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Artigos › 06/10/2014

Família: A Educação dos Filhos

Os pais são os primeiros e principais educadores, e a família, a primeira escola de virtudes. O dever de educar mergulha as raízes na vocação primordial dos cônjuges à participação na obra criadora de Deus: gerando no amor e por amor uma nova pessoa, que traz em si a vocação ao crescimento e ao desenvolvimento, os pais assumem por isso mesmo o dever de ajudar eficazmente a viver uma vida plenamente humana. Os pais, que transmitiram a vida aos filhos, têm uma gravíssima obrigação de educar a prole e, por isso, devem ser reconhecidos como seus primeiros e principais educadores.

A educação cristã não só procura a maturidade da pessoa humana. Quer também introduzir os batizados no conhecimento do mistério da salvação, levando-os a se aproximarem do homem perfeito, da idade plena de Cristo.

A família é também convocada a apoiar e a incentivar, sem coagir, o discernimento profissional e vocacional dos seus filhos, inclusive a própria vocação religiosa e missionária.

O direito-dever de educar os filhos enfrenta algumas dificuldades.

A ideia de “sempre levar vantagem”, dificulta uma educação baseada nos princípios cristãos. Às vezes, pais e responsáveis, com seu mau exemplo, acabam orientando os filhos a desrespeitarem as regras e os direitos que garantem o bem comum, mas a deficiência na educação também pode se dar pela ausência dos pais por razões diversas, como por exemplo por problemas econômicos ou pelo trabalho excessivo, o que resulta muitas vezes em os pais delegam para terceiros uma obrigação que na verdade seria deles, sem muitas vezes se preocupar com a qualidade do delegado, fazendo-se, portanto, necessário que os pais acompanhem e se preocupem com a instituição educacional dos seus filhos.

As crianças e os adolescentes devem ser educados para uma vida afetiva e sexual, sendo ajudados pelos pais a descobrirem o sentido da sexualidade no contexto do amor, como mediação da felicidade e da realização humana, não dando espaços às banalizações em que se privilegia o corpo e o prazer egoístico.

Os meios eletrônicos tais como vídeo games, internet, filmes etc. devem ser fator de preocupação dos pais, pois, assim como a TV, tida como a “babá eletrônica” educa e deseduca as crianças e adolescentes, sendo, portanto, totalmente questionável o seu sentido educacional.

A população brasileira praticamente é público das novelas, dos noticiários e dos filmes que se prolongam pela madrugada adentro. E as famílias, em geral, aceitam passivamente essa manipulação sub-liminar que as vão tornando vítimas dos contravalores veiculados e absorvidos nos meios de comunicação social.

Os meios de comunicação devem ser estimulados para que os respeitos básicos éticos sejam respeitados. Existe, portanto, a necessidade de se ter no Brasil uma mídia responsável e de qualidade para as famílias.

A educação dos filhos não de ser responsabilidade somente do pai ou da mãe. A responsabilidade deve ser solidária em que ambos devem estar comprometidos. Principalmente o pai, não pode se omitir dessa obrigação, pois a psicologia educacional demonstra que a ausência do pai pode gerar a carência de firmeza no caráter e a insegurança no comportamento dos filhos.

Mas não adianta somente os pais falarem acerca dos princípios morais, éticos e cristãos para os seus filhos se não forem exemplo e prática desses ensinamentos, porque se aprende melhor com a intuição e a experiência. Deve-se, portanto, viver aquilo que se quer transmitir para os filhos.

Quando existe no lar uma vivência cristã, a alegria transborda. Isso exige dos pais atitudes concretas como banir a tristeza e o pessimismo, incentivar o otimismo e o bom humor.

As crianças e os jovens têm de aprender em casa as verdades fundamentais da fé. A catequese paroquial ou os cursos próprios para o sacramento da crisma não dispensam, de forma nenhuma, a obrigação e o compromisso que os pais têm de iniciar os seus filhos na fé cristã.

Deve haver uma parceria entre os pais e as instituições educacionais, sejam elas católicas ou não, de maneira que: se aproveite a escola para que sejam transmitidos ensinamentos cristãos. A família é a primeira célula educadora e que entre ela e a instituição de ensino não deve haver concorrência; assegurar a participação dos pais, junto com a catequese e a escola, na educação sexual, na orientação profissional e vocacional.

A educação sexual é um dever dos pais, que atualmente, encontram uma série de dificuldades, notadamente pela influência dos meios de comunicação.  A este respeito é necessário, por parte dos pais, um duplo cuidado: uma educação preventiva e crítica dos filhos e uma ação de corajosa denúncia junto às autoridades. A educação sexual não pode ser algo implantado pelo Estado, mas deve ser um compromisso dos pais, ensinando aos filhos o verdadeiro sentido do amor e da sexualidade.

A Igreja se opõe firmemente de certa forma a informação sexual desligada dos princípios morais, tão difundida, que não é senão uma introdução à experiência do prazer e um estímulo que leva à perda – ainda nos anos da inocência – da serenidade, abrindo as portas ao vício.

Deve-se mostrar aos filhos que o corpo humano é dom de Deus e que a relação sexual é fonte sagrada da vida; a relação sexual não é algo mau a ser evitado, é um magnífico dom de Deus destinado a unir duas pessoas pelo amor conjugal e a ser a nascente da vida. Quando os pais se calam ou se omitem, os filhos procuram informações onde não devem: na rua, nas revistas, nos dicionários, nos manuais de ginecologia, com os colegas, e sobretudo na internet. Por isso os pais devem estar preparados para falar com seus filhos.

Se os pais têm dúvida a respeito de quando devem conversar sobre esse assunto, é melhor antecipar-se do que se atrasar: prevenir é sempre melhor do que curar! Pode ser fatal “chegar atrasado”. Não há dúvidas de que as conversas com os filhos devem ser individuais, dando respostas oportunas, prudentes e cristãs para as inquietações dos jovens.

Não se deve omitir de mostrar a importância fundamental da oração e da graça de Deus, para que a afetividade e a sexualidade sejam realizadas segundo o projeto Dele.

As comunidades e, mais concretamente, a Pastoral Familiar e a Catequese, precisam preparar agentes e educadores capazes de discutir criticamente com as crianças, adolescentes e jovens os programas veiculados pelos meios de comunicação social.

Segundo Rousseau, a família é a “pequena pátria, por meio da qual estamos unidos à pátria grande”. Por isso, ela tem que ser revigorada e promovida pelo próprio Estado. Este deve respeitar esse direito originário e intransferível que têm os pais de educarem os seus filhos de acordo com os ditames da sua consciência. Qualquer interferência do Estado nesse sentido deve ser entendida como um delito contra a liberdade individual e familiar.

Por fim, é um grande erro pensar que os pais atentam contra a liberdade dos filhos ao lhes “impor” a religião que assumiram. Nesse caso, o que os pais fazem é dar ao filho o que de melhor receberam. Ninguém, sensatamente, pergunta a uma criança se quer comer, tomar banho, escovar os dentes, ir ao colégio ou estudar matemática, por exemplo. Os pais sabem que essas são coisas essenciais para o filho.

Para isso, tanto os pais como os filhos podem sempre contar com a ajuda dos sacerdotes, religiosos, teólogos, catequistas e educadores cristãos.

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