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Domingo da Misericórdia, a festa da alegria e do perdão de Deus

Foto: Imagem Internet

 

A Festa da Divina Misericórdia, celebrada por toda Igreja no segundo domingo da Páscoa, foi um pedido de Jesus a Santa Faustina Kowalska e que foi incorporada ao calendário litúrgico pelo papa São João Paulo II. É Festa da Alegria de Deus!

 

A Divina Misericórdia

A Misericórdia é a maior qualidade de Deus, pois Deus é infinitamente bom. Mas antes de ser considerada apenas um atributo, a Misericórdia faz parte do Ser de Deus, ou seja, Deus que é o Ser por excelência não pode ser outra coisa senão Misericórdia e Amor. “Deus é amor” 1 Jo 4, 8b.

A palavra misericórdia tem origem latina, formada pela junção de miserere (ter compaixão), e cordis (coração). “Compaixão do coração”, significa que é sentir aquilo que a outra sente, se colocando no em seu lugar. A Misericórdia é uma ação de Deus que se desperta através da desgraça ou miséria alheia que O faz se lançar em socorro ou se entregar totalmente ao miserável. A Palavra de Deus em sua totalidade, nos fala de um Deus que se revela como misericórdia, e entra na história humana por amor.

“Eu vi, eu vi a aflição do meu povo que está no Egito, e ouvi os seus clamores por causa de seus opressores. Sim, eu conheço seus sofrimentos” Ex 3, 7.

 

Jesus é o Rosto da Misericórdia

Jesus é a maior expressão da Misericórdia de Deus. Ele mesmo é a imagem dessa Misericórdia que “transbordou” de Deus na encarnação através de Maria. Jesus é a Misericórdia que se fez carne e veio nos salvar de nossa maior miséria – da doença, da tristeza e da morte.

“De tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo aquele que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” Jo 3,16.

Assim, portanto, se Deus é Misericórdia, a encarnação de Jesus se deve a esta qualidade de Deus, que o fez “descer” até os humanos que estão na miséria e na morte. Toda a vida, morte e ressurreição de Jesus, e todas as suas ações, falam desta Misericórdia. Jesus é o rosto da Misericórdia. Ele vê e é sensível às nossas dores e aflições. “Vendo-a o Senhor, movido de compaixão para com ela, disse-lhe: Não chores”  Lc 7, 13.

 

A Festa da Divina Misericórdia

Depois de entendermos um pouco sobre a Misericórdia que é Deus, podemos compreender agora que a Festa da Divina Misericórdia de forma nenhuma é mais uma festa entre tantas no calendário litúrgico. Celebrada em toda Igreja, no segundo domingo da Páscoa, foi instituída pelo Papa São João Paulo II. Esta festa teve origem na Polônia, em Cracóvia, por meio das experiências místicas de Santa Faustina Kowalska.

De acordo com as revelações místicas a Santa Faustina, esta festa é um pedido do Senhor: “Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente os pecadores. Nesse dia, estão abertas as entranhas da Minha Misericórdia (…) Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de mim, ainda que seus pecados sejam como escarlate (…) A Festa da misericórdia saiu das minhas entranhas. Desejo que ela seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da Minha Misericórdia”, Diário Santa Faustina, No 699.

 

A imagem de Jesus Misericordioso

Além do desejo de Jesus a respeito da realização da Festa, há um outro desejo: que a imagem de Jesus Misericordioso, que foi pintada de acordo com as descrições de Santa Faustina, seja solenemente benta na própria Festa. De acordo com as promessas de Jesus, todos aqueles que venerarem esta imagem não perecerão, terão já aqui na terra a vitória sobre os inimigos e, especialmente, na hora da morte. Portanto, é salutar que tenhamos em nossa casa esta imagem ou estampa, e que na Festa da Misericórdia seja apresentada para a benção.

 

Indulgência Plenária

Concede-se a Indulgência Plenária nas habituais condições (Confissão Sacramental, Comunhão eucarística e orações segundo a Intenção do Sumo Pontífice) ao fiel que no segundo domingo da Páscoa, em qualquer igreja ou oratório, com espírito desapegado completamente da afeição a qualquer pecado, também venial, participe das práticas de piedade em honra a Divina Misericórdia, ou pelo menos recite, na Presença do Santíssimo Sacramento da Eucaristia, publicamente exposto ou guardado no tabernáculo, o Pai-Nosso e o Credo, juntamente com uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por exemplo: “ó Jesus misericordioso, Eu confio em Vós”).

 

A Alegria da Festa

Jesus chama de “Festa” da Sua “Misericórdia”. A festa é a celebração da alegria manifestada, no caso da Festa da Misericórdia é a manifestação da alegria do pecador que encontra o Amor que perdoa. Porém, certamente a festa maior é a do Céu. A festa não deve se limitar apenas às práticas devocionais porque o que Deus quer é a volta do pecador ao seu Amor. E neste ano jubilar, somos convidados a intensificar essa festa por meio do chamado  à Igreja, pelo papa Francisco, à reconciliação e à volta ao Amor Misericordioso de Deus.

“Assim haverá maior alegria no céu por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” Lc 15, 7.

Pe. Emerson Pedroso Borgonovi

Fonte: BIO - Boletim Informativo de Osasco