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Artigos, Liturgia › 01/11/2015

Por que a Igreja comemora o dia dos Fiéis Defuntos?

 

A Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos é celebrada anualmente pela Santa Igreja Católica Apostólica Romana e, está vinculada à Solenidade de Todos os Santos.  Essas duas datas significativas correspondem à fé professada pela Igreja.

Na Solenidade de todos os Santos celebramos o mistério da Comunhão e participação plena dos fiéis na vida divina. Conforme a visão de São João no Apocalipse: “Depois disso, eis que vi uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé diante do trono e diante do Cordeiro, trajados com vestes brancas e com palmas nas mãos. E, em alta voz, proclamavam: ‘A Salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro!’” (Ap 7,9ss). Sendo assim, celebramos a comunhão dos Santos, dos que já participam da felicidade eterna. Já o dia de Finados é marcado por reunir inúmeros sentimentos em torno de uma mesma verdade. É o dia no qual celebramos e comemoramos aqueles que nos precederam no caminho para a eternidade.

Sabemos que a morte é uma realidade e certeza para cada pessoa, é um discurso natural que se destina a todo ser vivo. Porém, os sentimentos são esperança, reconhecimento,  gratidão, saudade e fé na vida eterna. É neste sentido que nós cristãos somos chamados a professar a fé na vida eterna e na ressurreição, movidos não por qualquer esperança, mas em Jesus Cristo, Senhor dos vivos e dos mortos.

Este dia é fundamentado em várias passagens da Sagrada Escritura, bem como na Tradição e no Magistério da Igreja. Desde os primeiros tempos – diz o Catecismo da Igreja Católica n. 1031 – “a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial, o Sacrifício Eucarístico, a fim de que purificados eles possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos”.

A oração pelos mortos é feita pela Igreja, porque se crê na vida eterna e na ressurreição. Uma das fundamentações bíblicas que move a esta prática de orar pelos mortos está no livro de 2 Macabeus que diz: “No dia seguinte, sendo já urgente a tarefa, partiram os homens de Judas, para recolherem os corpos dos que já haviam tombado, a fim de inumá-los junto com os seus parentes, nos túmulos de seus pais. Então encontraram, debaixo das túnicas de cada um dos mortos, objetos consagrados aos ídolos de Jâmnia, cujo uso da Lei vedava aos judeus. Tornou-se assim evidente, para todos que por esse motivo que eles sucumbiram. Todos, pois, tende bendito o modo do proceder do Senhor, justo Juiz que torna manifestas as coisas escondidas, puseram-se em  oração para pedir que o pecado cometido fosse completamente cancelado. De fato, se ele não esperasse que os que haviam sucumbido iriam ressuscitar, seria supérfluo e tolo rezar pelos mortos. Mas, se considerava que uma belíssima recompensa está reservada para os que adormeceram a piedade, então era santo e piedoso seu modo de pensar”(cf. 2Mc 12,39ss.). Portanto, rezar pelos mortos é uma realidade já existente antes da vinda do Messias, Cristo Jesus.

Por fim, entre as verdades relativas à vida e à morte, está a mais importante, ou seja, a Verdade da ressurreição de Jesus e, n’Ele, a ressurreição de todos. Graças a Cristo, a morte tem um sentido positivo, como diz São Paulo: “Para mim, a vida é cristo, e morrer é lucro” (Fl 1,21). Assim como Jesus Cristo ressuscitou dos mortos, todos nós ressuscitaremos, no corpo e alma, para a vida eterna ou para a condenação eterna.

“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês nisto?”  (João 11,25)

 

Sem. Thiago Wesley / Pe. Jorge Augusto

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