lembrar de todos num só [dia]. Lembramos de todos os santos e santas que não foram canonizados mas que se encontram na glória.”

Assim como muitos fiéis costumam celebrar seu santo de devoção e pedir sua intercessão, especialmente no dia dedicado a eles, neste primeiro de novembro, é possível pedir a intercessão de todos os santos.

Santos canonizados ao longo da história da Igreja, e também no século XXI, como João Paulo II, são prova de que a vocação à santidade é possível. Entretanto, o padre destaca que assumir essa vocação não é obra pessoal, mas um projeto de Deus, somente possível com a graça d’Ele, ou seja, não se pode ter a pretensão de querer ser santo pelas próprias forças.

“Os santos com muito esforço, muita graça de Deus, pelo mérito de Cristo, se santificaram, ao ponto de também agora terem méritos […] Nenhum santo cura, liberta ou faz milagre. O único que faz milagre é Deus, mas Ele quis, por intercessão da Virgem Maria, dos santos e dos anjos, distribuir as Suas graças”.

Dia de Finados

No dia seguinte ao dia de todos os santos, a Igreja celebra o Dia de Finados, ocasião para recordar os fiéis defuntos. Nesta ocasião, destaca-se a existência da Igreja triunfante no céu; padecente no Purgatório e a militante na terra. Na entrevista, padre Fernando também explica o sentido deste dia e orienta como os fiéis devem vivê-lo.

Dia de Finados na Canção Nova

Padre Fernando Santamaria está entre os consagrados da Comunidade Canção Nova, que vão conduzir o Kairós “Buscai as coisas do alto”, com o tema: “O Brasil precisa de santos”. O evento acontece na sede da Comunidade, em Cachoeira Paulista (SP), neste domingo, 2.

Padre Fernando Santamaria, especialista em Escatologia e professor de Teologia Sistemática do Instituto de Teologia Bento XVI, da Diocese de Lorena (SP)

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