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Frutos da JMJ: secretária diocesana da Juventude fala de suas experiências com Deus

Foto: Patricia Caldeira

Um pouco mais que a maioria eu comemoro não só a JMJRio, mas também 3 anos da minha primeira benção em uma Jornada.  Em 2011 fui agraciada por este Deus que é muito generoso, de poder estar presente num dos momentos mais significativos de minha caminhada, que aliás iniciou uma nova jornada de trabalhos.
Vivi momentos dos quais a lembrança me traz lágrimas aos olhos e um nó na garganta ardente, pois ao lembrar-me daqueles dias posso sentir novamente toda a emoção que ali passei.
É claro que como um bom peregrino não foi fácil chegar até lá, as dificuldades foram imensas pra conseguir realizar um chamado que me foi feito, mas é claro,  meus pés estavam firmados naquele que Tudo pode.  A escolha de aceitar e dizer meu sim para ir onde o Mestre estaria foi carregado de decisões difíceis (‘Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei’ – Genesis 12:1).
Sempre ouvi dizer que a primeira vez a gente nunca esquece, com toda certeza eu afirmo isso, nunca me esquecerei desse ano, desses dias e de tudo que foi feito, decisões, renúncias, escolhas para estar aonde meu Mestre me envia.E sim esta Jornada além da experiência pessoal me trouxe grandes frutos para caminhada (‘’Arraigados e edificados em Cristo’’), uma vez firmados no Cristo nada é capaz de nos deter.  A partir daí, muitas responsabilidades vieram e todas elas eu não estava preparada para assumir, foram muitos trabalhos paroquiais, regionais e diocesanos, mas graças a Deus com todos os tropeços, foram realizados.
Cresci muito com todos os desafios, é claro que nem tudo são flores e as tempestades que vieram foram grandes, mas assim como aconteceu em Madrid na Vigília em que barracas e tendas foram arrancadas, coisas foram pelos ares, por conta da força dos ventos que num pequeno momento foi arrasador. Tudo passou pois a confiança que foi deposita no Deus que tudo pode, foi devolvida em graça.E esta minha graça foi a Jornada no meu país, na minha casa, na minha terra. Outro desafio, outras renúncias, e muitas decisões. O coração que ficou partido por não ter visto todos os jovens que queriam estar presente lá em Madrid foi recompensado por todos os sorrisos que vi aqui no Rio.  Vivenciar este momento com eles é algo que também por mais que passe o tempo não serei capaz de me esquecer!!!Poder estar com a minha Diocese, levando a minha região e minha paróquia foi uma sensação inexplicável, ver tantos jovens se esforçando para estar num único lugar por um motivo tão belo faz qualquer um se emocionar.   Assim como para Madrid as dificuldades foram as mesmas, mas por outro lado era em nosso solo, nossa casa, e isso fez muita diferença.Os dias que passei com a juventude da minha paróquia foi carregado de muitas experiências, não somente pessoais mas como em grupo, pois trabalhar com as diferenças é um desafio contínuo para nós que ousamos viver a utopia e realizar os ideais que escolhemos a partir de Cristo.
Mas como já disse somos firmados em um Deus que tudo pode.  Todos os momentos dessa JMJ são inesquecíveis, mas um em particular me arranca lágrimas até hoje. Ao me recordar, num dado momento da Vigília na noite de sábado para domingo, houve um momento de silêncio tão profundo que as águas do mar pararam, os surfistas que ali estavam ajoelharam em suas pranchas. A praia que estava tomada pela juventude se tornou uma só pessoa, onde nem mesmo a fração de segundos de um protesto que aconteceu foi capaz de interromper este momento único  e todos diante do Rei se prostraram.
O silêncio era tão imenso que se uma agulha caísse na areia se ouviria ao longe…‘“Ide e fazei discípulos entre todas as nações”, para nós cristãos, começou aqui mesmo em nosso solo, em nossas casas, paróquias, grupos, nossos vizinhos, pois antes de ir para o mundo a missão precisa ser realizada em nossa morada.A saudade será eterna, pois cada um vivenciou uma experiência única, os laços de amizade que foram firmados nesta Jornada também serão eternos, pois foi selada no único que pode reunir tantas pessoas. Porque simplesmente o que os une é um amor como nunca se viu.
Guiada pelo legado de João Paulo II – o Peregrino do Amor, ‘’Jovem não tem medo de desafio, tem medo de uma vida sem Sentido’’, é que continuo a realizar os sonhos de Deus.
Despeço-me na Paz de Cristo.
Patrícia Caldeira
Secretária Diocesana do Setor Juventude